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	<title>Meme de Carbono &#187; Artes</title>
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	<description>Os átomos e ideias que constroem a consciência</description>
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		<title>Cultura Digital e Capitalismo Cognitivo: Webarte 13/14</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 20:10:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes]]></category>
		<category><![CDATA[Ciberespaço]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[webarte]]></category>

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		<description><![CDATA[Insights e observações sobre webarte e webativismo <a href="http://www.memedecarbono.com.br/cultura/artes/cultura-digital-e-capitalismo-cognitivo-webarte-1314/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chegamos à ultima aula do curso do Potão Eco da UFRJ. O próximo post será o trabalho de conclusão que cada participante deve fazer.</p>
<p>As minhas <a title="Notas de aula de Webarte no Pontão Eco UFRJ nov/2009" href="http://roney.posterous.com/webarte-cultura-digital-e-capitalismo-cogniti" target="_blank">notas de aula estão no Posterous</a> e vou me empenhar em compartilhar as ideias que tive durante e depois da aula.</p>
<p>Trata-se de uma tarefa complexa para mim pois não sou uma pessoa culta no que diz respeito a manifestações como pintura e fotografia, manifestações artísticas que, se compreendi corretamente, se aproxima mais da arte digital e da webarte.</p>
<h2>A vocação da Webarte</h2>
<p>Se estamos diante de uma mudança tão intensa que só ocorreu mais duas vezes (quando desenvolvemos a fala e depois a escrita) então é de se esperar também mudanças substanciais na forma, no processo e na manifestação artística.</p>
<p>No passado a arte era um processo mais íntimo que envolvia o artista, sua tela e, no máximo, seu cliente. Além disso o suporte para a obra era uma tela, uma peça a ser esculpida ou um fotolito. Posteriormente toda arte é relida, multiplicada, reinterpretada e remixada pela população, mas o processo de criação produzia obras universais graças à sensibilidade do artista e não à participação coletiva na criação.</p>
<p>Tudo isso parece mudar (aliás já na arte cinética e outras manifestações do século XX) com a arte digital fortemente caracterizada pela hipertextualidade, metalinguagem, vários suportes interligados, imaterialidade, reprodutibilizade infinita e interatividade. Isso sem falar que as possibilidades de remixagem coletiva conferem uma vida própria à arte digital.</p>
<p>Enquanto a arte analógica assume novas interpretações de acordo com o estado de consciência ou humor do observador, mas se mantém estática e inalterada, a obra digital tem a capacidade de realmente se transformar a cada vez que o observador interage com ela sendo não só interpretada de acordo com seu estado de espírito, mas talvez fazendo o caminho inverso modificando-o.</p>
<p>Pode ser um raciocínio de caminh tortuoso, mas talvez, muito além de questionar os valores e desafios de uma sociedade marcada pelo fluxo e criação de informação, a arte digital e a webarte sejam uma forma de alimentar a retroalimentação da cultura coletiva condizindo nossa espécie a novos valores que venham se contrapor ao individualismo da era industrial.</p>
<h2>Webativismo</h2>
<p>Onde há arte há ativismo, onde há poder há manipulação dos meios de comunicação.</p>
<p>Nossa civilização, amordaçada pela aliança entre o poder e a mídia encontra na Internet um ambiente para exercer a liberdade de expressão (e por isso tanta perseguição e demonização da Internet e cidadãos cibernéticos).</p>
<p>Assim como um dia um estudante chinês pode confrontar tanques na praça da Paz Celestial protegido pelas lentes da mídia televisiva agora essas imagens se reproduzem online e nos permitem desenvolver empatia pela moça desarmada que enfrenta a mira das metralhadoras para impedir o que considera um ataque injusto.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/SQyIKyd2gqA" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/SQyIKyd2gqA"></embed></object></p>
<p>O ativismo online é mais lembrado quando testemunhamos políticos censurando jornais e jornalistas ou processos oportunistas de maus profissionais contra blogueiros (pois não temos o direito de opinar online quando nos vemos mal atendidos).</p>
<p>O webativismo, ou eu diria, o ativismo moderno parece mais atento às causas universais, à consciência de que estamos em um mesmo planeta e somos um mesmo povo.</p>
<p>A campanha do Obama reflete bem isso inclusive em seu discurso em Berlim:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Q-9ry38AhbU" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/Q-9ry38AhbU"></embed></object></p>
<p>O fato é que, se as novas tecnologias de comunicação (onde a Internet ocupa um lugar especial demonstrando-se praticamente como uma realidade online paralela ou até englobando a offline) não dão ao indivíduo mais voz do que dão aos atuais controladores da mídia, mas certamente dão esse poder à voz coletiva.</p>
<p>Esse é um ponto mal compreendido.</p>
<p>Acredita-se que a Internet dá poder ao indivíduo, mas ela dá poder à coletividade.</p>
<p>Se a sua necessidade individual encontra eco na coletividade nem a união das maiores agências de mídia poderão suplantar sua voz ecoada pela coletividade.</p>
<h2>Links</h2>
<ul>
<li>http://www.pacc.ufrj.br/midiarte/#webarte</li>
<li><a title="Compre no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21536514/invencao+dos+direitos+humanos,+a/?franq=271599" target="_blank">A Invenção dos Direitos Humanos, por Lynn Hunt</a></li>
<li><a title="Artigo na Wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Inven%C3%A7%C3%A3o_do_Cotidiano" target="_blank">A Invenção do Cotidiano</a> de Michel de Certeau (à <a title="Invenção do Cotidiano por Michel Certau" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/36274/?franq=271599" target="_blank">venda no Submarino</a>)</li>
<li><a title="Jornalismo independente" href="http://www.indymedia.org" target="_blank">Indymedia</a></li>
<li>Groucho Marxismo da <a title="Site da editora sobre a coleção" href="http://www.conradeditora.com.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=1884&amp;Itemid=59" target="_blank">coleção Baderna da Conrad</a></li>
<li><a title="Compre no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/163140?franq=271599" target="_blank">Zona Autônoma Temporária</a> de Hakin Bey</li>
<li><a title="Compre no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/294123/internet,+e+depois/?franq=271599" target="_blank">Internet, e depois</a>? de <a title="Conheça um pouco do pensamento dele no Observatório de Imprensa" href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=331dac003" target="_blank">Dominique Wolton</a></li>
</ul>
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