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	<title>Meme de Carbono &#187; Entretenimento</title>
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	<description>Os átomos e ideias que constroem a consciência</description>
	<lastBuildDate>Fri, 30 Jul 2010 15:00:17 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Se estamos no caos o que o futuro nos reserva?</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Apr 2010 22:11:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Consciência]]></category>
		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[desespero]]></category>
		<category><![CDATA[epic win]]></category>
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		<category><![CDATA[videgames]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossa civilização já esteve no caos antes e sempre foi capaz de encontrar caminhos para um futuro melhor, agora não será diferente <a href="http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/consciencia/se-estamos-no-caos-o-que-o-futuro-nos-reserva/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo já esteve no caos antes.</p>
<p>Vim da década de 60 e o mundo estava prestes a terminar em uma guerra atômica ou na luta contra os comunistas que se escondiam em toda esquina escura.</p>
<p>Cinquenta anos se passaram e, francamente, não há razão lógica para achar que o mundo (ou a humanidade) entrará em colapso como já comentei num <a title="O que há de real nas profecias maias?" href="http://www.roney.com.br/2009/11/25/a-ciencia-e-a-transformacao-da-consciencia-nas-profecias-maias-para-2012/" target="_blank">post sobre as profecias maias para 2012</a>.</p>
<p>A única coisa que nos faz prever um futuro negro é o <a title="Nem eovolucionistas, nem criacioinistas, temos sido involucionistas" href="http://www.roney.com.br/2007/08/23/involucionismo/" target="_blank">involucionismo </a>que talvez seja inspirado pelo nosso desespero. E como diz a <a title="Como as emoções prejudicam nossa razão" href="http://www.roney.com.br/2010/04/02/lembretes-para-o-dia-a-dia-96-da-loucura-a-razao-em-90-segundos/" target="_blank">regra dos 90 segundos</a>: não decida nada quando está emocionado, muito menos desesperado.</p>
<p>O caos de hoje não é pior ou melhor que a peste negra, a gripe espanhola, as guerras mundiais, as cruzadas&#8230; Na verdade todos esses períodos parecem bem mais negros que o atual, mas isso fica para outro post <img src='http://www.memedecarbono.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Alguns me chamam de <a title="Livro na Cultura" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=3213486&amp;sid=1192151881223551412322981&amp;k5=22FF5ECC&amp;uid=" target="_blank">Pollyana</a>, mas não se trata de otimismo cego, mas de evitar o desespero cego.</p>
<p>De acordo com a Organização Mundial de Saúde a <a title="Se uma civilização fica deprimida não é de remédios que precisa, é de experança" href="http://www.estadao.com.br/noticias/geral,oms-depressao-sera-doenca-mais-comum-do-mundo-em-2030,428526,0.htm" target="_blank">depressão será a doença mais comum até 2030</a> e alguns falam de tratá-la com remédios ignorando as causas, afinal não tem nenhum supervilão colocando depresiômetro nos reservatórios de água.</p>
<p>Se toda uma civilização fica deprimida não é de remédio que ela precisa, é de esperança e perspectiva.</p>
<p>Assistindo o documentário História dos Videogames da Discovery (liga os links lá em baixo para ver no Youtube) percebi como nós nos livramos do desespero das décadas de 60 a 80: Nós criamos videogames!</p>
<p>Numa época em que a televisão era uma janela para o terror das guerras que não podíamos controlar surgiram os jogos que se apropriavam daquela tela e construíam universos que podíamos controlar muito embora no início o fim de todos os jogos, provavelmente reflexo da desesperança, era nossa morte.</p>
<p>Mais uma vez estamos desesperados e só conseguimos ver a morte em nosso futuro e mais uma vez criaremos alguma saída para transoformar nossa realidade. E mais uma vez uma grande parte disso está nos jogos.</p>
<p>É no universo virtual dos videogames que aprendemos a não ter medo dos terroristas, da violência e aprendemos que em algum lugar somos capazes de vencer. Nos jogos modernos o fim não é nossa morte como em Space Invaders, Galaga ou Pac Man, no fim nós vencemos!</p>
<p>É disso que precisamos: substuir o desespero pela experiência do epic win tão bem defendida pela <a title="Videogames e a salvação da humanidade" href="http://www.memedecarbono.com.br/2010/04/12/jogos-vicio-dependencia-e-a-salvacao-da-humanidade/" target="_blank">Jane McGonigal</a>.</p>
<p>Se há uma coisa que aprendi nos curtos 43 anos que tenho vivido é que não importa se estamos pessimistas e desesperados, no final a humanidade encontra seu curso então porque reduzir nosso poder de interferir no presente e no futuro nos entregando ao desespero em vez de trazer para a realidade offline o que aprendemos na realidade online?</p>
<p>Epic Win para todos nós!</p>
<p>Parte 1: <a href="http://linkbun.ch/uqr6">http://linkbun.ch/uqr6</a></p>
<p>Parte 2: <a href="http://linkbun.ch/uquw">http://linkbun.ch/uquw</a></p>
<p>Parte 3:</p>
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		<title>Jogos, vício, dependência e a salvação da humanidade</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Apr 2010 22:41:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Consciência]]></category>
		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[dependência]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[jogos]]></category>
		<category><![CDATA[ted]]></category>
		<category><![CDATA[vício]]></category>
		<category><![CDATA[wow]]></category>

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		<description><![CDATA[Os jogos são uma fuga da realidade ou um instrumento para construir melhores realidades? <a href="http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/consciencia/jogos-vicio-dependencia-e-a-salvacao-da-humanidade/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente o <a title="Carlos Nepomuceno - Filósofo realista da Cibercultura" href="http://nepo.com.br/" target="_blank">Nepô </a>tuitou um artigo onde um especialista fala que <a title="Artigo na Folha Online" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u719168.shtml" target="_blank">até os joguinhos mais populares da Internet causam dependência</a>.</p>
<p>Será que os jogos são perigosos? Nos fazem abandonar a vida real para encontrar a satisfação virtual?</p>
<p>Para inspirar mais reflexão (e susto) tenho que lembrar do <a title="Post no Jovem Nerd" href="http://jovemnerd.ig.com.br/jovem-nerd-news/internet/casal-deixa-filha-morrer-de-fome-para-criar-filha-virtual/" target="_blank">casal da Coréia do Sul que deixou seu bebê morrer de fome enquanto criava uma filha virtual</a>.</p>
<p>A reação mais comum é um alerta de emergência contra os jogos, esses demônios que transformam nossas vidas reais e felizes em algo triste e sombrio. Já falei sobre isso em um post há um ano e meio, mas ali falava dos <a title="Post aqui mesmo" href="http://www.memedecarbono.com.br/2008/12/19/tem-monstros-na-internet-tv-jogos-e-computadores/" target="_blank">monstros da tecnologia da informação</a>.</p>
<p>Em tudo isso há uma constatação fascinante ainda que desagradável: O impulso cognitivo (memético) facilmente nos leva a abandonar as necessidades físicas (do corpo de carbono) para servir à reprodução, cópia e evolução da informação.</p>
<p>Por um lado é fantástico notar que estamos cada vez mais influenciados por nosso aspecto cognitivo e menos pelo instintivo. Estamos amadurecendo.</p>
<p>É claro que no processo há exageros como o citado acima, no entanto, mais uma vez creio que os especialistas não estão respeitando a <a title="As emoções impedem nosso raciocínio por 90 segundos" href="http://www.roney.com.br/2010/04/02/lembretes-para-o-dia-a-dia-96-da-loucura-a-razao-em-90-segundos/" target="_blank">regra dos 90 segundos</a> antes de deenvolver suas premissas.</p>
<p>Tenho o costume de perguntar às pessoas: você gostaria de viver 300 anos com saúde e juventude?</p>
<p>Surpreendentemente a enorme maioria não quer. Suas vidas são pesadas e a perspectiva de ter que lutar 300 anos para ganhar dinheiro, agradar o chefe, manter o emprego e preencher as expectativas ds sociedade é um peso que produz um olhar arregalado e assustado.</p>
<p>As pessoas não estão fugindo para uma vida virtual melhor, estão fugindo de uma vida real que elas não suportam e não acreditam que podem mudar.</p>
<p>Vale lembrar que a vida real é apenas fisicamente real visto que real é a montanha, o rio, a caverna, a comida, a brincadeira (de correr e brigar provavelmente) e o sexo.</p>
<p>Todo resto é criação cognitiva. Não importa se é de tijolos ou de bits: é virtual.</p>
<p>Há outras formas de ver os jogos:</p>
<ul>
<li>Um ambiente para exercitar a percepção de que sucessos são possíveis</li>
<li>Um espaço onde podemos projetar soluções simuladas para problemas reais</li>
<li>Exercício de socialização para quem já não encontra pessoas offline em quem confiar</li>
<li>Instrumento para construir grupos auto-estimulados para resolver problemas em contraposição com o ambiente de trabalho comum marcado pela competição individual</li>
</ul>
<p>É imprescindível assistir a apresentação Gaming can make a better world da Jane McGonigal no TED:<br />
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<p>Temos sim que vencer o desafio do vício,  mas o caminho para isso não é evitar jogos, Internet ou em muitos casos, nem mesmo o copo de cerveja, mas sim construir uma sociedade offline e online onde gostaríamos de viver por 300 anos. E os jogos são um dos melhores instrumentos para exercitar as habilidades que precisaremos para cumprir essa fantástica campanha!</p>
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		<title>Entretenimento e novas tecnologias de comunicação: Derrick de Kerckhove</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/cultura/entretenimento/entretenimento-e-novas-tecnologias-de-comunicacao-derrick-de-kerckhove/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 03:37:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[cibercultura]]></category>
		<category><![CDATA[jogos]]></category>
		<category><![CDATA[kerckhove]]></category>
		<category><![CDATA[videogame]]></category>

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		<description><![CDATA[Para que tipo de cultura nossos novos mundos virtuais nos conduzem? <a href="http://www.memedecarbono.com.br/cultura/entretenimento/entretenimento-e-novas-tecnologias-de-comunicacao-derrick-de-kerckhove/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 31/08 a ESPM promoveu um debate com <a title="Verbete na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Derrick%20de%20kerckhove" target="_blank">Derrick de Kerckohove</a> no teatro Oi Casa Grande, mas só hoje consegui parar para escrever a respeito.</p>
<p>Achei no site da Ana Erthal um<a title="Assista a palestra de Kerckhove na íntegra" href="http://www.anaerthal.com.br/index.php/archives/384" target="_blank"> vídeo com a íntegra da palestra do Derrick de Kerckhove no Oi Casa Grande</a> então não preciso contar como foi e posso partir para o que me chamou mais a atenção.</p>
<p>Tanto o vídeo produzido pela ESPM (que infelizmente não consigo encontrar online) quanto a própria palestra do Kerckhove mostram a profunda interação moderna com os jogos evidenciando o contraste entre a passividade diante da TV e o envolvimento com um videogame.</p>
<p>É claro que nunca fomos passivos diante da TV e os fãs de Jornada e Guerra nas Estrelas estão ai para provar isso assim como as memórias das nossas brincadeiras de infância quando assumíamos o papel do mocinho ou bandido famoso da época na novela ou seriado.</p>
<p>No entanto o jogo digital, é claro, oferece um novo nível de imersão no mundo virtual o que assusta muita gente.</p>
<p>Tenho dito que o virtual digital é apenas uma nova camada de virtualidade criada conforme nossa mente evolui, mas sempre me faltam argumentos e Derrick, em uma pequena frase, me lembrou de um excelente exemplo: O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha.</p>
<p>Para quem não conhece a história Dom Quixote é o alter ego de um humilde fazendeiro que mergulha em sua coleção de livros de cavalaria (cujos códigos de honra se encontravam em pleno declínio na época) tão profundamente que passa a ver a realidade pelas lentes da sua fantasia.</p>
<p>O mundo virtual dos livros (que no entanto já tinha sido real um dia) invade a realidade do engenhoso fidalgo de tal forma que moinhos se convertem em monstros e seu pangaré lhe parece um imponente corcel.</p>
<p>A obra de Cervantes é uma fantasia, claro, mas demonstra perfeitamente que a idéia de criarmos mundos virtuais em nossas mentes que são mais reais que o universo palpável é um impulso humano há séculos.</p>
<p>No entanto, ao contrário da fantasia do fidalgo, os novos mundos virtuais não parecem resgatar os códigos de honra ou qualquer outro louro do passado. Os mundos virtuais modernos parecem totalmente novos.</p>
<p>Mas não são.</p>
<p>O que estamos resgatando é justamente a aldeia.</p>
<p>Talvez nunca mais tenhamos vivido a realidade desde que tivemos algum tipo de consciência pela primeira vez, mas a migração da aldeia para a cidade foi um passo gigante para dentro de espaços virtuais cultivados em nossas mentes e materializados com pedras e barro.</p>
<p>No final nos tornamos estranho uns para os outros, não só entre culturas distantes, mas dentro das nossas próprias cidades.</p>
<p>Agora voltamos a ver o mundo como uma aldeia de pessoas semelhantes e as diferenças culturais cada vez interferem menos em nossa capacidade de desenvolver empatia pelos outros.</p>
<p>E o que tudo isso tem a ver com entretenimento e novas tecnologias de comunicação? Bem&#8230; Pouco&#8230; muito pouco, lamento. Mas foram essas as reflexões que a palestra e o debate me despertaram. Se achar algum artigo sobre isso coloco aqui, no entanto procurei bastante e acho que ninguém escreveu.</p>
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