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	<title>Meme de Carbono &#187; Humanismo</title>
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	<description>Os átomos e ideias que constroem a consciência</description>
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		<title>Fora de pauta: Divisão do Pará</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Nov 2011 16:32:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Carajás]]></category>
		<category><![CDATA[miséria]]></category>
		<category><![CDATA[occupy]]></category>
		<category><![CDATA[Pará]]></category>
		<category><![CDATA[Tapajós]]></category>

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		<description><![CDATA[Há pouco mais de um mês um amigo (@dj_spark) me chamou a atenção para o fato de &#8220;estar tudo ligado&#8221; desde a primavera árabe até o OcupaRio. Esse blog pretende ser um ponto para compartilhar reflexões sobre o efeito da &#8230; <a href="http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/fora-de-pauta-divisao-do-para/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há pouco mais de um mês um amigo (@dj_spark) me chamou a atenção para o fato de &#8220;estar tudo ligado&#8221; desde a primavera árabe até o OcupaRio.</p>
<p>Esse blog pretende ser um ponto para compartilhar reflexões sobre o efeito da hiperconectividade na sociedade humana, mas tenho fugido desse ponto nodal nos últimos dois posts por dois motivos:</p>
<ol>
<li>Creio que o fenômeno Occupy é o sintoma inicial da mais importante consequência da cibercultura</li>
<li>Essas mobilizações chegam em um momento de clímax do desprezo da humanidade pelo que chamam de 1%. Não dá para ficar insensível diante disso&#8230;</li>
</ol>
<p>São inúmeros os ataques claros aos humanos que são transformados em coisas de forma muito mais cruel do que a vista na ficção científica como o filme Matrix.</p>
<p>A divisão do Pará para atender os interesses da indústria de mineração e das fazendas corporativas é apenas mais um, mas é muito próximo de mim e muito descarado.</p>
<p>Temo que, sem um aforamento no estado de uma mobilização nos moldes do Occupy milhões de pessoas serão manipuladas por desinformação ou criação de currais eleitorais e atiradas na mais profunda miséria.</p>
<p>Pretendo juntar tudo isso em um vídeo em breve, por enquanto deixo esse terceiro post como base argumentativa.</p>
<p>Vá diretamente aos 2 min e 28 segundos:</p>
<p><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Do1AdwWYwmE&amp;t&amp;rel=0"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Do1AdwWYwmE&amp;t&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object></p>
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		<title>Ainda o fenômeno Occupy: comentários diversos</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ainda-o-fenomeno-occupy-comentarios-diversos/</link>
		<comments>http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ainda-o-fenomeno-occupy-comentarios-diversos/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 01:08:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Memesfera]]></category>
		<category><![CDATA[#OcupaRio]]></category>
		<category><![CDATA[AcampaSampa]]></category>
		<category><![CDATA[GlobalChange]]></category>
		<category><![CDATA[occupy]]></category>
		<category><![CDATA[Primavera Árabe]]></category>
		<category><![CDATA[USP]]></category>
		<category><![CDATA[WorldRevolution]]></category>

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		<description><![CDATA[Em geral não gosto de repetir o mesmo tema seguidamente, mas realmente creio que o fenômeno que estamos assistindo é tão grande, tão complexo e mal compreendido (inclusive por mim) que me sinto obrigado a fazer pelo menos mais dois &#8230; <a href="http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ainda-o-fenomeno-occupy-comentarios-diversos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em geral não gosto de repetir o mesmo tema seguidamente, mas realmente creio que o fenômeno que estamos assistindo é tão grande, tão complexo e mal compreendido (inclusive por mim) que me sinto obrigado a fazer pelo menos mais dois posts.</p>
<p>Nesse vou reunir opiniões que espalhei no Facebook. Não colocarei os links para elas pois não acho que seria certo com as outras pessoas que se achavam em um espaço mais restrito. Creio que os meus comentários funcionarão mesmo fora do contexto, mas quase todos foram em torno do recente embate entre alunos da USP e a admistração da universidade/polícia.</p>
<p>Para ver um artigo jornalístico bem feito sobre o caso leia <a title="O que está por trás dos supostos maconheiros da USP?" href="http://bloglog.globo.com/blog/blog.do?act=loadSite&amp;id=288&amp;postId=28701&amp;permalink=true">O outro lado da USP</a> escrito por Tico Santacruz (cadê os jornalistas, gente?)</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">&#8220;O problema está em pouca gente estar notando que, quando a única forma de interação entre universidade e poder público é a repressão, algo está muito quebrado no Estado, na universidade, na sistema social e, mais provavelmente nos três.<br />
O que estamos vendo são marolas do mesmo fenômeno que passou a chamar atenção na primavera árabe, se estendeu ao ocidente depois do 15 de maio na Espanha (ao meu ver não por coincidência a origem tb da Campus Party), tomou as ruas de Londres onde os jovens também foram reduzidos a vândalos, atravessou o oceano até Wall Street e agora se manifesta no Brasil mais intensamente em Rio e Sampa.<br />
De acordo com os últimos registros que vi o fenômeno já atingiu mais de 1700 cidades no mundo.<br />
Marolas. Se elas são organizadas, ilegais, tem conteúdo ou durarão é irrelevante. Há de se entender o fenômeno como um todo&#8230;&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: left;">Depois do comentário acima continuou-se a falar da legalidade ou ilegalidade da ação dos alunos da USP então escrevi o seguinte:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">&#8220;Movimentos de manada não fazem avaliações&#8230; Se o poder estabelecido não souber lidar com o que está acontecendo as revoltas e violências serão inevitáveis como já estamos vendo nos EUA onde, mesmo os agrupamentos pacíficos, estão sendo reprimidos com extrema violência.<br />
Não estamos lidando com indivíduos e, quanto maior a presença de violência e menor o diálogo, maiores serão as mobilizações&#8230; E potencialmente violentas.<br />
Essas primeiras marolas podem ser reprimidas, mas nossa espécie nunca foi capaz de conter nem o clima, nem as grandes mudanças sociais.<br />
É muito difícil prever o que acontecerá, mas tenho chutado que isso são marolas. As coisas vão acontecer de fato em uns 8 anos&#8230; Mas eu, francamente, não esperava que a primavera árabe viria a se estender agora pelo ocidente&#8230;<br />
Acalme seu coração, filtre as emoções e preste atenção ao que estou dizendo.<br />
Não estou falando desses jovens, não estou falando do OccuppyWallst. Estou falando de uma gigantesca força que se espalha silenciosamente de sofá em sofá alimentando uma massa critica&#8230;&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;A propósito, há ocupações pacificas com debates públicos quase diários sobre ecologia, educação, democracia direta, direitos humanos, filosofia, preconceito de gênero e muito mais que já se estendem por mais de 3 semanas em Sampa e mais de 2 no Rio, mas o que incendiou minha timeline foi a reprovação aos alunos da USP que, supostamente, depredaram o espaço que ocuparam&#8230;<br />
Pense bem&#8230; Não estamos deixando de ver nosso próprio rabo?<br />
A quem está nas ocupações no Rio, Salvador, Sampa e demais cidades sugiro não ceder à visibilidade fácil do conflito. Esses espaços devem seguir no sentido de devolver o espaço publico à população, as ocupações devem criar um ambiente onde os pais tenham vontade de levar seus filhos.&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;Sabe as ondas? Essas mobilizações são ondas, preste atenção nos ventos e correntes que as formam. Uma ressaca, um tsunami não são bons, não estão certos, não é essa a questão&#8230; #OcupaRio #usp&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;Um dos maiores problemas da mídia de massa contemporânea é que, para agradar a todos e ser consumida por um público maior, acaba sendo superficial e sem alma.</p>
<p>Se informar por jornais e telejornais te faz viver em um mundo virtual onde os alunos da USP são maconheiros, o movimento Occuppy é só uma nova onda de hippies desocupados e a primavera árabe é a tardia vitória da democracia representativa.</p>
<p>Um pouco disso tudo, mas tudo isso é muito mais profundo e interligado&#8230;&#8221;</p>
<p><strong>Comentário deixado no <a title="Post: Eu sou melhor do que todos vocês. Sobre o caso USP e Maconha" href="http://http://tomfernandes.wordpress.com/2011/11/08/eu-sou-melhor-do-que-todos-voces/">blog do @TomFernandes</a></strong><br />
Vou reproduzir aqui um pouco do que falei no FB, mas antes quero dizer que gostei muito dessa frase: &#8221;Não há nenhum homem mau sequer, a culpa é sempre do sistema, da sociedade, da família, da escola, da TV&#8221;</p>
<p>Sim&#8230; A geração que hoje está nas universidades não teve vilões e isso explica muito sobre o perfil delas.</p>
<p>No sábado passado falei sobre o fenômeno Occupy (e vejo o caso USP como parte disso) no Café22 e comecei dizendo que poucas vezes falo do que não entendo, e não entendo o que está acontecendo <img src='http://www.memedecarbono.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Mas é grande demais para ser ignorado.</p>
<p>Em primeiro lugar quando o diálogo entre o poder estabelecido e a universidade fracassa e as situações são reprimidas pela força não estamos diante de uma juventude perdida, estamos de fato diante de um sistema que deixou de funcionar, pois a universidade é o pulmão da sociedade.</p>
<p>Esse é um alerta&#8230;</p>
<p>Em segundo lugar os jovens erraram assim como o AcampaSampa e o OcupaRio erraram ao se calar quando um rapaz se vangloriou de poder contar com o poder voluntário desses movimentos para protegê-lo.  Só que&#8230;</p>
<p>Esses protestos mais ou menos isolados não são o fenômeno. O fenômeno é um estado de espírito e senso comum que se espalham silenciosamente entre sofás por email, redes sociais online (e offline) e blogs como esse. As pessoas começaram a levantar do sofá.  Se você for a outros agrupamentos que fazem parte desse fenômeno que não se inicia, mas começa a chamar atenção na primavera árabe, aflora na Espanha no 15 de Mayo (não por coincidência o país sede da Campus Party), segue para Londres onde os jovens também foram comparados a arruaceiros (e não se esqueça da França há alguns anos), atravessou o oceando para Wall Street e agora começa a ocupar o Brasil verá que há um mosaico bem complexo de grupos sociais, culturais, políticos e filosóficos.  Nossa mente tem o impulso natural de simplificar o mundo e é fácil reduzir esses agrupamentos a comunistas, hippies, maconheiros, desocupados (a enorme maioria dos que ocupam a Cinelândia trabalha e/ou estuda) e filhinhos do papai. Isso seria um erro.  Estamos diante das marolas de um fenômeno gigantesco&#8230; Ainda acho que elas se diluirão no oceano da nossa mente coletiva para resurgir realmente com força em uns 8 anos, mas tudo está acontecendo muito mais rápido e com muito mais consistência do que eu esperava&#8230;  Posso estar totalmente errado em tudo que tenho pensado nos últimos anos e tudo isso não passar de um bando de gente mimada. Vamos ver&#8230; <img src='http://www.memedecarbono.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p></blockquote>
<p style="text-align: left;">Pronto, acho que isso basta. O resto dos comentários repetem esses ai.</p>
<p style="text-align: center;">Atualizando em 10/11/11</p>
<p style="text-align: left;">Diversos sites e alunos felizmente estão sabendo usar a Rede para lançar luz às notícias, infelizmente apenas um site de mídia tradicional (mais ou menos) fez uma boa cobertura. Passo a disponibilizar os links começando por esse:</p>
<ul>
<li>Obsrvatório de Imprensa: <a title="Uma visão geral e jornalística do caso da ocupação da reitoria por alunos da USP" href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/uma_aula_de_crise">Uma Aula de Crise</a></li>
<li>Artigo de um aluno da USP: <a title="O que os alunos da USP querem" href="http://www.facebook.com/notes/jannerson-xavier/esclarecendo-o-caso-usp-pra-quem-v%C3%AA-de-fora/2459499642739">Esclarecendo o caso da USP para quem vê de fora</a></li>
<li>Tico Santa Cruz (quem diria?): <a title="Pesquisa sobre o caso da USP" href="http://bloglog.globo.com/blog/blog.do?act=loadSite&amp;id=288&amp;postId=28701">O outro lado da USP</a> (veja os links que ele coletou)</li>
<li>Shayene Metri: <a title="Aluna de outro CA relata o que viu de fora enquanto a polícia agia" href="http://www.facebook.com/notes/shayene-metri/desabafo-de-quem-tava-l%C3%A1-reintegra%C3%A7%C3%A3o-de-posse/233831886679892">Desabafo de quem estava lá na reintegração de posse da reitoria da USP</a></li>
<li><a title="Em 2009 a polícia já era usada com bombas de gás lacrimogênio para reprimir a organização dos alunos" href="http://stoa.usp.br/yuribt/weblog/51932.html">Relato de outra ação policial na USP em 2009</a> (não é de hoje)</li>
<li><a title="Lembrando que a polícia ficou quase duas horas com os estudantes dentro da reitoria" href="http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5461031-EI8139,00-USP+aluna+diz+que+policiais+a+esfregaram+no+chao+PM+nega.html">Vídeo de aluna dizendo que foi esfregada no chão pela polícia</a></li>
</ul>
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		<item>
		<title>#OcupaRio e #OcupaSampa: De onde veio, o que é e para onde vai?</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 18:51:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Humanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Memesfera]]></category>
		<category><![CDATA[#OccuppyWallst]]></category>
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		<category><![CDATA[ciberativismo]]></category>
		<category><![CDATA[democracia direta]]></category>

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		<description><![CDATA[Advertência #OcupaRio &#8211; Performance Brasil from Rmaia on Vimeo. Esse não é um estudo acadêmico. São observações, teorias e inspirações de uma pessoa que estuda informalmente as mudanças na sociedade enquanto ela caminha para um ambiente hiperconectado. A segunda advertência &#8230; <a href="http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Advertência</h2>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/30973131?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" frameborder="0" width="400" height="300"></iframe></p>
<p><a href="http://vimeo.com/30973131">#OcupaRio &#8211; Performance Brasil</a> from <a href="http://vimeo.com/rmaia">Rmaia</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>Esse não é um estudo acadêmico. São observações, teorias e inspirações de uma pessoa que estuda informalmente as mudanças na sociedade enquanto ela caminha para um ambiente hiperconectado.</p>
<p>A segunda advertência é para evitar frustração das expectativas do leitor: Não sei e desconfio que ninguém sabe realmente para onde vão movimentos como os que tem tomado o planeta desde as primeiras mobilizações na Tunísia. O que vou expor aqui são algumas das minhas suposições.</p>
<h2>Introdução &#8211; De onde veio?</h2>
<blockquote><p>Sim. Veio da Internet, da revolução de sofá&#8230;</p></blockquote>
<p>A inspiração imediata dos movimentos que estão ocupando permanentemente espaços públicos em diversas cidades do mundo foi a <a title="Site oficial do #OccuppyWallst" href="http://occupywallst.org/">mobilização iniciada em Wall Street</a> iniciada em 23/set/2011 que, nesse momento, já inspira movimentos e mais de 100 outras cidades.</p>
<p>Naturalmente a crise financeira nos EUA teve forte influência na preparação do espírito da população para estabelecer o primeiro acampamento permanente de protesto popular, mas as origens recentes estão nas mobilizações iniciadas na Tunísia que resultaram em uma sequência de mobilizações populares que vem derrubando ditadores naquela região (o caso da Líbia merece outras discussões mais profundas).</p>
<p>Ir antes disso pode ser um exercício especulativo exagerado, mas é fato que o início dessas mobilizações populares não foi repentino assim. Antes deles vieram as revoluções de sofá na forma dos eventos virtuais no Facebook que todos diziam que atenderiam, mas ninguém ia. Antes foram os flashmobs originais (mais tarde pasteurizados pela indústria de marketing) onde as pessoas apenas experimentavam a possibilidade de criar eventos com uma multidão de estranhos para fins vazios como brigar de travesseiro ou andar de metrô sem calças.</p>
<p>Podemos fazer esse exercício especulativo indo para a era dos BBS e até antes do ciberespaço como na década de 60 quando a mobilização contra o racismo nos EUA começou nos bancos de um bar.</p>
<p>Mais importante do que essa especulação histórica é refletir sobre as origens emocionais e sociais.</p>
<p>Na Cinelândia duas TVs antigas foram destruídas e transformadas em uma instalação com os dizeres &#8220;isso é um instrumento escravizador&#8221;. Instrumento de uma era onde nossa voz era irrelevante diante das vozes dos rádios, das TVs e dos jornais: podíamos ouvir, mas o alcance da nossa voz era tão limitado que poderia ser considerado inexistente.</p>
<p>É impossível não lembrar do <a title="Site do Carlos Nepomuceno" href="http://nepo.com.br/">Carlos Nepomuceno</a> que aponta o crescimento da população e a demanda por ser ouvido como origem até da própria Internet. Vale a pena navegar por suas ideias.</p>
<blockquote><p>A humanidade quer responder</p></blockquote>
<h2>O que é?</h2>
<p><iframe style="border: 0; outline: 0;" src="http://cdn.livestream.com/embed/occupy_rio_brazil?layout=4&amp;clip=flv_3ad7bb31-1650-4cc1-ba10-82a3da58c842&amp;height=340&amp;width=560&amp;autoplay=false" frameborder="0" scrolling="no" width="560" height="340"></iframe></p>
<div style="font-size: 11px; padding-top: 10px; text-align: center; width: 560px;">Watch <a title="live streaming video" href="http://www.livestream.com/?utm_source=lsplayer&amp;utm_medium=embed&amp;utm_campaign=footerlinks">live streaming video</a> from <a title="Watch occupy_rio_brazil at livestream.com" href="http://www.livestream.com/occupy_rio_brazil?utm_source=lsplayer&amp;utm_medium=embed&amp;utm_campaign=footerlinks">occupy_rio_brazil</a> at livestream.com</div>
<p>Isso está respondido acima, mas pode ser resumido:</p>
<p>Até o momento, pelas minhas observações, são ocupações permanentes pacíficas feitas por cidadãos que tem em comum o desejo de se fazer ouvir pela mídia, pelos governos e pelas corporações para dizer que não estão satisfeitos com a forma como a humanidade vem sendo conduzida. Eles querem uma democracia mais direta, uma política mais honesta e transparente e empresas que tratem os humanos como cidadãos e não como consumidores.</p>
<p>Tem sido evitadas todas as formas de bandeira. O objetivo do movimento é ser o mais abrangente possível para poder se tornar um forum permanente (enquanto for necessário) em busca de melhores caminhos para a nossa civilização. Esse princípio parece caminhar para se fixar nas bases ideológicas do movimento: não é um movimento pelo respeito à diversidade, pelo direito das mulheres, pela preservação da vida, pelo meio ambiente.</p>
<blockquote><p>O movimento é um forum que pretende buscar bases para tornar possível à população levantar suas bandeiras e buscar em conjunto, através de uma democracia (provavelmente) direta, soluções para os problemas comuns.</p></blockquote>
<p>Em termos de evolução da socidade esse é, pelo menos, o embrião do que pode ser uma das maiores mudanças na estrutura da nossa civilização desde&#8230; Bem, desde muitos séculos.</p>
<h2>Quem são?</h2>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/30969802?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" frameborder="0" width="400" height="300"></iframe></p>
<p><a href="http://vimeo.com/30969802">#OcupaRio &#8211; Primeiro Dia</a> from <a href="http://vimeo.com/rmaia">Rmaia</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>Essa é uma questão um pouco mais complexa do que parece à primeira vista. Em primeiro lugar só estive pessoalmente na mobilização do Rio, em segundo lugar esses grupos ainda estão se formando conforme a notícia da sua existência se espalha.</p>
<p>No Rio, nesse momento, a maioria parece composta por universitários das áreas de ciências humanas seguidos por artistas em geral. Há uma quantidade considerável de pessoas mais velhas que parecem já ter estado em outros momentos históricos importantes ou desejar corrigir o erro de não ter participado deles no passado.</p>
<p>Nota-se claramente que o grau de ensino médio é bem alto tanto pela forma como as pessoas se expressam nas assembléias quanto pelo conteúdo dos cartazes, mas todos são ouvidos com o mesmo respeito.</p>
<p>Quanto às pessoas que estão acampadas (cerca de 100) pretendo conversar com eles, mas quase todos parecem ter outras ocupações, no entanto, em uma cidade com a população do tamanho da do Rio não seria difícil achar 3000 pessoas disponíveis para morar em uma praça por alguns meses, até porque poderia haver um revezamento. E foi por isso que ainda não falei com eles: creio que em dois dias esse perfil ainda não se definiu.</p>
<blockquote><p>Resumindo: são pessoas com ideais que, em geral, estão sacrificando uma parte do seu bem estar na esperança de mandar uma mensagem para os demais cidadãos (do Brasil e até do mundo): É possível! Essa é a hora de acordar!</p></blockquote>
<h2>Como funciona?</h2>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/30982415?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" frameborder="0" width="400" height="300"></iframe></p>
<p><a href="http://vimeo.com/30982415">#OcupaRio &#8211; Poesia de Manoel de Barros</a> from <a href="http://vimeo.com/rmaia">Rmaia</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>Essa é uma das partes que considero mais importantes. Mesmo que o movimento seja dispersado hoje, depois de apenas dois dias: a réplica offline do tipo de comunicação que ocorre online tornando possível organizar multidões que tomam decisões em conjunto mesmo quando são várias centenas de pessoas.</p>
<p>Parte da programação da ocupação é composta por lazer, mas há quase todo momento há um Grupo de Trabalho com até umas 80 pessoas desenvolvendo ideias sobre infra-estrutura, suporte legal, comunicação, bases teóricas etc.</p>
<p>As ideias levantadas por esses grupos são levadas às assembléias gerais que acontecem algumas vezes por dia e reúnem algumas centenas de pessoas (chegou a algo em torno de 500 no sábado).</p>
<p>Seguindo e exemplo de outros países a audiência repete as frases de quem está no centro da assembléia para que todos ouçam. Funciona bem e dá um senso de comunidade ao grupo que repete até aquilo com que não concorda.</p>
<p>Há sinais visuais com as mãos para propor adendos, apresentar forte objeção ao que está sendo dito etc. O objetivo é evitar a algaravia e serve como um interessante exercício de comunicação, de saber ouvir e interferir com respeito.</p>
<p>O exercício e desenvolvimento dessa forma de comunicação em grandes grupos (alguém tem referências históricas de grupos similares?), além de ser um reflexo interessante da forma de comunicação online, pode produzir memes de comunicação que modificarão a dinâmica das multidões em uma sociedade com o hábito da democracia participativa.</p>
<p>Naturalmente cada um desses movimentos tem seus blogs, flickrs, e streamings que nos permitem tanto assistir as assembléias mesmo não estando lá quanto vê-las depois no arquivo.</p>
<p>Essa transição de volta para o espaço online que tornou possível reunir essas pessoas desconhecidas é essencial: o que é dito, filmado, decidido é replicado online em vários lugares virtuais e essa é outra diferença para movimentos anteriores e parte vital do funcionamento que garante que ele continue mesmo que seja dissolvido por qualquer razão.</p>
<h2>Para onde vai?</h2>
<p>Em 23 de outubro de 2011 o vídeo abaixo foi feito em Wall Street. Eles também não sabem, mas isso pode ser bom.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/30778727?portrait=0&amp;color=ff0179" frameborder="0" width="400" height="225"></iframe></p>
<p><a href="http://vimeo.com/30778727">Where Do We Go From Here? Occupy Wall St.</a> from <a href="http://vimeo.com/eddavid">Ed David</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>Aqui entramos totalmente no campo da suposição.</p>
<p>Em <a title="Movimento OccuppyLondon tem até universidade" href="http://viagem.uol.com.br/ultnot/reuters/2011/10/21/protestos-fecham-catedral-de-st-paul-em-londres.jhtm">Londres a ocupação se tornou tão grande que conta com bibliotecas e até uma universidade própria estabelecidas entre as centenas de barracas</a>.</p>
<p>É possível que coisas assim ocorram em outras ocupações caso elas aumentem e durem o bastante para isso.</p>
<p>No Brasil a minha aposta, a curto prazo, seria na formação de mini-fóruns sobre diversos temas indo das questões ecológicas até o voto em lista passando pela liberdade de expressão online. Esses fóruns produziriam manifestos com o consenso popular dentro e fora dos movimentos como o #OcupaRio.</p>
<p>Tais mini-fóruns podem dar origem a grupos pequenos e muito bem articulados com grande capacidade de inovação equilibrada pelo consenso geral do movimento (talvez até em caráter global). Eles também podem se destacar totalmente do movimento.</p>
<p>No entanto a extrapolação mais empolgante dos possíveis futuros desses movimentos é a criação de um tipo de mente coletiva que exercita a democracia direta através de mobilizações que transitam entre online e offline como se não houvessem fronteiras.</p>
<p>Utópico. Sim, mas para entender os processos que estamos testemunhando temos que nos permitir a alguns exageros.</p>
<h2>Isso vai dar certo?</h2>
<p>Já deu.</p>
<p>A questão é se isso vai dar super certo.</p>
<p>Há desafios.</p>
<p>Um jovem de 16 anos observou muito bem num dos Grupos de Trabalho que assisti que o maior obstáculo virá de dentro e não de fora. Que as pessoas vão discordar, se cansar, brigar. Que serão embilhados 3 tijolos e dois vão cair, serão empilhados 5 tijolos três vão cair.</p>
<p>Ele está certo. Um grupo cada vez mais heterogêneo que se constrói ao ar livre e aberto para qualquer pessoa é uma construção complexa&#8230; Mas está funcionando em Wall Street há mais de um mês.</p>
<p>Um outro desafio está na estrutura distribuída da organização. Isso torna o grupo apto a resistir a grandes baixas (é a mesma estrutura usada pela Internet e pelo desenvolvimento OpenSource), mas mentes coletivas são menos ágeis e menos brilhantes que algumas mentes inteligentes.</p>
<p>As decisões de uma mente coletiva são feitas por consenso. Elas refletem a inteligência coletiva e não a inteligência máxima do grupo.</p>
<p>No entanto isso é bom.</p>
<p>Parte do exercício da democracia é entender que você é uma voz e aceitar que sua ideia não foi aprovada pela maioria. É ter o senso de comunidade para pensar que aquilo não vai dar certo, mas foi o consenso geral.</p>
<p>Hoje boa parte da nossa população parece crer que democracia significa &#8220;posso fazer o que quero&#8221; quando ela consiste em &#8220;vou dar o melhor de mim para mostrar à maioria que a minha ideia é boa&#8221;.</p>
<p>Em todo o caso mentes coletivas tem limitações que talvez não permitam que o movimento possa ser o máximo que poderia ser, mas é mais importante que ele seja um movimento comum, um exercício coletivo de desenvolvimento da democracia.</p>
<h2>Referências</h2>
<p>Vou favorecer aqui pensadores brasileiros pois creio que temos que conhecê-los e desenvolver nossa própria visão social, política e econômica.</p>
<ul>
<li><a title="Blog do movimento Ocupa Rio" href="http://ocupario.org">Blog do OcupaRio</a>: ocupario.org</li>
<li><a title="Site independente que ajuda a coordenar as mobilizações populares nos EUA" href="http://www.occupytogether.org/faq/">Site central do movimento nos EUA</a>: occuppytogether.org</li>
<li><a title="Site que ajuda a concentrar as mobilizações populares em todo o planeta" href="http://15october.net/how-we-see-it/">Site central do movimento no Planeta</a> (#GlobalChange): http://15october.net/</li>
<li><a title="Site oficial do movimento no Facebook" href="http://bit.ly/ocupario_fb">Facebook do OcupaRio</a>: bit.ly/ocupario_fb</li>
<li><a title="Site da mobilização democrática #OcupaSampa" href="http://15osp.org">Site do OcupaSampa</a>: 15osp.org</li>
<li><a title="Aqui tem os arquivos de todas as transmissões ao vivo do OcupaSampa" href="http://www.livestream.com/anonymousbr">Canal Livestream do OcupaSampa</a>: http://www.livestream.com/anonymousbr</li>
<li>Carlos Nepomuceno: <a title="Estudo sobre a Política 2.0 " href="http://nepo.com.br/2011/10/10/mentalidade-intermediadora/">a crise da Intermediação</a></li>
<li>Gil Giardelli: <a title="Site do Gil Giardelli" href="http://www.gilgiardelli.com.br/blog/">Humanidade 5.0</a></li>
<li><a title="Occuppy Wall Street" href="http://occupywallst.org/">Site do OccuppyWallst</a></li>
<li><a title="Encontro pacífico" href="http://www.theblaze.com/stories/watch-successful-ceo-and-financial-expert-peter-schiff-take-on-the-99-at-occupy-wall-street/">Peter Schiff (1/%) encontra pessoalmente os 99%</a></li>
</ul>
<h2>Fotos</h2>

<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1121/' title='Apoio legal #OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15601-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Apoio legal #OcupaRio" title="Apoio legal #OcupaRio" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1133/' title='Assembléia - #OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15616-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Assembléia - #OcupaRio" title="Assembléia - #OcupaRio" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1124/' title='Banheiro e Temáticas do #OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15604-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Banheiro e Temáticas do #OcupaRio" title="Banheiro e Temáticas do #OcupaRio" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1131/' title='Barracas - #OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15613-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Barracas - #OcupaRio" title="Barracas - #OcupaRio" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1130/' title='Barracas da ocupação na Cinelândia - #OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15612-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Barracas da ocupação na Cinelândia - #OcupaRio" title="Barracas da ocupação na Cinelândia - #OcupaRio" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1138/' title='Campuseiros no #OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15622-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Campuseiros no #OcupaRio" title="Campuseiros no #OcupaRio" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1135/' title='Chamada - #OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15618-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Chamada - #OcupaRio" title="Chamada - #OcupaRio" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1139/' title='Comunicação offline: Blog do #OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15623-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Comunicação offline: Blog do #OcupaRio" title="Comunicação offline: Blog do #OcupaRio" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1128/' title='Direitos das Mulheres - OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15609-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Direitos das Mulheres - OcupaRio" title="Direitos das Mulheres - OcupaRio" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1142/' title='Instalação &quot;A TV é um instrumento de escravidão&quot; - #OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15627-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Instalação &quot;A TV é um instrumento de escravidão&quot; - #OcupaRio" title="Instalação &quot;A TV é um instrumento de escravidão&quot; - #OcupaRio" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1143/' title='Instalação &quot;A TV é um instrumento de escravidão&quot; - #OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15628-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Instalação &quot;A TV é um instrumento de escravidão&quot; - #OcupaRio" title="Instalação &quot;A TV é um instrumento de escravidão&quot; - #OcupaRio" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1144/' title='Instalação &quot;A TV é um instrumento de escravidão&quot; - #OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15629-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Instalação &quot;A TV é um instrumento de escravidão&quot; - #OcupaRio" title="Instalação &quot;A TV é um instrumento de escravidão&quot; - #OcupaRio" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1146/' title='Instalação &quot;A TV é um instrumento de escravidão&quot; - #OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15631-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Instalação &quot;A TV é um instrumento de escravidão&quot; - #OcupaRio" title="Instalação &quot;A TV é um instrumento de escravidão&quot; - #OcupaRio" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1141/' title='Intervenção em monumento de Getúlio Vargas - #OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15626-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Intervenção em monumento de Getúlio Vargas - #OcupaRio" title="Intervenção em monumento de Getúlio Vargas - #OcupaRio" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1137/' title='Multimídia Offline - #OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15621-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Multimídia Offline - #OcupaRio" title="Multimídia Offline - #OcupaRio" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1125/' title='Ocupação - OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15605-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Ocupação - OcupaRio" title="Ocupação - OcupaRio" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1145/' title='Palavras de Ordem - #OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15630-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Palavras de Ordem - #OcupaRio" title="Palavras de Ordem - #OcupaRio" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1132/' title='Performance - #OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15614-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Performance - #OcupaRio" title="Performance - #OcupaRio" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1134/' title='Produção de cartazes: #OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15617-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Produção de cartazes: #OcupaRio" title="Produção de cartazes: #OcupaRio" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1136/' title='Produção gráfica - #OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15619-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Produção gráfica - #OcupaRio" title="Produção gráfica - #OcupaRio" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1140/' title='Reivindicações - #OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15625-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Reivindicações - #OcupaRio" title="Reivindicações - #OcupaRio" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1122/' title='Temáticas do #OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15602-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Temáticas do #OcupaRio" title="Temáticas do #OcupaRio" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1123/' title='Temáticas do #OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15603-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Temáticas do #OcupaRio" title="Temáticas do #OcupaRio" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1126/' title='Temáticas OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15607-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Temáticas OcupaRio" title="Temáticas OcupaRio" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1127/' title='Temáticas OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15608-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Temáticas OcupaRio" title="Temáticas OcupaRio" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ocupario-e-ocupasampa-de-onde-veio-o-que-e-e-para-onde-vai/attachment/1129/' title='Temáticas OcupaRio'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15611-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Temáticas OcupaRio" title="Temáticas OcupaRio" /></a>

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		</item>
		<item>
		<title>Movimento 1% na Cinelândia &#8211; RJ</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/movimento-1-na-cinelandia-rj/</link>
		<comments>http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/movimento-1-na-cinelandia-rj/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 16 Oct 2011 01:46:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humanismo]]></category>
		<category><![CDATA[15o]]></category>
		<category><![CDATA[ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Occupy Wallstreet]]></category>
		<category><![CDATA[protestos]]></category>

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		<description><![CDATA[Introdução Depois de ser ignorado por mais de 15 dias pelos principais grupos de mídia nos EUA o movimento (coordenado via Internet) de protesto contra os rumos que 1% da civilização estão impondo ao capitalismo que influencia 99% do restante &#8230; <a href="http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/movimento-1-na-cinelandia-rj/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1>Introdução</h1>
<p>Depois de ser ignorado por mais de 15 dias pelos principais grupos de mídia nos EUA o movimento (coordenado via Internet) de protesto contra os rumos que 1% da civilização estão impondo ao capitalismo que influencia 99% do restante da humanidade foi extendido espontaneamente para mais 85 países onde cidadãos comuns se organizaram, também por Internet, para demonstrar que desejam novos caminhos para a civilização.</p>
<p>Esses movimentos tem acontecido sem a condução de partidos políticos ou qualquer outro tipo de interesse minoritário. Por hora podem ser resumidos como &#8220;Nós, 99%, queremos outro rumo para nossa civilização&#8221;.</p>
<h1>O que vi</h1>
<p>Era um número pequeno de pessoas, não mais de 250, entretanto o evento foi significativo da massa crítica que está se formando até em nosso país onde uma bolha de prosperidade favorece a acomodação.</p>
<p>Três pontos servem para ilustrar o que parece estar acontecendo.</p>
<ol>
<li>Um partido político levou sua bandeira e se recusava a abaixá-la mesmo a maioria dos presentes argumentando que admitir a participação de partidos transformaria um movimento popular em plataforma de conflitos partidários. A situação se resolveu quando alguém sugeriu que os que fossem contra a presença de bandeiras partidárias se deslocasse para outro ponto: todos foram&#8230; Inclusive os membros do partido, mas sem a bandeira. Tudo pacificamente apesar de alguns momentos de declarações inflamadas.</li>
<li>Sem megafone as pessoas que queriam falar se dirigiam ao centro da roda e eram ouvidas pacientemente pelas 200 pessoas.  Inclusive quando, por 3 ou 4 vezes algum membro ou simpatizando do partido voltou a opinar que as bandeiras não deviam ser rejeitadas. O respeito por quem falava persistiu inclusive quando um mendigo bêbado relatou seu drama ao ser expulso com outros de um casarão onde morava.</li>
<li>Se houve uma ideia comum entre os discursos ela foi a favor de uma economia de esquerda, socialista ou mesmo comunista e um governo que rejeitasse as grandes corporações e grupos de mídia.</li>
</ol>
<div><span style="font-size: small;"><span class="Apple-style-span" style="line-height: 24px;">Traduziria esses três pontos assim:</span></span></div>
<ol>
<li><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;">As pessoas sabem que devem se reunir não como cariocas, brasileiros, brancos, negros, gays, religiosos, ateus ou qualquer outra bandeira. Elas estão se reunindo como humanos que desejam um sistema sócio econômico que respeite todas essas bandeiras e minorias e isso só é possível se o movimento não tiver nenhuma bandeira. Essa característica sozinha, se for preservada, será uma mudança estrutural surpreendente e positiva</span></li>
<li><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;">As pessoas estão prontas para escutar antes de falar, mesmo achando que o discurso não está levando a lugar nenhum, mesmo discordando. Bem, com breves momentos de discussão, mas se não houvesse isso estaríamos lidando com cylons e não com humanos</span></li>
<li><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;">Diante da incapacidade dos grupos que ocupam o poder em apresentar alternativas (0u pelo menos ouvir as alternativas que os cidadãos sugerem) os protestos se voltam contra o capitalismo, mas não vejo isso como uma demanda estrutural e sim como fruto da falta de alternativas.</span></li>
</ol>
<h1>Opinião</h1>
<p>Como toda transição (mesmo que seja entre eras muito distintas) os que são capazes de se adaptar tem vantagens evolutivas.</p>
<p>É difícil afirmar por um grupo de 250 pessoas qual é o zeitgeist de uma população, mas ao que parece o mesmo espírito tem visto em mobilizações com mais de 10 mil pessoas e por isso me atrevo a supor que esse realmente é a &#8220;vibe&#8221; geral.</p>
<p>Pessoalmente não vejo caminho para algum anti-capitalismo e sim para um tipo de neo capitalismo de esquerda, no entanto desconfio que a sociedade começa a mostrar maturidade para descobrir ou desenvolver o novo sistema que virá a transformar ou sbstituir o atual.</p>
<p>No mais é cedo para afirmar qualquer coisa, só preciso dizer que me emocionou muito estar lá: senti que estava assistindo a História ensaiando seus próximos (ainda indecisos) passos.</p>

<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/movimento-1-na-cinelandia-rj/attachment/1104/' title='Love Revolution'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15552-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Love Revolution" title="Love Revolution" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/movimento-1-na-cinelandia-rj/attachment/1105/' title='A realidade da ambundância X a fome artificial'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15553-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="A realidade da ambundância X a fome artificial" title="A realidade da ambundância X a fome artificial" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/movimento-1-na-cinelandia-rj/attachment/1106/' title='Palavras de ordem'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15554-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Palavras de ordem" title="Palavras de ordem" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/movimento-1-na-cinelandia-rj/attachment/1107/' title='Anonymous'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15560-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Anonymous" title="Anonymous" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/movimento-1-na-cinelandia-rj/attachment/1108/' title='&quot;Somos o presente&quot;'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15571-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="&quot;Somos o presente&quot;" title="&quot;Somos o presente&quot;" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/movimento-1-na-cinelandia-rj/attachment/1109/' title='Ensaio da Beleza'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15573-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Ensaio da Beleza" title="Ensaio da Beleza" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/movimento-1-na-cinelandia-rj/attachment/1110/' title='Mostre a tua cara'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15574-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Mostre a tua cara" title="Mostre a tua cara" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/movimento-1-na-cinelandia-rj/attachment/1111/' title='Produção de cartazes'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15581-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Produção de cartazes" title="Produção de cartazes" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/movimento-1-na-cinelandia-rj/attachment/1112/' title='Cartazes #15outubro'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/10/SDC15584-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Cartazes #15outubro" title="Cartazes #15outubro" /></a>

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		<title>Crianças e desesperança</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/criancas-e-desesperanca/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Aug 2011 12:49:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humanismo]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[demofobia]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[ilusão da percepção assimétrica]]></category>
		<category><![CDATA[morador de rua]]></category>

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		<description><![CDATA[O amigo @Dulcetti passou a foto abaixo pelo Twitter ainda há pouco dizendo que merece ser viralizada (até o momento tem mais de 50 mil views): Vale a pena ver os comentários. Como era de se esperar a maioria reclama &#8230; <a href="http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/criancas-e-desesperanca/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O amigo @Dulcetti passou a foto abaixo pelo Twitter <a title="&quot;Ainda há pouco&quot; ou &quot;ainda a pouco&quot;?" href="http://emportuguescorrecto.blogs.sapo.pt/40235.html">ainda há pouco</a> dizendo que merece ser viralizada (até o momento tem mais de 50 mil views):</p>
<p><a title="Foto tirada aqui no Rio, hoje, por uma amiga. Merece ser vira... on Twitpic" href="http://twitpic.com/52d95q"><img src="http://twitpic.com/show/thumb/52d95q.jpg" alt="Foto tirada aqui no Rio, hoje, por uma amiga. Merece ser vira... on Twitpic" width="150" height="150" /></a></p>
<p>Vale a pena ver os comentários. Como era de se esperar a maioria reclama do governo, acusa os brasileiros, afirma ter vergonha.</p>
<p>Aqui nesse blog abordo o funcionamento da mente e da consciência humanas, individualmente e em grupo e acabo de escrever um post sobre a <a title="O desprezo pelo seu próprio povo e cultura" href="http://www.memedecarbono.com.br/memesfera/demofobia/">demofobia</a> que acho que está refletida aqui nas reações a essa foto.</p>
<p>Nós podemos ter várias reações diante dessa realidade, aliás, diante de qualquer realidade.</p>
<p>Uma das reações mais comuns, em parte devido à <a title="Artigo sobre como percebemos uns aos outros" href="http://youarenotsosmart.com/2011/08/21/the-illusion-of-asymmetric-insight/">ilusão da percepção assimétrica</a> (em Inglês &#8211; via @<a title="Perfil da Bia Quadros no Twitter" href="http://twitter.com/biattrix">Biattrix</a>), é tentarmos nos excluir do grupo responsável pela realidade e culpar a inércia, a incompetência e a má fé dos outros.</p>
<p>Nós somos os outros.</p>
<p>Todos nós somos humanos, todos nós estamos ajudando a construir a nossa civilização.</p>
<p>Não somos culpados por nada, mas temos uma parcela de responsabilidade em tudo. Quem sabe usar as ferramentas de comunicação globais tem um pouco mais de responsabilidade.</p>
<p>Outra forma de lidar com a realidade é nos perguntarmos que parcela de responsabilidade temos.</p>
<p>Podemos fazer um post dizendo como o Criança Esperança pode se tornar mais eficaz? Temos tempo para dar aula voluntariamente? Podemos ajudar a politizar nossos amigos (e a nós mesmos) para votarmos melhor? Vamos anotar em que políticos votamos e acompanhar seus mandatos com posts, e-pios e comunicação direta com eles? Aliás, vamos mostrar aos nossos políticos que estamos atentos e que trabalho exatamente esperamos que eles façam?</p>
<p>Simplesmente chorar a criança derramada e culpar os outros não resolverá nada, só nos deixa mais enfraquecidos e conformados por força da desesperança.</p>
<p>E isso não é só para o Brasil. O mundo inteiro clama por sociedades mais humanas onde os cidadãos se percebem como uma grande tribo com belas diferenças culturais: veja as lutas contra os ditadores na África, por dignidade na Inglaterra.</p>
<p>A minha responsabilidade e a desse blog são ínfimas pois não tenho muitos leitores (e mesmo que tivesse 100 mil por dia seria pouco) e temos que ter a maturidade de perceber que 7 bilhões de pessoas não mudam da noite para o dia, nossas mudanças são lentas, mas são constantes. Há de se ter paciência para ter forças para perseverar em nossas micro-responsabilidades diárias. E não odeie quem não tem e ainda culpa os outros&#8230; Esse é mais um dos bugs da nossa mente, mas a cada dia ela (nossa mente) precisa de um ambiente mais humano e conspira para nos impulsionar nesse sentido.</p>
<p>Quando acabei de escrever esse post e fui publicar vi que a @<a title="Perfil da Samantha Shiraishi no Twitter" href="http://twitter.com/samegui" target="_blank">samegui</a> tinha publicado uma foto complementando a imagem mais acima. Se encaixa perfeitamente no que escrevi!</p>
<div id="attachment_1078" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://instagr.am/p/LZAJ_/"><img class="size-medium wp-image-1078" title="Todos irmãos" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2011/08/todos_irmaos-300x300.jpg" alt="Texto atribuído a Nelson Mandela" width="300" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Um sonho para todos nós</p></div>
<h2>Outras reações</h2>
<ul>
<li><a title="Post sobre falta de direitos humanos para crianças" href="http://www.samshiraishi.com/25945/">Das Incongruências do Cotidiano no A Vida Quer</a></li>
</ul>
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		<title>A reforma de Lutero e o século XXI</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/a-reforma-de-lutero-e-o-seculo-xxi/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 05:53:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Memesfera]]></category>
		<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência]]></category>
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		<category><![CDATA[revolução]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos passando por um momento de reforma semelhante ao que foi catalizado pelas 95 teses de Lutero e marcou a transição entre duas eras? <a href="http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/a-reforma-de-lutero-e-o-seculo-xxi/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando <a title="Biografia na Wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Martinho_Lutero" target="_blank">Martinho Lutero</a> fixou suas <a title="Excelente texto acadêmico com as teses de Lutero e uma introdução" href="http://www.espacoacademico.com.br/034/34tc_lutero.htm" target="_blank">95 teses</a> na porta de uma igreja convidando os letrados a discutí-las poucos notaram, mas provavelmente estava dada a partida em uma série de mudanças que marcaria o fim de uma estrutura social, política e econômica que já durava séculos e o início da democracia, do capitalismo e da atual sociedade.</p>
<p>O <a title="95 teses para a cultura do século XXI - 1999" href="http://www.cluetrain.com/portuguese/index.html#manifesto" target="_blank">Manifesto Cluetrain</a> também com 95 teses é um novo marco? Estamos vivendo uma nova transição entre eras similar à dos tempos de Lutero (1514)?</p>
<p>A chamada cibercultura com seus princípios hacker nos apresenta um manifesto de apenas três teses tão poderoso quanto o de Lutero?</p>
<p>Essa é a tese que conheci nas palavras do Carlos Nepomuceno sobre <a title="Comparação da reforma protestante com a cibercultura" href="http://nepo.com.br/2009/05/05/a-reforma-do-consumo/" target="_blank">a Reforma do Consumo</a> e me sinto inclinado a adotar.</p>
<h2 style="text-align: left;"><span style="color: #008000;">Resumindo Lutero</span></h2>
<p>Filho de um mineiro que trabalhou duro para subir na vida (algo novo na época: subir na vida) Lutero teve formação em direito quando conheceu os humanistas da época (também algo novo). Depois que um raio caiu perto dele matando um amigo ele se volta para Deus, mas a fé cristã observada pela sua ótica influenciada pelo estudo de direito, do humanismo e do exemplo do seu pai fez dele um tipo de observador externo.</p>
<p>Além do pai de Lutero outro empreendedores já criavam uma economia (e cultura) à margem da nobreza e do poder religioso do Vaticano.</p>
<p>Por último temos a prensa de Guttenberg criada 50 anos antes, mas duvido que o poder de propagação de idéias em papel e tinta fosse de alguma utilidade se não houvesse apoio da latência (para usar a mesma terminologia do Nepomuceno) crescente tanto do cidadão comum que já sentia os ventos da liberdade quanto dos empreendedores.</p>
<p>A época de Lutero, por esse ponto de vista, reunia:</p>
<ol>
<li>Esgotamento do paradigma social, cultural e &#8220;espiritual&#8221; vigente</li>
<li>&#8220;Caminhos econômicos&#8221; novos</li>
<li>Nova tecnologia de comunicação</li>
</ol>
<p>Arrisco supor que, de cima para baixo, cada ítem tornou o seguinte possível.</p>
<h2 style="text-align: left;"><span style="color: #008000;">Como um paradigma se esgota?</span></h2>
<p>Se os tempos de Lutero aconteceram porque as pessoas não aceitavam mais a religião e as hierarquias da época devemos nos perguntar porque isso aconteceu.</p>
<p>Sociedades são móbiles que se mantém em equilíbrio graças à existência de uma cultura padrão, comum à maioria dos indivíduos daquela sociedade e regulada por leis somente porque sempre há os transgressores.</p>
<p>Do ponto de vista adotado nesse blog as culturas são arranjos informacionais que, a exemplo dos genes, se multiplicam, transmitem suas características e sofrem mutações.</p>
<p>Informações e culturas inevitavelmente crescem em complexidade da mesma forma que os organismos vivos.</p>
<p>Conforme nossa arte, ciência e filosofia crescem em complexidade também muda a nossa cultura: a consciência está ligada ao conhecimento.</p>
<p>Conforme o conhecimento humano amadurece também amadurecem as sociedades.</p>
<p>Por amadurecimento não quero dizer aprimoramento moral, mas apenas ajuste à nova forma de comprender o nosso mundo e universo.</p>
<p>Para citar um exemplo recente temos a teoria da relatividade de Einstein que tem pouco ou nada a ver com a relatividade da moral, mas parece ter sido uma das influências nessa mudança de paradigma.</p>
<p>Uma cultura (e seus paradigmas) então se torna obsoleta conforme a consciência coletiva se desenvolve.</p>
<h2 style="text-align: left;"><span style="color: #008000;">Desdobramentos da reforma de Lutero</span></h2>
<p>Mesmo que não tenha sido a origem das transformações que se seguiram as 95 teses de Lutero e sua tradução da Bíblia para o Alemão são, no mínimo, o marco divisor ou estopim.</p>
<p>Depois que o poder central da época, o Vaticano, foi partido dando espaço aos protestantes, calvinistas e outros que se seguiram era inevitável que outros setores do poder fossem questionados e outros intermediários fossem postos em cheque: Se não precisamos do padre para falar com Deus porque precisamos do Imperador para tomar decisões que nos dizem respeito?</p>
<h2 style="text-align: left;"><span style="color: #008000;">O que está acontecendo agora?</span></h2>
<ol>
<li>Teoria das cordas, teoria M, psicologia evolutiva, decodificação do genoma humano, o poder da atração (desculpem, mas acho que essa pseudociência merece estar aqui): estamos passando por um salto científico similar ao dos tempos de Lutero</li>
<li>Livros como Wikinomics, O que a Google faria e Free mostram que a alucinação hacker de um capitalismo cognitivo está se tornando real: as empresas mais influentes do planeta e que mais crescem seguem paradigmas simplesmente opostos ao das antigas onde o compartilhamento e não o segredo é a alma do negócio</li>
<li>Um celular já custou 7 mil Reais, uma linha fixa já custou 7 mil reais na era dos produtos, agora são gratuitos pois a economia é de serviços e todas as tecnologias de comunicação antigas são velozmente rebaixadas ao status de papiros ou pinturas rupestres diante da avassaladora velocidade das novas tecnologias de informação e comunicação</li>
</ol>
<p>Alguém discorda que vivemos exatamente o que ocorreu no tempo de Lutero?</p>
<p>A história se repete?</p>
<p>Na década passada a IBM, um dos maiores gigantes da economia de produtos, se transformou em uma empresa de serviços. Outras tem seguido o mesmo caminho e as que se recusam não parecem estar indo muito bem. Será que elas serão capazes de mudar para continuar existindo na próxima era?</p>
<p>O Vaticano ainda existe&#8230; Algumas empresas modernas (bem poucas é verdade) tem quase mil anos.</p>
<p>Desconfio que ainda não vimos nem a ponta do iceberg das mudanças que estão a caminho e o momento que vivemos é como se um grande volume de água se acumulasse do outro lado da barreira e não fosse possível impedir que ela rompesse restando a quem estiver atento procurar subir para terrenos mais altos ou preparar seus barcos&#8230;</p>
<h2 style="text-align: left;"><span style="color: #008000;">O que provoca as mudanças?</span></h2>
<p>Tudo nesse post (e nesso blog) está nos territórios da suposição e os parágrafos a seguir provavelmente vão às raias do delírio afinal essa é uma pergunta que talvez simplesmente não possa ser respondida: a mente (e cérebro) é capaz equacionar as variáveis que a fazem funcionar?</p>
<p>Cientes deste abuso da minha parte aqui vai a suposição. Pelo menos é simples.</p>
<p>Cultura é um fenômeno da informação e da necessidade que nossas mentes (ou cérebros) tem de aplicar sua criatividade sobre ela (a informação) para transmití-la e modificá-la.</p>
<p>Esse impulso nos leva a criar meios tecnológicos, sociais, culturais e jurídicos que garantam que a transmissão e modificação possam ocorrer cada vez mais livremente.</p>
<p>Em contrapartida há os velhos instintos regidos pelos genes que nos impelem a lutar pela sobrevivência e supremacia do nosso corpo acumulando fêmeas, comida, a melhor caverna ou a posse do fogo.</p>
<h2 style="text-align: left;"><span style="color: #008000;">Conclusão</span></h2>
<p>Vou copiar a conclusão do Carlos Nepomuceno:</p>
<blockquote><p>Estamos vivendo uma mudança de eras tecnológicas e sociais. Resta saber se também caminhamos para uma nova era da consciência.</p></blockquote>
<p>Não há dúvida que, se o acesso à Internet se espalhar como o livro de espalou no século XVI e se surgirem autores e obras como surgiram nos séculos seguintes estaremos diante de uma profunda mudança de eras que mudará radicalmente nossas formas de governo, nossa economia e praticamente todos os setores da civilização humana.</p>
<p>Compreender como e porque isso está acontecendo é útil para todos nós, mas é questão de vida ou morte para as chamadas pessoas jurídicas que afinal de contas, são seres que só existem dentro da cultura para a qual foram construídos.</p>
<p>Os memes de carbono, nós, os humanos, existimos independentemente da cultura em que vivemos (mesmo que a vida possa se tornar muito difícil como temos visto).</p>
<h2 style="text-align: left;"><span style="color: #008000;">Referências</span></h2>
<ul>
<li><a title="Biografia de Martinho Lutero" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Martinho_Lutero" target="_blank">Biografia de Lutero na Wikipedia</a></li>
<li><a title="Biografia de Martinho Lutero" href="http://www.monergismo.com/textos/historia/historia_vida_lutero_fox.htm" target="_blank">Biografia de Lutero</a> por Jonh Fox século XVI</li>
<li><a title="Comparação entre a reforma de Lutero e a reforma atual" href="http://nepo.com.br/2009/05/05/a-reforma-do-consumo/" target="_blank">A Reforma do Consumo</a> por Carlos Nepomuceno</li>
<li><a title="As teses que deram origem à reforma protestante" href="http://www.espacoacademico.com.br/034/34tc_lutero.htm" target="_blank">As 95 teses de Lutero</a> em um site acadêmico</li>
</ul>
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		<item>
		<title>#Lingerieday e empatia</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/lingerieday-e-empatia/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 15:52:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humanismo]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
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		<category><![CDATA[machismo]]></category>
		<category><![CDATA[mobs]]></category>
		<category><![CDATA[sexismo]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Para onde nos levarão mobilizações que tratam a mulher como objeto? <a href="http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/lingerieday-e-empatia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por falta de tempo e dados para opinar fiquei em silêncio até agora sobre mais uma essa pequena polêmica online.</p>
<p>Um grupo de rapazes resolveu convidar as mulheres do Twitter a trocar seus avatares por fotos delas somente de lingerie.</p>
<p>Bem, é claro que pede quem quer, faz quem aceita.</p>
<p>E o que quer quem lhe pede para se exibir semi-nua?</p>
<p>Muitas mulheres aceitaram a proposta talvez por não terem feito a pergunta acima, talvez pela nobre certeza de que a nudez não é para ser castigada, mas um ato de liberdade.</p>
<p>No entanto, vendo os <a title="Contra o #lingerieday" href="http://www.trezentos.blog.br/?p=2308" target="_blank">comentários machistas</a> em um dos posts contrários ao movimento, as intenções ficam bem claras. Prepare-se para assistir uma triste demonstração da <a title="Filme sobre a nossa involução" href="http://www.cineplayers.com/filme.php?id=2873" target="_blank">idiocracia</a>.</p>
<p>Ao aceitar participar do #lingerieday as mulheres estão inadvertidamente alimentantando o mesmo machismo que culminou no<a title="Desumanização e violência" href="http://www.memedecarbono.com.br/2009/01/28/raizes-da-violencia-marco-dois/" target="_blank"> desrespeito à coelhinha da playboy na Campus Party 2009</a>.</p>
<p>Quais serão os passos seguintes ao #lingerieday? O &#8220;como-não-como&#8221; tão comum nas fantasias onanistas tão comum quando temos dificuldade em ver além da aparência das pessoas? Vídeos de strip tease?</p>
<p>Essas são formas de alimentar a liberdade e princípios de vida mais saudáveis (sem a associação da carne com o pecado) ou é apenas desumanização da mulher?</p>
<p>Tenho a política de desconfiar de todo movimento que envolve os outros&#8230; Uma coisa são mulheres queimando seus soutiens em praça pública, outra bem diferente são homens pedindo-lhes que façam isso.</p>
<p>Por que será que os idealizadores do #lingerieday não fizeram um #barrigatanqueday para exibir seus dotes físicos?</p>
<p>A propósito, homens também podem ser desumanizados e tratados como um pedaço de carne a ser usado para prazer das mulheres (ou outros homens) e descartado em seguida.</p>
<p>O que se insinua nas entrelinhas das campanhas pela beleza física quase sempre é a desvalorização do que nos torna humanos: consciência, inteligência, carisma&#8230;</p>
<p>É claro que promover um #lingerieday não nos impede de nos engajarmos em causas mais sérias, no entanto, certamente a baixa empatia de quem tem este tipo de ideia é um fator de impedimento.</p>
<p>Online ou offline sempre foi dificil desenvolver empatia por desconhecidos. No passado era praticamente privilégio dos santos, mas com a queda das fronteiras de comunicação a empatia até por outras culturas tem crescido como vemos nas mobilizações pelos iranianos.</p>
<p>Alguém mais prático dirá que há um certo sentimento egoísta por trás disso, uma certa afirmação que a nossa cultura é melhor que a deles. Realmente, as a consciência é algo que se desenvolve lentamente. O importante é o sentido do movimento, é para onde vamos à partir dali.</p>
<p>Por isso critico tanto os vagões exclusivos para mulheres no metrô: eles apontam para a segregação da mulher e para a desistencia de lhes garantir respeito em qualquer lugar que elas estejam.</p>
<p>Para onde o #lingerieday aponta?</p>
<p>Links</p>
<ul>
<li><a title="Opinião contrária ao lingerieday" href="http://cynthiasemiramis.org/?p=1108" target="_blank">Minhas observações sobre o Lingerie Day</a> por Cynthia Semíramis</li>
<li><a title="Contra o #lingerieday" href="http://www.trezentos.blog.br/?p=2308" target="_blank">O #lingerieday não é coisa de outro mundo</a> &#8211; Ana Carolina Moreno</li>
<li><a title="Post que lança o movimento" href="http://www.interney.net/blogs/gravataimerengue/2009/07/25/lingerieday_29_07/" target="_blank">#lingerieday</a> &#8211; Gravataí Merengue</li>
<li><a title="Post constatando que mulheres gostam se ser objetos" href="http://www.suspensa.info/post/lingerieday-mimimi-e-a-objetificao-da-mulher/" target="_blank">lingerieday mimimi e a objetificao da mulher</a></li>
</ul>
<p><span style="text-decoration: line-through;">Só agora soube que o movimento foi iniciado para abafar a mobilização em torno do Lixo Eletrônico (o que eles tem contra isso?)</span> Falha de interpretação de quem leu correndo o <a title="Post dizendo que a hashtag tinha chances de abafar o lixo eletrônico" href="http://www.trezentos.blog.br/?p=2308" target="_blank">post no Trezentos</a> e me passou a informação. Em todo caso vale a pena divulgar o manifesto.</p>
<p><a href="http://www.lixoeletronico.org/manifesto"><img src="http://www.lixoeletronico.org/system/files/selo_manifesto.jpg" border="0" alt="Assine o Manifesto Lixo Eletrônico" width="121" height="91" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Excesso de informação nos torna frios e insensíveis?</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/excesso-de-informacao-nos-torna-frios-e-insensiveis/</link>
		<comments>http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/excesso-de-informacao-nos-torna-frios-e-insensiveis/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 11:42:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humanismo]]></category>
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		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa semana o G1 noticiou um estudo que aponta a velocidade das informações como mais uma culpada pela dessenssibilização das pessoas. Twitter e boadcasts pela TV são apontados como os vilões. Faltou ao estudo comparar o comportamento das pessoas expostas &#8230; <a href="http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/excesso-de-informacao-nos-torna-frios-e-insensiveis/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa semana o G1 noticiou um estudo que aponta a <a title="Artigo no G1 sobre twitter e falta de sensibilidade" href="http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1085564-6174,00.html" target="_blank">velocidade das informações como mais uma culpada pela dessenssibilização das pessoas</a>. Twitter e boadcasts pela TV são apontados como os vilões.</p>
<p>Faltou ao estudo comparar o comportamento das pessoas expostas a esses fluxos intensos de notícias às outras pessoas.</p>
<p>Ai vem a primeira pergunta: Quem não está exposto a um fluxo intenso de notícias?</p>
<p>As bancas de jornal estão repletas de manchetes que são lidas enquanto passamos de ônibus ou andando a passos acelerados. Rádio, TV, outdoors, propagandas, todos nos bombardeio com informações emocionais o tempo todo e em velocidade alucinante.</p>
<p>Pergunto então: os excluídos, as pessoas na <span class="bbused">Terra</span> que não tem luz ou água são mais sensíveis?</p>
<p>No entanto a matéria tem uma tolice maior que vem do desconhecimento do que é Internet.</p>
<p>Comparar influência de TV e Internet é como comparar a influência de uma cultura absolutista e outra democrática!</p>
<p>A Internet é uma rede de pessoas, são diálogos e o Twitter, todos sabemos, é a mesa de bar da Internet (assim como são alguns posts e blogs).</p>
<p>O fluxo constante de notícias na tv é absorvido passivamente na TV, mas na Internet ele é comentado, replicado e modificado.</p>
<p>Veja o caso recente dos seguranças da companhia de trens do Rio de Janeiro. A comoção online foi geral, o vídeo foi retuitado à exaustão. Será que os seguranças eram mais conectados à Internet, Twitter e broadcasts televisivos e portanto mais insensíveis que os ciberpunks do Twitter? Duvido.</p>
<p>O que nos dessensibiliza é o medo. O que nos desperta o medo é a sobrecarga de notícias assustadoras que a mídia nos oferece pois instintivamente prestamos mais atenção no que percebemos como ameaça e a mídia percebeu isso.</p>
<p>A possibilidade de interação que a Internet oferece é justamente um instrumento para nos tornar mais sensíveis! As vítimas das violências que testemunhamos online não são objetos em uma tela, são pessoas ao alcance da nossa rede de contatos, são amigos da namorada do irmão do nosso primo ou pelo menos é assim que os percebemos pois intuitivamente já sabemos que a lei dos seis graus de separação não funciona para os Internautas: sabemos que estamos todos ligados.</p>
<p><script src="http://static.boo-box.com/javascripts/engine/boo-box-loader.js" type="text/javascript"></script></p>
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		<title>Ateísmo para religiosos</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Feb 2009 03:38:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humanismo]]></category>
		<category><![CDATA[ateísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência]]></category>
		<category><![CDATA[crenças]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>

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		<description><![CDATA[Há alguns dias escrevi um post procurando explicar a religiosidade para ateus. Ele começa explicando porque acho que me qualifico para fazer isso. Os mesmos motivos me habilitam, eu creio, a tentar desmitificar e explicar o ateísmo para religiosos. Quanto &#8230; <a href="http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/ateismo-para-religiosos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns dias escrevi um post procurando <a title="Post explicando a religiosidade para ateus" href="http://www.memedecarbono.com.br/2009/02/16/religiosidade-para-ateus/" target="_self">explicar a religiosidade para ateus</a>. Ele começa explicando porque acho que me qualifico para fazer isso. Os mesmos motivos me habilitam, eu creio, a tentar desmitificar e explicar o ateísmo para religiosos.</p>
<p>Quanto eu era criança, há uns trinta anos, era difícil encontrar um ateu. Lembro claramente de conversar com um amigo no ônibus enquanto voltávamos para casa e fui capaz de mostrar a ele que os ateus tinham raiva de Deus e portanto não eram ateus o que me parece bem óbvio e dispensa explicações.</p>
<p>Se vamos falar em ateísmo temos que falar das pessoas que simplesmente não enxergam diferença entre Zeus, fadas, o Ultramen ou Deus.</p>
<p>Por algum motivo hoje conheço vários ateus. Talvez eu fosse jovem demais, talvez não houvesse liberdade para se assumir ateu quando eu era criança ou simplesmente nos últimos 30 anos houve um intenso crescimento do pensamento materialista e humanista. É assunto para outros posts, mas irrelevante hoje.</p>
<p>O que importa é que realmente há muitos ateus genuínos e que eles causam espanto e preocupação entre quem crê em Deuses.</p>
<p>Preciso dizer mais uma vez que temos que separar o religioso insatisfeito que diz não crer em Deus porque não aceita a forma como ele trata o mundo e o ateu genuíno.</p>
<p>Muitas vezes o verdadeiro ateu tem posições agresisvas contra as religiões e os religiosos e isso pode ser confundido com raiva de Deus. Não é&#8230;</p>
<p>Discursos virulentos como o de <a title="Site oficial do geneticista Richard Dawkins" href="http://richarddawkins.net/" target="_blank">Richard Dawkings</a>, <a title="Artigo na Wikipedia sobre Hitchens" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Christopher_Hitchens" target="_blank">Crhistopher Hitchens</a> ou <a title="Site oficial do autor de His Dark Materials ou Fronteiras do Universo" href="http://www.philip-pullman.com/" target="_blank">Philip Pullman</a> em parte são uma reação ao radicalismo religioso que usa os Deuses para justificar os mais terríveis atos contra a humanidade e em parte fruto da incapacidade deles de entender o pensamento religioso (talvez deva traduzir meu post anterior e mandar para eles).</p>
<p>O ateu verdadeiro é um apaixonado pela liberdade de consciência e pelo questionamento.</p>
<p>Para o verdadeiro ateu uma criança mulçumana deve ter a liberdade de ser cristã, taoista, espírita, wicca ou mesmo atéia.</p>
<p>Normalmente a grande objeção do ateu é contra a imposição do pensamento, seja religioso, político ou mesmo científico.</p>
<blockquote><p>Dúvida. Devemos manter a humildade da dúvida.</p></blockquote>
<p>Um ateu sensato só poderá pensar em crer em um ou mais Deuses quando todas as religiões chegarem a um senso comum ou admitirem que elas tem visões parciais e provavelmente imprecisas da religiosidade ou do misticismo.</p>
<p>Enquanto isso não acontece a mente analítica do ateu vê apenas um monte de superstições completamente inventadas por humanos que provavelmente não tem nenhuma relação com qualquer deidade que possivelmente exista.</p>
<p>Você, religioso, há de admitir que cada religião declara um grupo de outras religiões como afrontas ao verdadeiro Deus.</p>
<p>Na verdade o que vemos são grupos de interesses culturais e econômicos que e enfrentam aproveitando nossa tendência a perceber que há algo mais além da matéria.</p>
<p>O ateu vem nos perguntar: onde está Deus (ou os Deuses) entre o caldo de religiões que se enfrentam e procuram se exterminar?</p>
<p>Enquanto as religiões e religiosos não se entendem o ateu nos propõe que podemos resolver a maioria dos nossos problemas sem ter que decidir qual Deus é o verdadeiro. Não precisamos nem mesmo crer em qualquer Deus para perceber que:</p>
<ul>
<li>Colaboração é mais lógico que egocentrismo</li>
<li>Enquanto houver miseráveis no mundo não haverá paz para nenhum de nós</li>
<li>Todos os humanos devem ter as mesmas oportunidades de crescimento cultural e de desenvolvimento da consciência</li>
<li>As nossas diferenças nos enriquecem, elas não são algo a ser tolerado, mas sim algo a admirar</li>
<li>Ninguém deve ser obrigado a pensar, amar ou crer de acordo com imposições externas, ou seja, devemos ter liberdade sexual, religiosa e cultural</li>
</ul>
<p>Observando os <a title="Lista de ateus e prováveis ateus famosos" href="http://www.celebatheists.com/?title=Main_Page" target="_blank">ateus confessos</a> observamos que a maioria deles não são pessoas sem moral. Muitas vezes ocorre justamente o contrário, são pessoas que mantem altos padrões de moral mesmo sem a necessidade de serem ameaçados pelo meno de um Deus vingativo ou de serem arremessados ao Inferno.</p>
<p>Acima de tudo o verdadeiro ateu pode ser o maior aliado do religioso.</p>
<p>Convença um ateu que sua crença te ajuda a estabelecer seus princípios de moral, que você não a usa para julgar os outros que não seguem sua crença, que não a considera a verdade única e absoluta enquanto as outras são absurdas e que jamais pretenderá impor sua própria visão a outros restringindo a liberdade de consciência alheia e o ateu defenderá seus pontos de vista com paixão.</p>
<p>Se eu tivesse que resumir o ateísmo em uma frase seria</p>
<blockquote><p>O ateísmo é a humildade da dúvida e a paixão pela consciência questionadora</p></blockquote>
<p>Cuidado apenas com os religiosos que tem raiva dos seus Deuses e se dizem ateus <img src='http://www.memedecarbono.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Religiosidade para ateus</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Feb 2009 05:30:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência]]></category>
		<category><![CDATA[misticismo]]></category>
		<category><![CDATA[religiosidade]]></category>
		<category><![CDATA[teísmo]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de escrever no outro blog uma série de 14 posts sobre o que eu tenho a dizer a respeito de religiosidade e ateísmo creio estar pronto para três coisas: Admitir que não acredito muito em Deus, mas também não &#8230; <a href="http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/religiosidade-para-ateus/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de escrever no outro blog uma série de 14 posts sobre <a title="Último post d série sobre religiosidade no Galeria de Espelhos" href="http://www.roney.com.br/2008/08/07/em-busca-do-po-parte-14-e-final-acho/" target="_blank">o que eu tenho a dizer a respeito de religiosidade e ateísmo</a> creio estar pronto para três coisas:</p>
<ol>
<li>Admitir que não acredito muito em Deus, mas também não sou ateu</li>
<li>Escrever um post para ateus sobre religião</li>
<li>Tentar sintetizar em apenas 2 posts o que disse antes em 14 (o <a title="Minha página no Twitter" href="http://twitter.com/roneyb" target="_blank">Twitter</a> e seus 140 caracteres também ajudaram)</li>
</ol>
<p>Não podemos confundir o deslumbramento que incita o pensamento religioso com as religiões. Ele é exatamente igual ao que estimula o pensamento científico, mas enquanto alguns humanos investigam as maravilhas da <strong>ciência</strong> outros investigam as da <strong>consciência</strong>.</p>
<p>Na <strong>raiz de todo pensamento religioso</strong> encontramos o desejo de levar a nossa <strong>consciência</strong> a novos patamares através do artifício da crença em Deuses que são modelos de perfeição ou imperfeição que devemos buscar ou evitar.</p>
<p>Estou certo de que a <strong>religiosidade</strong> foi uma ferramenta determinante para a <strong>estabilização</strong> da nossa consciência e sua <strong>evolução</strong>.</p>
<p>A religião consiste em um grupo de tradições e, normalmente, dogmas que na verdade são uma <strong>forma de conter o pensamento religioso</strong>.</p>
<p>Sem as religiões não haveria atrito e nos faltaria um chão onde pisar. Algumas pessoas não necessitam de chão, mas a maioria precisa.</p>
<p>O mesmo atrito que as religiões oferecem existe na ciência onde uma teoria não é aceita enquanto não pode ser provada: nossa própria limitação tecnológica e intelectual oferece atrito.</p>
<p>No campo da consciência essas resistências inexistem e somente a tradição e a fé podem garantir que o pensamento religioso não se desenvolva descontroladamente.</p>
<p>O ateu tem a importante missão de ajudar a revelar as tradições e crenças obsoletas que devem ser abandonadas para que tanto o pensamento religioso quanto o científico possam avançar.</p>
<p>Nesse processo as tradições e crenças reagirão, algumas vezes com violência (e o mesmo pode ser dito da reação do pensamento materialista), mas isso é o que se espera delas e vem acontecendo a milhares de anos.</p>
<p>O conflito pode continuar como sempre foi, mas no âmbito individual é desnecessário e improdutivo desenvolver intolerância e ódio contra o religioso ou mesmo a religião.</p>
<p>A diversidade do pensamento religioso e das tradições organizadas na forma de religiões (e até seitas) é mais uma demonstração fantástica da complexidade da mente humana e devemos admirá-la.</p>
<p>Existe ainda um argumento contra a importância da religiosidade e das religiões.</p>
<p>Pode-se dizer que já temos ciências que estudam a consciência.</p>
<p>É verdade! Entretanto que ciências temos que projetam o futuro e os limites da nossa consciência?</p>
<p>Faltam obviamente instrumentos intelectuais (como uma mente menos evoluída pode tecer considerações sobre uma mais evoluída?) e tecnológicos (não dispomos de instrumentos para medir o futuro).</p>
<p>Apenas a <strong>arte</strong> e o pensamento religioso tem se mostrado capazes de causar um tipo de <strong>curto em nossa consciência</strong> que lhe permite arriscar saltos evolutivos.</p>
<p>Existe enfim uma última falha de raciocínio no radicalismo (todo radicalismo tem algo de suspeito) ateu que deseja o fim imediato das religiões e da religiosidade: somos quase 7.000.000.000 de humanos dsitribuídos em grupos separados por absurdas diferenças sociais, econômicas e culturais.</p>
<p>Mesmo que o pensamento ateu seja superior ao religioso (e considero apressado arrogante afirmar isso nesse ponto da nossa evolução) antes de elevar esse pensamento ao status de <strong>verdade universal</strong> (conceito que me parece incompatível com o humanismo ou ateísmo) devemos garantir que todos possam ouvir a mensagem: a Terra deve deixar de ser um planeta em desenvolvimento onde <strong>5 entre cada 30 pessoas sequer tem acesso a água potável</strong>&#8230; (dados da <a title="Ong dedicada a criação de poços de água potável na África" href="http://www.charitywater.org/" target="_blank">Charity Water</a>)</p>
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