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	<title>Meme de Carbono &#187; Humanismo</title>
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	<description>Os átomos e ideias que constroem a consciência</description>
	<lastBuildDate>Fri, 30 Jul 2010 15:00:17 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Estudo de bom e o dojo do conhecimento</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 02:17:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>
		<category><![CDATA[estudo]]></category>
		<category><![CDATA[opensource]]></category>
		<category><![CDATA[programação]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem entrou em operação o Estudo de Bom, um espaço para descobrir o prazer de inventar e pesquisar. O projeto se encaixa perfeitamente no escopo do Meme de Carbono pois se a escola atual definitivamente não se enquadra na sociedade &#8230; <a href="http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/educacao/estudo-de-bom-e-o-dojo-do-conhecimento/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem entrou em operação o <a title="Clube do aprender" href="http://www.estudodebom.com.br/" target="_blank">Estudo de Bom</a>, um espaço para descobrir o prazer de inventar e pesquisar.</p>
<p>O projeto se encaixa perfeitamente no escopo do Meme de Carbono pois se a escola atual definitivamente não se enquadra na sociedade do conhecimento ao procurar transformar o aluno (do latin: sem luz) em uma engrenagem sem autonomia e criatividade para a indústria de produção em massa a missão do Estudo de Bom é justamente o contrário: encontrar a luz da consciência, interesses e criatividade individuais dos seus frequentadores.</p>
<p>Confesso que tenho sérias dúvidas sempre que ouço que os jovens não se interessam mais pela escola: talvez isso seja sua salvação. Para falar a verdade há 30 anos eu também não me interessava. Preferia criar o meu próprio espaço &#8220;estudo de bom&#8221; e certamente não me tornei uma pessoa ignorante.</p>
<p>Tive o privilégio de visitar as instalações do Estudo de Bom na semana passada e ainda dar a sorte de conhecer o pessoal do <a title="Metodologia de estudo e desenvolvimento de software opensource" href="http://dojorio.org" target="_blank">Dojo Rio</a> e assistir uma sessão.</p>
<p>Foi ótimo que isso tenha acontecido pois o Dojo é o exemplo perfeito para a missão do Estudo de Bom.</p>
<p>É tudo muito simples: um bando de apaixonados por programação (não ache estranho, são como os apaixonados por qualquer outra coisa como futebol) se reúne, propõe um problema e resolvem da seguinte maneira:</p>
<ul>
<li>Duas pessoas sentam diante do computador. Uma é o piloto e a outra, o co-piloto, dá dicas</li>
<li>O restante fica ao redor dando sugestões</li>
<li>A cada 5 minutos o piloto vai para o grupo, o co-piloto assume seu lugar e alguém do grupo fica como co-piloto</li>
<li>Cada etapa do problema é resolvida por um preciso de manipulação bem semelhante à tentativa e erro</li>
</ul>
<p>Tem algumas outras regrinhas como só falar nos momentos que um sinal verde indica que os dois no computador concluíram seu raciocínio, mas a ideia é essa.</p>
<p>Em outras palavras é um grupo de pessoas com o mesmo interesse, trabalhando em conjunto para resolver um problema e conforme uma metodologia totalmente lúdica que trata a tarefa como um objeto novo a explorar cutucando-o de várias formas para ver como se comporta.</p>
<p>Do ponto de vista acadêmico é uma metodologia um tanto desordenada, mas estou convencido que os que aprendem a programar dessa forma desenvolvem um conhecimento muito mais profundo do que com o ensino padrão.</p>
<p>E essa é a essência ao meu ver também do Estudo de Bom: ajudar seus estudiosos do sexto ao nono ano a redescobrir o êxtase da exploração.</p>
<p>Se eu tivesse um filho em idade escolar queria que ele tivesse acesso a um espaço como esse. E gostaria de ter conhecido um Dojo aos 11 anos quando comecei a programar <img src='http://www.memedecarbono.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>O paradoxo da empatia</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 22:36:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Consciência]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
		<category><![CDATA[empatia]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho dito que o maior desafio individual que teremos que superar nesse século é o desenvolvimento de uma cultura que nos permita filtrar o fluxo virtualmente infinito de informação a que somos expostos. É verdade&#8230; É bem provável que sejamos &#8230; <a href="http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/consciencia/o-paradoxo-da-empatia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho dito que o maior desafio individual que teremos que superar nesse século é o desenvolvimento de uma cultura que nos permita filtrar o fluxo virtualmente infinito de informação a que somos expostos.</p>
<p>É verdade&#8230; É bem provável que sejamos memeticamente programados para ser máquinas processadoras de informação sem vontade própria.</p>
<p>No entanto há um desafio coletivo que talvez esteja na raiz da doença mais séria que enfrentamos: a crise da empatia nos torna angustiados e depressivos.</p>
<p>Justamente a empatia que é uma das grandes diferenças entre o animal humano e os demais.</p>
<p>Justamente a empatia que está intimamente ligada à longevidade (vídeo de Dan Buettner sobre o segredo da longevidade no <a title="Ideias que merecem ser espalhadas" href="http://ted.com" target="_blank">TED</a>)</p>
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<p>Antes de dar más notícias tenho que dizer que, ao contrário do que muitos dizem, não creio que o vilão da falta de empatia seja a Internet apesar dela ter peso nesse sentido em um ponto pelo menos, falarei dele mais tarde.</p>
<p>O contato por telefone, carta, chat (gtalk, messenger), Skype, troca de presentes nos jogos sociais do Facebook não nos tornam frios e distantes. Muito pelo contrário.</p>
<p>O contato com outros humanos sem poder ver suas expressões ou mesmo interagindo com eles somente através das suas criações virtuais (como uma fazendinha do Facebook) nos torna capazes de levar nossa capacidade de empatia a um novo estágio.</p>
<blockquote><p>As redes sociais online são um dispositivo que tem nos ensinado a ter mais empatia.</p></blockquote>
<p>Isso sem falar na forma como ela (a Internet) facilita a intimidade de quem tem relacionamentos offline (Stefana Broadbent no <a title="Ideias que merecem ser espalhadas" href="http://ted.com" target="_blank">TED</a>)<br />
<!--copy and paste--><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="446" height="326" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="bgColor" value="#ffffff" /><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/StefanaBroadbent_2009G-medium.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/StefanaBroadbent-2009G.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=680&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=stefana_broadbent_how_the_internet_enables_intimacy;year=2009;theme=unconventional_explanations;theme=technology_history_and_destiny;theme=speaking_at_tedglobal2009;theme=what_makes_us_happy;event=TEDGlobal+2009;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /><param name="src" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" /><param name="bgcolor" value="#ffffff" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="446" height="326" src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" flashvars="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/StefanaBroadbent_2009G-medium.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/StefanaBroadbent-2009G.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=680&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=stefana_broadbent_how_the_internet_enables_intimacy;year=2009;theme=unconventional_explanations;theme=technology_history_and_destiny;theme=speaking_at_tedglobal2009;theme=what_makes_us_happy;event=TEDGlobal+2009;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Apesar de tudo isso o Mundo extremamente contectado que temos hoje (e mal vimos o começo do fenômeno) cria um paradoxo na empatia: o da oferta infinita que derruba o valor da amizade para zero.</p>
<p>Se bastam 10 minutos online para encontrar em um novo grupo de amigos com interesses semelhantes aos nossos por que vamos nos submeter aos momentos difícies das amizades? Por que vamos fragilizar nossos relacionamentos dizendo aquelas coisas difícies que o amigo precisa ouvir, mas não vai gostar?</p>
<p>Some isso ao contato constante, afinal já não é mais tão fácil se afastar das pessoas pois elas continuam aparecendo nos status dos amigos em comum no Facebook, são retuitadas e seus posts aparecem sem nosso Reader quando alguém gosta do que leu.</p>
<p>Preste atenção, pois não estou dizendo que nas décadas de 50 e 60 é que havia intimidade e empatia, não é bem verdade. Tinha mais pois havia menos opções de amigos então nos dedicávamos mais a eles, mas o problema já existia e me parece ser antes um efeito colateral de cidades superpovoadas e sem uma estrutura celular capaz de criar o senso de vizinhança (se bem que tive a sorte de passar a infância no Bairro Peixoto que é um tipo de oasis nas entranhas de Copacabana &#8211; RJ).</p>
<p>Nós humanos, como a maioria dos outros animais, precisamos da conexão emocional com os outros, precisamos da empatia que é a capacidade de se sentir no lugar do outro.</p>
<p>Zumbis. Isso nos leva aos zumbis <img src='http://www.memedecarbono.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>&#8230;</p>
<p>Além e muito acima do problema da facilidade para criar novas redes sociais offline (seja mudando de boate, academia de ginástica ou perfil no Orkut) está o medo patológico que temos uns dos outros.</p>
<p>Em uma cidade com seis milhões de habitantes não há somente uma infinidade de possibilidades para formar novos grupos sociais, há uma infinidade de rostos por quem não temos a menor empatia e, pior, podem ser assaltantes, psicopatas ou somente vizinhos chatos que colocam as caixas de som na janela nos obrigando a ouvir músicas que odiamos.</p>
<p>Tudo isso alimenta justamente a anti-patia e vamos nos sentindo cada vez mais afogados em um mundo de pessoas diferentes e incompatíveis conosco e com nossos amigos.</p>
<p>Em uma tentativa pouco eficaz corremos para redes sociais online onde tentamos nos cercar de milhares de amigos, contatos ou seguidores. Tudo para achar que não estamos sós, que somos parte de um grupo forte e numeroso.</p>
<p>Esse é o problema. Tem pouco a ver com memética (exceto pelo fato que memeticamente é bem provável que sejamos impelidos a continuar construindo redes de relacionamento cada vez mais extensas) e muito a ver com o nosso crescimento desordenado.</p>
<p>É claro que eu jamais traria um tema tão assustador à baila se não tivesse algumas ideias de como começar a resolvê-los.</p>
<p>A melhor solução é utópica: mudar a organização das cidades para facilitar a formação de grupos de amigos mais coesos, vizinhos.</p>
<p>Felizmente a maioria das utopias pode ser alcançada a pequenos passos e a reestruturação das nossas cidades provavelmente será um processo vital do século XXII (felizmente pretendo viver alguns séculos).</p>
<p>Penso em outras formas de amenizar o paradoxo da empatia formando grupos mais coesos simplesmente pela força da nossa sabedoria: temos que perceber que ter os mesmos amigos por muitos anos é uma parte importante, senão essencial, da nossa saúde mental, física, social e até espiritual.</p>
<p>O grande desafio nesse caso, ao contrário do que surge do fluxo de informação, é coletivo.</p>
<p>Se pretendemos afastar os espectros da depressão e ter uma vida mais saudável devemos começar a conversar sobre isso com os amigos e escolher aqueles que estão dispostos a seguir a mesma jornada. E não precisa muitos. Basta quatro ou cinco grandes amigos, afinal na década de 60 aparentemente a média eram 3&#8230;</p>
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		<title>Genes X Memes: Fight</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Jul 2010 04:08:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Consciência]]></category>
		<category><![CDATA[conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[consumismo]]></category>
		<category><![CDATA[gênese]]></category>
		<category><![CDATA[memética]]></category>
		<category><![CDATA[paradigma]]></category>

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		<description><![CDATA[Na semana passada fui convidado a apresentar uma aula de 4h para a sexta turma de Gestão Estratégica de Marketing Digital da Facha e decidi fazer com eles uma viagem em busca da gênese da nossa consciência, afinal, embora já &#8230; <a href="http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/consciencia/genes-x-memes-fight/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana passada fui convidado a apresentar uma aula de 4h para a sexta turma de <a title="Site do curso" href="http://www.igec.com.br/index.php/Cursos/pos-graduacao-marketing-digital" target="_blank">Gestão Estratégica de Marketing Digital da Facha</a> e decidi fazer com eles uma viagem em busca da gênese da nossa consciência, afinal, embora já saibamos bem como evoluimos fisicamente, só nos últimos anos estamos começando a juntar psicologia e evolução para desenvolver uma teoria da consciência e esse blog trata principalmente disso.</p>
<p>Considero que o marketing terá um papel importante na transição da sociedade do consumo para a cultura do conhecimento, nem que seja por imposição da natureza da nossa consciência.</p>
<p>Ainda consegurei parar um tempo para falar da <a title="Post sobre o desafio de explicar a memética em 5min" href="http://www.memedecarbono.com.br/apresentacoes/desvendando-a-alma-humana-em-cinco-minutos-desafio/" target="_self">alma humana em 5 minutos</a>, mas ainda não será agora, o que pretendo nesse post é compartilhar a conclusão a que chegamos ao fim das 4 horas.</p>
<p>A nossa consciência é um dos maiores diferenciais entre nós e os demais animais. Talvez todos os outros animais venham a desenvolver formas de consciência semelhantes à nossa se lhes dermos tempo (ou observarmos com a mente aberta).</p>
<p>Assim como a matéria em nosso universo parece ter a propriedade de se organizar em formas cada vez mais complexas o pensamento parece naturalmente se tornar cada vez mais consciente.</p>
<p>Todos nós somos fortemente controlados pelos nossos instintos programados para nos tornar perfeitas máquinas de genes garantindo-lhes um ambiente para se duplicar e multiplicar sofrendo pequenas mutações e transmitindo sua hereditariedade.</p>
<p>Isso vale para todos os animais.</p>
<p>No entanto, conforme nossa consciência se tornou cada vez mais complexa outra influência passou a nos conduzir, a ponto de fazermos algumas coisas que são contrárias aos &#8220;interesses&#8221; dos genes.</p>
<p>Da mesma forma que evoluímos justamente por ser boas máquinas de genes, nos tornamos conscientes por sermos boas máquinas para processar dados e informações transformando-os em memes (pequenas unidades culturais ou comportamentais).</p>
<p>No entanto, ao contrário dos genes que precisam de um ciclo reprodutório inteiro para se reproduzir (cerca de 12 anos nos humanos) os memes são intangíveis e podem ser copiados e modificados em razões exponenciais.</p>
<p>Estamos assistindo um torneio entre memes e genes e o ganhador usará a máquina humana para os seus fins, ou seja, para garantir sua hereditariedade, se reproduzirem e modificarem.</p>
<p>Felizmente ou infelizmente tudo indica que os memes vencerão, a questão é: o que isso significa para o marketing?</p>
<p>Sim, essa é a questão, não estou sendo fútil. Nossa sociedade é manipulada pelo medo e pelo desejo para direcionar suas energias para o consumo. O marketing está no centro da nossa civilização assim como os deuses faraós, a nobreza, a Igreja, o Estado e a Corporação estiveram  um dia.</p>
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		<title>Henry Jenkins, Narrativa Transmídia e a Nova Alfabetização</title>
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		<pubDate>Sat, 29 May 2010 02:18:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Flourish Klink]]></category>
		<category><![CDATA[Henry Jenkins]]></category>
		<category><![CDATA[new media]]></category>
		<category><![CDATA[transmídia]]></category>
		<category><![CDATA[transmedia]]></category>

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		<description><![CDATA[Henry Jenkins é muito conhecido por quem trabalha ou se interessa pela indústria do entretenimento. Sabe essa coisa de seriados de TV que também podem ser acompanhados por histórias em quadrinhos, videogames, sites na web e vídeos no Youtube? Pois &#8230; <a href="http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/educacao/henry-jenkins-narrativa-transmidia-e-a-nova-alfabetizacao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Site de Henry Jenkins" href="http://henryjenkins.org" target="_blank">Henry Jenkins</a> é muito conhecido por quem trabalha ou se interessa pela indústria do entretenimento.</p>
<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;tipo=2&amp;nitem=2929885&amp;sid=87152193712513454966156839&amp;k5=62A5121&amp;uid="><img class="alignleft  size-full wp-image-719" style="margin: 6px;" title="cultura_convergencia_Henry_Jenkins" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2010/05/cultura_convergencia_Henry_Jenkins.jpg" alt="" width="125" height="180" /></a>Sabe essa coisa de seriados de TV que também podem ser acompanhados por histórias em quadrinhos, videogames, sites na web e vídeos no Youtube? Pois é, Histórias contadas em vários meios que se completam. Isso é Transmídia Storytelling ou narrativa transmídia. O termo foi cunhado pelo próprio Jenkins.<img style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=galedeespe-20&amp;l=as2&amp;o=1&amp;a=0814742955" border="0" alt="" width="1" height="1" /></p>
<p>Se você nunca ouviu falar nisso, mas gostou de Heros, Lost ou mesmo de Buffy a Caça Vampiros ou Galactica e seu spin off Caprica então está na hora de se informar&#8230; A propósito os objetivos da Iniciativa Dharma foram revelados entre a primeira e segunda temporadas de Lost em vídeos no Youtube e até hoje vejo gente que não sabe disso.</p>
<p><a href="http://www.amazon.com/gp/product/0814742955?ie=UTF8&amp;tag=galedeespe-20&amp;linkCode=as2&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=0814742955"><img class="alignright" style="border: 0pt  none;" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Convergence_Culture_Henry_Jenkins.jpg" border="0" alt="" width="72" height="110" /></a>Mesmo que você não tenha gostado de nada disso é uma boa ideia manter uma orelha em pé pois ao que parece essa história de transmídia não é uma moda em seriados nerd e sim uma forte tendência das nossas cabecinhas cada vez mais adaptadas para consumir, reproduzir, criar e modificar memes, mas isso ficará mais claro se você continuar lendo esse post <img src='http://www.memedecarbono.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Henry Jenkins está no Brasil.</p>
<p>Hoje ele apresentou uma bela visão gerão das suas ideias para uma platéia atenta.</p>
<h3>Resistir é Inútil</h3>
<p>A certa altura Jenkins compara a árvore de relacionamentos em Guerra e Paz (de Tolstoi) com a de X-men o que deixa claro como os universos de ficção modernos são incrivelmente complexos.</p>
<p><a href="http://www.geekologie.com/2009/07/you_slept_with_who_xmen_univer.php"><img class="aligncenter size-medium wp-image-717" title="Quem transou com quem em X-men" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2010/05/xmen_affairs-1-283x300.jpg" alt="" width="283" height="300" /></a></p>
<p>Você pode buscar também a lista de Pokemons que qualquer criança de 6 anos conhece de cor.</p>
<p>O fato é que nossa capacidade de absorver, processar e replicar informações aumentou absurdamente nas últimas décadas (pelo menos desde <a href="http://www.amazon.com/gp/product/B000B5IOY8?ie=UTF8&amp;tag=galedeespe-20&amp;linkCode=as2&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=B000B5IOY8">Robotech &#8211; Protoculture Collection</a><img style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=galedeespe-20&amp;l=as2&amp;o=1&amp;a=B000B5IOY8" border="0" alt="" width="1" height="1" /> de 1985).</p>
<h3>Porque a escola é chata?</h3>
<p>Uma geração acostumada não apenas aos complexos e vastos universos de ficção da TV, mas também ao dos videogames (a Wikipedia é a maior wiki do mundo, a segunda é a dedicada ao jogo World Of Warcraft) simplesmente fica entediada com o ensino enfadonho e limitado das escolas.</p>
<p>Nossos jovens não tem problemas com o aprendizado, eles não só aprendem esses universos como os expandem, e <a title="Site oficial da Flourish Klink" href="http://www.madelineklink.com/" target="_blank">Flourish Klink</a> (a menina que aos 12 anos foi ameaçada de processo por manter um site de fanfics de Harry Potter) estava no palco junto com Jenkins para nos lembrar disso (brilhantemente diga-se de passagem).</p>
<p>Ainda outro dia vi o <a title="Teaser do VideoMak com o Nepomuceno" href="http://www.youtube.com/watch?v=HueNAmBsRLs" target="_blank">Carlos Nepomuceno comentar no VideoMak</a> que do jeito que a escola está talvez seja melhor não submeter as crianças a elas.</p>
<p>Repito, nossos jovens não tem problemas para aprender, a questão é que eles estão demandando outras formas de aprendizado.</p>
<p>Quando eu era criança (há uns 30 anos) nos conformávamos a aprender coisas interessantes de jeitos chatos formando legiões de adultos que não gostam dos seus trabalhos pois se acostumaram a crer que o mundo real é chato.</p>
<p>Isso já merece uma série de posts, mas a questão aqui e agora é: aprender precisa ser linear e chato?</p>
<h3>New Media Literacy</h3>
<p>Recentemente (ou pelo menos fiquei sabendo recentemente) Jenkins tem justamente refletido sobre a <a title="Artigo Geração Transmídia por Henry Jenkins" href="http://henryjenkins.org/2010/03/transmedia_generation.html" target="_blank">alfabetização na nova mídia</a>.</p>
<p>O link acima contém esse vídeo que já diz muita coisa:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/OTEEqDZqMxA" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/OTEEqDZqMxA"></embed></object></p>
<p>Vou me esquivar de mergulhar nesse tema agora por compreender que é outro que merece uma série de artigos, mas deixo algumas perguntas: aprender tem que ser chato? O mundo &#8220;real&#8221; deve ser um calvário que suportamos até a morte depois de viver 13 anos de felicidade infantil?</p>
<h3>Sete características da cultura da convergência</h3>
<ol>
<li>Espalhabilidade e &#8220;aprofundabilidade&#8221; (drillability)</li>
<li>Continuidade e multiplicidade</li>
<li>Imersão e extratabilidade</li>
<li>Construção de universo (história, personagem e mundo) &#8211; Impossível não pensar em Tolkien</li>
<li>Serialidade</li>
<li>Subjetividade</li>
<li>Performance &#8211; exemplo: Glee</li>
</ol>
<h3>Alguns destaques</h3>
<p>Enquanto ouvia a palestra de Jenkins destaquei algumas coisas que me chamaram a atenção:</p>
<ul>
<li>No passado as crianças brincavam com peões e armas, agora, em uma sociedade ddo conhecimento, elas brincam processando informações (vide Pokemon)</li>
<li>http://www.youtube.com/probotvideo</li>
<li><a title="Redublagem do Esqueleto de Heman" href="http://www.youtube.com/everyonesvoice#p/u/19/jtrke6IqUf0" target="_blank">Skeletor Show</a></li>
<li><a title="Combatendo as artes negras no mundo real" href="http://www.thehpalliance.org/" target="_blank">The Harry Potter Alliance</a> &#8211; Fãs de Harry Potter se inspiram na Armada de Dumbledore para se mobilizar em torno de causas humanitárias</li>
<li><a title="Fotos no meu álbum no Facebook" href="http://www.facebook.com/photo.php?pid=4732043&amp;id=672736548#!/album.php?id=672736548&amp;aid=180322&amp;s=0&amp;hash=d3c7f2154f156afb568eeddbe5fd6dec" target="_blank">Fotos da palestra com Henry Jenkins na Globo e passeio pelo Projac</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Se estamos no caos o que o futuro nos reserva?</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Apr 2010 22:11:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Consciência]]></category>
		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[desespero]]></category>
		<category><![CDATA[epic win]]></category>
		<category><![CDATA[esperança]]></category>
		<category><![CDATA[games]]></category>
		<category><![CDATA[jogos]]></category>
		<category><![CDATA[videgames]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossa civilização já esteve no caos antes e sempre foi capaz de encontrar caminhos para um futuro melhor, agora não será diferente <a href="http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/consciencia/se-estamos-no-caos-o-que-o-futuro-nos-reserva/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo já esteve no caos antes.</p>
<p>Vim da década de 60 e o mundo estava prestes a terminar em uma guerra atômica ou na luta contra os comunistas que se escondiam em toda esquina escura.</p>
<p>Cinquenta anos se passaram e, francamente, não há razão lógica para achar que o mundo (ou a humanidade) entrará em colapso como já comentei num <a title="O que há de real nas profecias maias?" href="http://www.roney.com.br/2009/11/25/a-ciencia-e-a-transformacao-da-consciencia-nas-profecias-maias-para-2012/" target="_blank">post sobre as profecias maias para 2012</a>.</p>
<p>A única coisa que nos faz prever um futuro negro é o <a title="Nem eovolucionistas, nem criacioinistas, temos sido involucionistas" href="http://www.roney.com.br/2007/08/23/involucionismo/" target="_blank">involucionismo </a>que talvez seja inspirado pelo nosso desespero. E como diz a <a title="Como as emoções prejudicam nossa razão" href="http://www.roney.com.br/2010/04/02/lembretes-para-o-dia-a-dia-96-da-loucura-a-razao-em-90-segundos/" target="_blank">regra dos 90 segundos</a>: não decida nada quando está emocionado, muito menos desesperado.</p>
<p>O caos de hoje não é pior ou melhor que a peste negra, a gripe espanhola, as guerras mundiais, as cruzadas&#8230; Na verdade todos esses períodos parecem bem mais negros que o atual, mas isso fica para outro post <img src='http://www.memedecarbono.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Alguns me chamam de <a title="Livro na Cultura" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?id_link=4653&amp;nitem=3213486&amp;sid=1192151881223551412322981&amp;k5=22FF5ECC&amp;uid=" target="_blank">Pollyana</a>, mas não se trata de otimismo cego, mas de evitar o desespero cego.</p>
<p>De acordo com a Organização Mundial de Saúde a <a title="Se uma civilização fica deprimida não é de remédios que precisa, é de experança" href="http://www.estadao.com.br/noticias/geral,oms-depressao-sera-doenca-mais-comum-do-mundo-em-2030,428526,0.htm" target="_blank">depressão será a doença mais comum até 2030</a> e alguns falam de tratá-la com remédios ignorando as causas, afinal não tem nenhum supervilão colocando depresiômetro nos reservatórios de água.</p>
<p>Se toda uma civilização fica deprimida não é de remédio que ela precisa, é de esperança e perspectiva.</p>
<p>Assistindo o documentário História dos Videogames da Discovery (liga os links lá em baixo para ver no Youtube) percebi como nós nos livramos do desespero das décadas de 60 a 80: Nós criamos videogames!</p>
<p>Numa época em que a televisão era uma janela para o terror das guerras que não podíamos controlar surgiram os jogos que se apropriavam daquela tela e construíam universos que podíamos controlar muito embora no início o fim de todos os jogos, provavelmente reflexo da desesperança, era nossa morte.</p>
<p>Mais uma vez estamos desesperados e só conseguimos ver a morte em nosso futuro e mais uma vez criaremos alguma saída para transoformar nossa realidade. E mais uma vez uma grande parte disso está nos jogos.</p>
<p>É no universo virtual dos videogames que aprendemos a não ter medo dos terroristas, da violência e aprendemos que em algum lugar somos capazes de vencer. Nos jogos modernos o fim não é nossa morte como em Space Invaders, Galaga ou Pac Man, no fim nós vencemos!</p>
<p>É disso que precisamos: substuir o desespero pela experiência do epic win tão bem defendida pela <a title="Videogames e a salvação da humanidade" href="http://www.memedecarbono.com.br/2010/04/12/jogos-vicio-dependencia-e-a-salvacao-da-humanidade/" target="_blank">Jane McGonigal</a>.</p>
<p>Se há uma coisa que aprendi nos curtos 43 anos que tenho vivido é que não importa se estamos pessimistas e desesperados, no final a humanidade encontra seu curso então porque reduzir nosso poder de interferir no presente e no futuro nos entregando ao desespero em vez de trazer para a realidade offline o que aprendemos na realidade online?</p>
<p>Epic Win para todos nós!</p>
<p>Parte 1: <a href="http://linkbun.ch/uqr6">http://linkbun.ch/uqr6</a></p>
<p>Parte 2: <a href="http://linkbun.ch/uquw">http://linkbun.ch/uquw</a></p>
<p>Parte 3:</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Jogos, vício, dependência e a salvação da humanidade</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Apr 2010 22:41:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Consciência]]></category>
		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[dependência]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[jogos]]></category>
		<category><![CDATA[ted]]></category>
		<category><![CDATA[vício]]></category>
		<category><![CDATA[wow]]></category>

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		<description><![CDATA[Os jogos são uma fuga da realidade ou um instrumento para construir melhores realidades? <a href="http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/consciencia/jogos-vicio-dependencia-e-a-salvacao-da-humanidade/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente o <a title="Carlos Nepomuceno - Filósofo realista da Cibercultura" href="http://nepo.com.br/" target="_blank">Nepô </a>tuitou um artigo onde um especialista fala que <a title="Artigo na Folha Online" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u719168.shtml" target="_blank">até os joguinhos mais populares da Internet causam dependência</a>.</p>
<p>Será que os jogos são perigosos? Nos fazem abandonar a vida real para encontrar a satisfação virtual?</p>
<p>Para inspirar mais reflexão (e susto) tenho que lembrar do <a title="Post no Jovem Nerd" href="http://jovemnerd.ig.com.br/jovem-nerd-news/internet/casal-deixa-filha-morrer-de-fome-para-criar-filha-virtual/" target="_blank">casal da Coréia do Sul que deixou seu bebê morrer de fome enquanto criava uma filha virtual</a>.</p>
<p>A reação mais comum é um alerta de emergência contra os jogos, esses demônios que transformam nossas vidas reais e felizes em algo triste e sombrio. Já falei sobre isso em um post há um ano e meio, mas ali falava dos <a title="Post aqui mesmo" href="http://www.memedecarbono.com.br/2008/12/19/tem-monstros-na-internet-tv-jogos-e-computadores/" target="_blank">monstros da tecnologia da informação</a>.</p>
<p>Em tudo isso há uma constatação fascinante ainda que desagradável: O impulso cognitivo (memético) facilmente nos leva a abandonar as necessidades físicas (do corpo de carbono) para servir à reprodução, cópia e evolução da informação.</p>
<p>Por um lado é fantástico notar que estamos cada vez mais influenciados por nosso aspecto cognitivo e menos pelo instintivo. Estamos amadurecendo.</p>
<p>É claro que no processo há exageros como o citado acima, no entanto, mais uma vez creio que os especialistas não estão respeitando a <a title="As emoções impedem nosso raciocínio por 90 segundos" href="http://www.roney.com.br/2010/04/02/lembretes-para-o-dia-a-dia-96-da-loucura-a-razao-em-90-segundos/" target="_blank">regra dos 90 segundos</a> antes de deenvolver suas premissas.</p>
<p>Tenho o costume de perguntar às pessoas: você gostaria de viver 300 anos com saúde e juventude?</p>
<p>Surpreendentemente a enorme maioria não quer. Suas vidas são pesadas e a perspectiva de ter que lutar 300 anos para ganhar dinheiro, agradar o chefe, manter o emprego e preencher as expectativas ds sociedade é um peso que produz um olhar arregalado e assustado.</p>
<p>As pessoas não estão fugindo para uma vida virtual melhor, estão fugindo de uma vida real que elas não suportam e não acreditam que podem mudar.</p>
<p>Vale lembrar que a vida real é apenas fisicamente real visto que real é a montanha, o rio, a caverna, a comida, a brincadeira (de correr e brigar provavelmente) e o sexo.</p>
<p>Todo resto é criação cognitiva. Não importa se é de tijolos ou de bits: é virtual.</p>
<p>Há outras formas de ver os jogos:</p>
<ul>
<li>Um ambiente para exercitar a percepção de que sucessos são possíveis</li>
<li>Um espaço onde podemos projetar soluções simuladas para problemas reais</li>
<li>Exercício de socialização para quem já não encontra pessoas offline em quem confiar</li>
<li>Instrumento para construir grupos auto-estimulados para resolver problemas em contraposição com o ambiente de trabalho comum marcado pela competição individual</li>
</ul>
<p>É imprescindível assistir a apresentação Gaming can make a better world da Jane McGonigal no TED:<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="446" height="326" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="bgColor" value="#ffffff" /><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/JaneMcGonigal_2010-medium.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/JaneMcGonigal-2010.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=799&amp;introDuration=16500&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=2000&amp;adKeys=talk=jane_mcgonigal_gaming_can_make_a_better_world;year=2010;theme=new_on_ted_com;theme=a_taste_of_ted2010;theme=what_s_next_in_tech;theme=design_like_you_give_a_damn;theme=media_that_matters;theme=the_rise_of_collaboration;theme=art_unusual;event=TED2010;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /><param name="src" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" /><param name="bgcolor" value="#ffffff" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="446" height="326" src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" flashvars="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/JaneMcGonigal_2010-medium.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/JaneMcGonigal-2010.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=799&amp;introDuration=16500&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=2000&amp;adKeys=talk=jane_mcgonigal_gaming_can_make_a_better_world;year=2010;theme=new_on_ted_com;theme=a_taste_of_ted2010;theme=what_s_next_in_tech;theme=design_like_you_give_a_damn;theme=media_that_matters;theme=the_rise_of_collaboration;theme=art_unusual;event=TED2010;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Temos sim que vencer o desafio do vício,  mas o caminho para isso não é evitar jogos, Internet ou em muitos casos, nem mesmo o copo de cerveja, mas sim construir uma sociedade offline e online onde gostaríamos de viver por 300 anos. E os jogos são um dos melhores instrumentos para exercitar as habilidades que precisaremos para cumprir essa fantástica campanha!</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Ciberpáscoa</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/consciencia/ciberpascoa/</link>
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		<pubDate>Sun, 04 Apr 2010 18:33:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Consciência]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[egoísmo]]></category>
		<category><![CDATA[evolução]]></category>
		<category><![CDATA[fraternidade]]></category>
		<category><![CDATA[memética]]></category>
		<category><![CDATA[solidão]]></category>

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		<description><![CDATA[Até hoje nossa evolução foi genética, agora é memética. Onde isso nos levará? <a href="http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/consciencia/ciberpascoa/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não estou pronto para falar o que tenho a dizer.</p>
<p>Tenho pensado muito: Afinal, onde nossa evolução memética, essa mente digital extracorpórea que vamos construindo e que vai nos modificando nos levará?</p>
<p>Há muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.</p>
<p>Estamos na era da biotecnologia, dos mega-telescópios que diminuem o Cosmos, da reprodução das condições do momento do surgimento do universo, das supercordas, da medicina da imortalidade, das novas formas de energia, fazendas verticais e arcologias.</p>
<p>Não há sequer uma área da nossa civilização que não esteja diante de alguma reforma. A revolução das redes sociais, apesar de chamar mais atenção, talvez seja a menor delas.</p>
<p>Naturalmente estamos todos perplexos (quem não está é porque mantém os olhos bem fechados) e a perplexidade da medo e o medo faz ver tudo turvo e ameaçador.</p>
<p>De certa forma é turvo e ameaçador sim, afinal a transformação é a morte de algo para o renascimento de outra coisa.</p>
<p>E assim chegamos à cyberpáscoa ou ciber-páscoa, a palavra não existe então você escolhe como usar.</p>
<p>Vemos uma morte e renascimento ciber-orquestrados pois está claro que os nossos instintos já não são nossa principal influência. Somos mais dirigidos hoje pela síndrome de abstinência das nossas mentes sedentas por um fluxo de informação constante e cada vez maior.</p>
<p>Como se perguntou o Gil se aventurando pelo <a title="Gil Giardelli fala sobre os perigos da revolução cibernética" href="http://www.gilgiardelli.com.br/blog/2010/04/04/o-lado-b-do-lado-bom-da-internet/" target="_blank">lado B do lado bom da Internet</a> (e assusta ver essas palavras em um technootimista, mesmo que seja necessário):</p>
<blockquote><p>&#8230;vimos desenvolvendo um autismo social-digital, que nos impede de lutar  por nossos irmãos e a sobrevivência do nosso planeta, e e assim nos  deparamos com a perda gradual de nossa ternura e pureza. Opções nossas  claro, subreptícias, que revelam  extrema covardia e auto-alijamento  humano…</p></blockquote>
<p>Antes de seguir adiante coloco na equação as<a title="Artigo: A páscoa da Terra crucificada" href="http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4585&amp;boletim_id=664&amp;componente_id=11068" target="_blank"> palavras de Leonardo Boff sobre o processo de renovação do planeta</a> lembrando:</p>
<blockquote><p>&#8230;estamos ainda na fase juvenil, com pouco aprendizado. Estamos  ingressando na fase adulta, aprendendo melhor como manejar as energias  da Terra e do cosmos. Então a Terra, através de nosso saber, deixará que  seus mecanismos sejam destrutivos. Todos vamos ainda crescer, aprender e  amadurecer.</p></blockquote>
<p>Nesse ponto pare tudo. Livre seu coração do turbilhão de medos e inseguranças para poder raciocinar logicamente. Respire calmamente por uns 90 segundos colocando a História em perspectiva lembrando de como fomos mais selvagens no passado e quase nos auto-destruimos com falta de higiene (peste negra) e inúmeras guerras. Sobrevivemos a tempos muito mais irracionais que os modernos.</p>
<p>Evite também a absurda falácia das manchetes que nos fazem perder a esperança na humanidade porque um casal de psicopatas cometeu um crime sem alma. Olha para a humanidade como um todo e verá que essa é a melhor de todas que já esteve no planeta.</p>
<p>Se não fosse assim o presente seria melhor do que é. Se está ruim é porque as humanidades anteriores falharam.</p>
<p>A questão é: vamos cair no vício dos arcônidas fechando-nos em realidades virtuais digitais?</p>
<p>Pois eu pergunto&#8230; As gerações anteriores não estavam viciadas em realidades virtuais cinematográficas, morais, econômicas? Não se esqueça da sociedade do espetáculo brilhantemente analisada por Guy Debord.</p>
<p>Tenho certeza que as realidades virtuais da Internet são mais concretas e realistas do que a maioria das realidades virtuais anteriores.</p>
<p>Nossos relacionamentos estão se tornando mais superficiais? Eles eram profundos nas décadas de 50, 60?</p>
<p>Recentemente vi <a title="Compre no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/6/21351912/dvd+batalha+real+-+versao+especial+do+diretor&amp;franq=271599" target="_blank">Batalha Real</a>, um estranho filme japonês de 200 que se tornou cult e que, apesar de realmente se equilibrar entre o trash e o ruim, me perturbou profundamente.</p>
<p>Até que ponto somos capazes de ser amigos? E se nossa vida estiver em risco?</p>
<p>Em minha opinião a existência do filme e seu sucesso em nichos claramente ciberpunks reflete justamente o desejo do homo ciber de uma enorme profundidade de amizade. Talvez seja até uma demanda inevitável em decorrência dos fracos laços online.</p>
<p>A questão central e sobre a qual não estou pronto para discorrer detalhadamente é a diferença entre a evolução genética e a memética.</p>
<p>Sabemos  hoje que o <a title="Compre O Gene Egoísta de Dawkings no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1017026/gene+egoista,+o+-+importado&amp;franq=271599" target="_blank">gene é egoísta</a>. Ele quer preservar apenas o indivíduo onde ele está. Não há no código genético a preocupação com a espécie, raça ou mesmo grupo social que se estabelecem apenas como artifício para garantir maior longevidade para o indivíduo que transporta os genes. Basta olhar para a história da nossa civilização para notar que a preservação da nossa espécie nunca foi uma prioridade.</p>
<p>Já o meme é muito diferente. Ele não tem portador físico. Ele pode transitar entre indivíduos livremente e por diversas formas (som, texto, imagem, bits). Memes precisam de indivíduos para evoluir pois é no fluxo de informações que ele se transforma e cada indivíduo transforma um meme de formas diferentes ao contrário que acontece no mundo atômico dos genes.</p>
<p>Memes precisam de uma humanidade numerosa. Memes precisam de uma humanidade com acesso à informação e, acima de tudo, memes precisam de uma humanidade que vá muito além da <a title="Tolerância é a Intolerância educada" href="http://www.roney.com.br/2007/04/11/lembretes-para-o-dia-a-dia-75-tolerancia/" target="_blank">tolerância </a>passando a admirar as diferenças. Eles precisam de uma humanidade fraterna e livre das misérias e impulsos genéticos destrutivos.</p>
<p>O homo Sapiens precisa dar um passo adiante. O Homo Cyber construirá cidades e templos do saber substituindo a adoração e culto ao corpo pelo cultivo da alma.</p>
<p>Esse é nosso caminho evolutivo.</p>
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		<item>
		<title>Twestival Global 2010</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/educacao/twestival-global-2010/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Mar 2010 16:27:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[concern]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>
		<category><![CDATA[Twestival]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo evento nerd tem suas peculiaridade, mas o Twestival é um dos que eu mais gosto. Em primeiro lugar porque não é um evento de estrelismos, mas um encontro de pessoas que tem em comum o fato de usar o &#8230; <a href="http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/educacao/twestival-global-2010/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo evento nerd tem suas peculiaridade, mas o Twestival é um dos que eu mais gosto.</p>
<p>Em primeiro lugar porque não é um evento de estrelismos, mas um encontro de pessoas que tem em comum o fato de usar o Twitter e, mesmo pequenininho como o de ontem (foram umas 50 pessoas) reune gente de música, literatura, marketing (em Twitter sempre tem a galera de marketing, né?), esportes e até cerveja!</p>
<p>Em segundo lugar que é uma das poucas oportunidades no Brasil para exercitar nosso combalido comprometimento social já que o evento também reúne recursos para investir no desenvolvimento humano (na primeira edição levou água para 20 mil pessoas na Etiópia, na segunda ajudou crianças com AIDS e agora o alvo foi a educação global).</p>
<p>É um pouco triste ver a nossa falta de envolvimento. Ao meu ver a revolução de sofá é falar e não fazer. E fazer não envolve ir às ruas.</p>
<p>Fazer é escrever online a respeito das coisas. Cheguei a provocar discussões sobre o que é importante para levar educação a países miseráveis (e a regiões miseráveis do Brasil), mas não houve grande repercussão.</p>
<p>Fazer é abrir mão de alguns tostões que não nos farão falta e ajudar quem está organizado para mudar o mundo.</p>
<p>Nesse ponto acho que vale a pena destacar que empresas grandes como <a href="http://globo.com" target="_blank">Globo </a>e <a title="Editoras Ediouro" href="http://ediouro.com.br/" target="_blank">Ediouro</a> (também representada pelo selo <a title="Palavras cruzadas e outros jogos mentais" href="http://www.coquetel.com.br" target="_blank">Coquetel</a>) e pequenas como <a title="Confecção de roupas, camisas, abadás" href="http://formigadorio.com.br" target="_blank">Formiga Do Rio</a>, <a title="Chocolates artezanais" href="http://www.chezbonbon.com.br" target="_blank">Chez Bonbon</a>, <a title="Agência de Mídia digital" href="http://www.ideiasa.com/" target="_blank">Ideias SA</a>, <a title="Editora de livros" href="http://www.letrasemagia.com.br" target="_blank">Letras e Magia</a> e <a title="Beleza e harmonia" href="http://www.yenzah.com.br/" target="_blank">Yenzah</a> se apresentaram (com maior esforço das pequenas, claro) para ajudar a atrair doações.</p>
<p>Sim, sim, há o interesse da promoção em midias sociais, mas o Twestival no Brasil é um encontro de pessoas comuns e considero extremamente positivo quando as empresas entendem que uma das grandes belezas da Internet e do mundo democrático é que todos os humanos são iguais. Não há grandes humanos e pequenos humanos diferenciados pelos seus Page ranks ou números de visitas únicas.</p>
<p>Até o momento essa edição do <a title="Site global do evento" href="http://twestival.com/" target="_blank">Twestival </a>já arrecadou mais de 300 mil dólares, suficientes para construir mais de 12 escolas e treinar mais de 30 professores causando um impacto positivo no mundo difícil de medir.</p>
<p>Meus parabéns para as empresas e pessoas que se envolveram e, em vez de sentar e reclamar resignadamente do mundo que lhes deram, agiram para conquistar o mundo que acham que merecem!</p>
<p>Os recursos serão aplicados pela <a title="Ong dedicada à erradicação da pobreza extrema" href="http://www.concern.net/" target="_blank">Concern</a>.</p>

<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/educacao/twestival-global-2010/attachment/twestivalglobal2010-001/' title='Chris @FimdeJogo'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2010/03/TwestivalGlobal2010-001-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Chris @FimdeJogo" title="Chris @FimdeJogo" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/educacao/twestival-global-2010/attachment/twestivalglobal2010-002/' title='@happymoon @bigdigo'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2010/03/TwestivalGlobal2010-002-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="@happymoon @bigdigo" title="@happymoon @bigdigo" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/educacao/twestival-global-2010/attachment/twestivalglobal2010-004/' title='@fabiocarvalho @claudiaruiva'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2010/03/TwestivalGlobal2010-004-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="@fabiocarvalho @claudiaruiva" title="@fabiocarvalho @claudiaruiva" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/educacao/twestival-global-2010/attachment/twestivalglobal2010-008/' title='Muitas @s'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2010/03/TwestivalGlobal2010-008-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Muitas @s" title="Muitas @s" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/educacao/twestival-global-2010/attachment/twestivalglobal2010-011/' title='@midias_sociais @paulamartini e eu'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2010/03/TwestivalGlobal2010-011-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="@midias_sociais @paulamartini e eu" title="@midias_sociais @paulamartini e eu" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/educacao/twestival-global-2010/attachment/twestivalglobal2010-015/' title='Coquetel fez sucesso'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2010/03/TwestivalGlobal2010-015-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Coquetel fez sucesso" title="Coquetel fez sucesso" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/educacao/twestival-global-2010/attachment/twestivalglobal2010-023/' title='@formigadorio @midias_sociais @letrasemagia'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2010/03/TwestivalGlobal2010-023-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="@formigadorio @midias_sociais @letrasemagia" title="@formigadorio @midias_sociais @letrasemagia" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/educacao/twestival-global-2010/attachment/twestivalglobal2010-028/' title='@paulamartini @fabiocarvalho'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2010/03/TwestivalGlobal2010-028-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="@paulamartini @fabiocarvalho" title="@paulamartini @fabiocarvalho" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/educacao/twestival-global-2010/attachment/twestivalglobal2010-029/' title='Muitas @s'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2010/03/TwestivalGlobal2010-029-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Muitas @s" title="Muitas @s" /></a>
<a href='http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/educacao/twestival-global-2010/attachment/twestivalglobal2010-036/' title='@nataliah @happymoon @rdourado'><img width="150" height="150" src="http://www.memedecarbono.com.br/wp-content/uploads/2010/03/TwestivalGlobal2010-036-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="@nataliah @happymoon @rdourado" title="@nataliah @happymoon @rdourado" /></a>

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		<title>Século XXI: O século ciberpunk</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/consciencia/seculo-xxi-o-seculo-ciberpunk/</link>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 15:48:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Consciência]]></category>
		<category><![CDATA[ciberpunk]]></category>
		<category><![CDATA[evolução]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[temes]]></category>

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		<description><![CDATA[Em novembro do ano passado, provocado por @lisandramaioli, e Gil Giardelli, falei sobre a ética e a estética ciberpunk e sua crescente influência em nossa civilização e desde então sinto que devia escrever mais sobre isso. Em primeiro lugar nós &#8230; <a href="http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/consciencia/seculo-xxi-o-seculo-ciberpunk/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em novembro do ano passado, provocado por @<a title="Twitter da Lisandra Maioli" href="http://twitter.com/lisandramaioli" target="_blank">lisandramaioli</a>, e <a title="A Humanidade 4.0" href="http://gilgiardelli.wordpress.com/" target="_blank">Gil Giardelli</a>, falei sobre a <a title="Ouça a fala" href="http://roney.posterous.com/Etica-e-estetica-ciberpunk-no-cinema-e-no-vid-0" target="_blank">ética e a estética ciberpunk e sua crescente influência em nossa civilização</a> e desde então sinto que devia escrever mais sobre isso.</p>
<p>Em primeiro lugar nós sempre fomos ciberpunks se assumirmos que a utilização de tecnologia para estender as nossas capacidades é a essência do ciberpunk.</p>
<p>Nós usamos exoesqueletos para nos transportar (carros), lentes óticas para enxergar melhor (óculos ou lentes de contato) e, claro corações mecânicos quando o orgânico deixa de funcionar. A lista de implantes orgânicos ou não é enorme, mas o fato é que gostamos de usar nossa engenhosidade para expandir nossos horizontes.</p>
<p>O mesmo vale para nossa forma de ver e conceber o mundo.</p>
<p>Mesmo que toda nossa tecnologia nos fosse arrancada subitamente ainda assim a forma como interagimos uns com os outros e com o nosso ambiente continuará sendo um resultado da nossa tecnologia.</p>
<p>Isso acontece porque não é verdade que nossa consciência é fruto da nossa tecnologia, mas sim a nossa tecnologia é fruto da nossa consciência, o que na verdade é bem óbvio.</p>
<p>Apesar disso falamos no mostro das novas tecnologias da informação e seu impacto em nossas vidas quando o que deveríamos discutir é a nossa consciência e as tecnologias que ela cria para se modificar.</p>
<p>No universo ciberpunk a máquina parece ser um tipo de monstro que procura nos absorver como os Borgs de Star Trek ou, mais brilhantemente construídos, os Cylons de Battlestar Galactica e Caprica.</p>
<p>Isso acontece provavelmente porque não compreendemos e muito menos ainda somos capazes de controlar nossa consciência e ela certamente não está sujeita aos interesses dos nossos genes.</p>
<p>Em algum ponto da nossa evolução a consciência suplantou o poder instintivo pacientemente construído pela seleção genética, provavelmente em algum ponto entre o surgimento da fala e a criação da escrita.</p>
<p>Note que falo em surgimento da fala pois não creio que ela tenha sido desenvolvida por nós.</p>
<p>E de onde vem esse impulso no sentido de uma consciência não genética? De uma consciência memética?</p>
<p>Talvez possamos olhar para o Universo não como um fenômeno físico, mas um fenômeno informacional. Com isso quero dizer que não são forças magnéticas ou quânticas que formaram esse fantástico arranjo de 11 dimensões que chamamos de Universo, mas a propensão natural da informação para se organizar de formas exponencialmente mais complexas seguindo um processo de seleção.</p>
<p>As mais recentes teorias de supercordas de certa forma reduzem toda a realidade a informações em cordas, vibrações que geram quantas e partículas sub-atômicas.</p>
<p>Sem poder modificar as partículas a &#8220;informação&#8221; as combinou criando os diversos elementos químicos também incapazes de sobrer mutações e portanto criar hereditariedade e registrar informação de maneira rica.</p>
<p>Assim nasceu a vida, átomos organizados de uma forma tão intrincada que não é possível enxergar semelhança entre uma pedra e um urso sem o conhecimento científico que acumulamos nos últimos milênios.</p>
<p>Da mesma forma surge a consciência, um tipo de arranjo de memes. Totalmente livre das limitações da matéria tornando-se capaz de se multiplicar, reproduzir e modificar em razões exponenciais jamais imaginadas pela matéria.</p>
<p>Carl Sagan, em sua obra póstuma <a title="Compre no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/9373/bilhoes+e+bilhoes:+reflexoes+sobre+vida+e+morte.../?franq=271599" target="_blank">Bilhões e Bilhões</a> nos alerta para o poder do crescimento exponencial. Onde nos levará a evolução descontrolada dos memes? A novos e melhores humanos ou a um novo passo evolutivo? Uma nova espécie consciente alimentada pelos Temes sugeridos por Susan Blackmore?</p>
<p>A corrida evolutiva da informação, dessa estranha forma de consciência, o Pó de Fronteiras do Universo, é anterior a nós, é anterior à existência do próprio sistema solar e temos sido seus instrumentos inconscientes.</p>
<p>Gosto da raça humana apesar de me fascinar pela consciência esteja ela em humanos ou em outras formas, e desejo que sejamos capazes de evoluir para um destino como o de <a title="Compre no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/busca/giro?q=babylon+5&amp;dep=6&amp;x=11&amp;y=8/?franq=271599" target="_blank">Babylon 5</a> e não para o colapso de <a title="Compre no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/busca/giro?q=battlestar+galactica&amp;dep=6&amp;x=0&amp;y=0/?franq=271599" target="_blank">Battlestar Galactica</a>.</p>
<p>Depende de nós escolher a vida em <a title="Nova série do universo Battlestar Galactica" href="http://www.syfy.com/caprica/" target="_blank">Cáprica </a>ou finalmente assumir as rédeas da nossa evolução tornando-nos o melhor receptáculo possível para a consciência.</p>
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		<title>Café 22: O Piloto</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/gaia/cafe-22-o-piloto/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 16:49:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gaia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Memesfera]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[cafe22]]></category>
		<category><![CDATA[conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[eventos]]></category>
		<category><![CDATA[palestras]]></category>

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		<description><![CDATA[O que é Cafe22 e o que foi melhor no primeiro evento? <a href="http://www.memedecarbono.com.br/gaia/cafe-22-o-piloto/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Planejado e organizado pela @<a title="Perfil da Heloísa no Twitter" href="http://twitter.com/maffalda" target="_blank">Maffalda </a>o #cafe22 procura inspirar uma cultura em torno do conhecimento onde pequenos grupos de pessoas se reúnem para apresentar ideias inovadoras sobre sua área de pesquisa considerando que todos nós pesquisamos alguma coisa, mesmo que não seja na mesma área em que trabalhamos.</p>
<p>No sábado passado ocorreu o piloto do evento com o objetivo de buscar o melhor modelo para os próximos. Quando chegarmos a um modelo funcional ele deve ser publicado em <a title="Café 22: construindo o século XXII" href="http://cafe22.com.br" target="_blank">cafe22.com.br</a> para que outros grupos possam copiá-lo, modificá-lo para o seu ambiente ou desenvolvê-lo.</p>
<p>Mesmo sendo apenas uma experiência o resultado foi muito bom.</p>
<p>Vinte e cinco pessoas participaram do evento e seis apresentaram ideias:</p>
<ol>
<li>@Maffalda: Simplicidade voluntária</li>
<li>Halime Musser (@limejovi): O bestseller e a popularização da cultura (adorei)</li>
<li>Spark (@dj_spark): Como fazer backup online e não ficar de cabelos brancos antes do tempo</li>
<li>Antonio Azevedo (antonioazevedo.com.br): Suportes para uma vida feliz</li>
<li>Cristiano Ferreira dos Santos (@cristianoweb): Síndrome de Asperger</li>
</ol>
<p>A palestra da Heloísa me fez lembrar do tempo que cursei a Universidade Holística e os questionamentos sobre luxo essencial e simplicidade voluntária. Temas muito propícios a uma sociedade mudando rapidamente de valores.</p>
<p>O que era luxo ontem tem se tornado essecial como o acesso à Internet, a formas sofisticadas de cultura e a atividades profissionais desafiadoras e mais complesas. Temos que lembrar que até poucos anos as mulheres, por exemplo, não tinham direito a opinar politicamente ou trabalhar usando sua inteligência. Memeticamente falando ao buscar a simplicidade física podemos nos dedicar a complexidades da razão, da consciência ou do espírito.</p>
<p>O Cristiano e sua história de vida com o filho sempre me fazem pensar em como algumas síndromes da mente são vistas como limitações, mas escondem habilidades impressionantes que poderiam ser usadas para que esses indivíduos fossem até mais produtivos que os ditos normais. O Nicolas, filho do Cristiano e portador de Asperges, aprendeu a ler aos dois anos&#8230;</p>
<p>Fiquei especialmente interessado na fala da Halime que, além de trazer algumas informações sobre o surgimento dos best sellers que eu não conhecia, nos fez perceber sua importância para levar a cultura a massas que até então nem eram alfabetizadas.</p>
<p>As considerações dela me remeteram à ideia de que a cultura erudita está condenada ao esquecimento se não é transportada para grandes porções da nossa civilização pela cultura pop como Jornada nas Estrelas, Fronteiras do Universo (a trilogia literária) e até Tom e Jerry.</p>
<p>Enfim, esse post está mais adequado ao meu site pessoal onde falo de cultura apesar de estar claro em cada uma das palestras acima que há um fator memético unindo-as, em todo caso não falarei mais até porque espero que todos os palestrantes liberem seus vídeos para serem divulgados no Videolog e outros sites de vídeo que vieram depois.</p>
<p>O objetivo ao escrever sobre o Café 22 é lançar uma pequena gota de água no vasto campo repleto de sementes que é a nossa sociedade da informação. Espero que outros se inspirem a fazer encontros semelhantes e compartilhem os resultados online criando verdadeiras encubadoras criadoras de conhecimento.</p>
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