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	<title>Meme de Carbono &#187; sociedade</title>
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	<description>Os átomos e ideias que constroem a consciência</description>
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		<title>O paradoxo da empatia</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 22:36:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Consciência]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
		<category><![CDATA[empatia]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho dito que o maior desafio individual que teremos que superar nesse século é o desenvolvimento de uma cultura que nos permita filtrar o fluxo virtualmente infinito de informação a que somos expostos. É verdade&#8230; É bem provável que sejamos &#8230; <a href="http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/consciencia/o-paradoxo-da-empatia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho dito que o maior desafio individual que teremos que superar nesse século é o desenvolvimento de uma cultura que nos permita filtrar o fluxo virtualmente infinito de informação a que somos expostos.</p>
<p>É verdade&#8230; É bem provável que sejamos memeticamente programados para ser máquinas processadoras de informação sem vontade própria.</p>
<p>No entanto há um desafio coletivo que talvez esteja na raiz da doença mais séria que enfrentamos: a crise da empatia nos torna angustiados e depressivos.</p>
<p>Justamente a empatia que é uma das grandes diferenças entre o animal humano e os demais.</p>
<p>Justamente a empatia que está intimamente ligada à longevidade (vídeo de Dan Buettner sobre o segredo da longevidade no <a title="Ideias que merecem ser espalhadas" href="http://ted.com" target="_blank">TED</a>)</p>
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<p>Antes de dar más notícias tenho que dizer que, ao contrário do que muitos dizem, não creio que o vilão da falta de empatia seja a Internet apesar dela ter peso nesse sentido em um ponto pelo menos, falarei dele mais tarde.</p>
<p>O contato por telefone, carta, chat (gtalk, messenger), Skype, troca de presentes nos jogos sociais do Facebook não nos tornam frios e distantes. Muito pelo contrário.</p>
<p>O contato com outros humanos sem poder ver suas expressões ou mesmo interagindo com eles somente através das suas criações virtuais (como uma fazendinha do Facebook) nos torna capazes de levar nossa capacidade de empatia a um novo estágio.</p>
<blockquote><p>As redes sociais online são um dispositivo que tem nos ensinado a ter mais empatia.</p></blockquote>
<p>Isso sem falar na forma como ela (a Internet) facilita a intimidade de quem tem relacionamentos offline (Stefana Broadbent no <a title="Ideias que merecem ser espalhadas" href="http://ted.com" target="_blank">TED</a>)<br />
<!--copy and paste--><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="446" height="326" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="bgColor" value="#ffffff" /><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/StefanaBroadbent_2009G-medium.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/StefanaBroadbent-2009G.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=680&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=stefana_broadbent_how_the_internet_enables_intimacy;year=2009;theme=unconventional_explanations;theme=technology_history_and_destiny;theme=speaking_at_tedglobal2009;theme=what_makes_us_happy;event=TEDGlobal+2009;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /><param name="src" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" /><param name="bgcolor" value="#ffffff" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="446" height="326" src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" flashvars="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/StefanaBroadbent_2009G-medium.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/StefanaBroadbent-2009G.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=680&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=stefana_broadbent_how_the_internet_enables_intimacy;year=2009;theme=unconventional_explanations;theme=technology_history_and_destiny;theme=speaking_at_tedglobal2009;theme=what_makes_us_happy;event=TEDGlobal+2009;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Apesar de tudo isso o Mundo extremamente contectado que temos hoje (e mal vimos o começo do fenômeno) cria um paradoxo na empatia: o da oferta infinita que derruba o valor da amizade para zero.</p>
<p>Se bastam 10 minutos online para encontrar em um novo grupo de amigos com interesses semelhantes aos nossos por que vamos nos submeter aos momentos difícies das amizades? Por que vamos fragilizar nossos relacionamentos dizendo aquelas coisas difícies que o amigo precisa ouvir, mas não vai gostar?</p>
<p>Some isso ao contato constante, afinal já não é mais tão fácil se afastar das pessoas pois elas continuam aparecendo nos status dos amigos em comum no Facebook, são retuitadas e seus posts aparecem sem nosso Reader quando alguém gosta do que leu.</p>
<p>Preste atenção, pois não estou dizendo que nas décadas de 50 e 60 é que havia intimidade e empatia, não é bem verdade. Tinha mais pois havia menos opções de amigos então nos dedicávamos mais a eles, mas o problema já existia e me parece ser antes um efeito colateral de cidades superpovoadas e sem uma estrutura celular capaz de criar o senso de vizinhança (se bem que tive a sorte de passar a infância no Bairro Peixoto que é um tipo de oasis nas entranhas de Copacabana &#8211; RJ).</p>
<p>Nós humanos, como a maioria dos outros animais, precisamos da conexão emocional com os outros, precisamos da empatia que é a capacidade de se sentir no lugar do outro.</p>
<p>Zumbis. Isso nos leva aos zumbis <img src='http://www.memedecarbono.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>&#8230;</p>
<p>Além e muito acima do problema da facilidade para criar novas redes sociais offline (seja mudando de boate, academia de ginástica ou perfil no Orkut) está o medo patológico que temos uns dos outros.</p>
<p>Em uma cidade com seis milhões de habitantes não há somente uma infinidade de possibilidades para formar novos grupos sociais, há uma infinidade de rostos por quem não temos a menor empatia e, pior, podem ser assaltantes, psicopatas ou somente vizinhos chatos que colocam as caixas de som na janela nos obrigando a ouvir músicas que odiamos.</p>
<p>Tudo isso alimenta justamente a anti-patia e vamos nos sentindo cada vez mais afogados em um mundo de pessoas diferentes e incompatíveis conosco e com nossos amigos.</p>
<p>Em uma tentativa pouco eficaz corremos para redes sociais online onde tentamos nos cercar de milhares de amigos, contatos ou seguidores. Tudo para achar que não estamos sós, que somos parte de um grupo forte e numeroso.</p>
<p>Esse é o problema. Tem pouco a ver com memética (exceto pelo fato que memeticamente é bem provável que sejamos impelidos a continuar construindo redes de relacionamento cada vez mais extensas) e muito a ver com o nosso crescimento desordenado.</p>
<p>É claro que eu jamais traria um tema tão assustador à baila se não tivesse algumas ideias de como começar a resolvê-los.</p>
<p>A melhor solução é utópica: mudar a organização das cidades para facilitar a formação de grupos de amigos mais coesos, vizinhos.</p>
<p>Felizmente a maioria das utopias pode ser alcançada a pequenos passos e a reestruturação das nossas cidades provavelmente será um processo vital do século XXII (felizmente pretendo viver alguns séculos).</p>
<p>Penso em outras formas de amenizar o paradoxo da empatia formando grupos mais coesos simplesmente pela força da nossa sabedoria: temos que perceber que ter os mesmos amigos por muitos anos é uma parte importante, senão essencial, da nossa saúde mental, física, social e até espiritual.</p>
<p>O grande desafio nesse caso, ao contrário do que surge do fluxo de informação, é coletivo.</p>
<p>Se pretendemos afastar os espectros da depressão e ter uma vida mais saudável devemos começar a conversar sobre isso com os amigos e escolher aqueles que estão dispostos a seguir a mesma jornada. E não precisa muitos. Basta quatro ou cinco grandes amigos, afinal na década de 60 aparentemente a média eram 3&#8230;</p>
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		<title>Ciberpáscoa</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Apr 2010 18:33:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Consciência]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[egoísmo]]></category>
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		<category><![CDATA[memética]]></category>
		<category><![CDATA[solidão]]></category>

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		<description><![CDATA[Até hoje nossa evolução foi genética, agora é memética. Onde isso nos levará? <a href="http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/consciencia/ciberpascoa/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não estou pronto para falar o que tenho a dizer.</p>
<p>Tenho pensado muito: Afinal, onde nossa evolução memética, essa mente digital extracorpórea que vamos construindo e que vai nos modificando nos levará?</p>
<p>Há muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.</p>
<p>Estamos na era da biotecnologia, dos mega-telescópios que diminuem o Cosmos, da reprodução das condições do momento do surgimento do universo, das supercordas, da medicina da imortalidade, das novas formas de energia, fazendas verticais e arcologias.</p>
<p>Não há sequer uma área da nossa civilização que não esteja diante de alguma reforma. A revolução das redes sociais, apesar de chamar mais atenção, talvez seja a menor delas.</p>
<p>Naturalmente estamos todos perplexos (quem não está é porque mantém os olhos bem fechados) e a perplexidade da medo e o medo faz ver tudo turvo e ameaçador.</p>
<p>De certa forma é turvo e ameaçador sim, afinal a transformação é a morte de algo para o renascimento de outra coisa.</p>
<p>E assim chegamos à cyberpáscoa ou ciber-páscoa, a palavra não existe então você escolhe como usar.</p>
<p>Vemos uma morte e renascimento ciber-orquestrados pois está claro que os nossos instintos já não são nossa principal influência. Somos mais dirigidos hoje pela síndrome de abstinência das nossas mentes sedentas por um fluxo de informação constante e cada vez maior.</p>
<p>Como se perguntou o Gil se aventurando pelo <a title="Gil Giardelli fala sobre os perigos da revolução cibernética" href="http://www.gilgiardelli.com.br/blog/2010/04/04/o-lado-b-do-lado-bom-da-internet/" target="_blank">lado B do lado bom da Internet</a> (e assusta ver essas palavras em um technootimista, mesmo que seja necessário):</p>
<blockquote><p>&#8230;vimos desenvolvendo um autismo social-digital, que nos impede de lutar  por nossos irmãos e a sobrevivência do nosso planeta, e e assim nos  deparamos com a perda gradual de nossa ternura e pureza. Opções nossas  claro, subreptícias, que revelam  extrema covardia e auto-alijamento  humano…</p></blockquote>
<p>Antes de seguir adiante coloco na equação as<a title="Artigo: A páscoa da Terra crucificada" href="http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4585&amp;boletim_id=664&amp;componente_id=11068" target="_blank"> palavras de Leonardo Boff sobre o processo de renovação do planeta</a> lembrando:</p>
<blockquote><p>&#8230;estamos ainda na fase juvenil, com pouco aprendizado. Estamos  ingressando na fase adulta, aprendendo melhor como manejar as energias  da Terra e do cosmos. Então a Terra, através de nosso saber, deixará que  seus mecanismos sejam destrutivos. Todos vamos ainda crescer, aprender e  amadurecer.</p></blockquote>
<p>Nesse ponto pare tudo. Livre seu coração do turbilhão de medos e inseguranças para poder raciocinar logicamente. Respire calmamente por uns 90 segundos colocando a História em perspectiva lembrando de como fomos mais selvagens no passado e quase nos auto-destruimos com falta de higiene (peste negra) e inúmeras guerras. Sobrevivemos a tempos muito mais irracionais que os modernos.</p>
<p>Evite também a absurda falácia das manchetes que nos fazem perder a esperança na humanidade porque um casal de psicopatas cometeu um crime sem alma. Olha para a humanidade como um todo e verá que essa é a melhor de todas que já esteve no planeta.</p>
<p>Se não fosse assim o presente seria melhor do que é. Se está ruim é porque as humanidades anteriores falharam.</p>
<p>A questão é: vamos cair no vício dos arcônidas fechando-nos em realidades virtuais digitais?</p>
<p>Pois eu pergunto&#8230; As gerações anteriores não estavam viciadas em realidades virtuais cinematográficas, morais, econômicas? Não se esqueça da sociedade do espetáculo brilhantemente analisada por Guy Debord.</p>
<p>Tenho certeza que as realidades virtuais da Internet são mais concretas e realistas do que a maioria das realidades virtuais anteriores.</p>
<p>Nossos relacionamentos estão se tornando mais superficiais? Eles eram profundos nas décadas de 50, 60?</p>
<p>Recentemente vi <a title="Compre no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/6/21351912/dvd+batalha+real+-+versao+especial+do+diretor&amp;franq=271599" target="_blank">Batalha Real</a>, um estranho filme japonês de 200 que se tornou cult e que, apesar de realmente se equilibrar entre o trash e o ruim, me perturbou profundamente.</p>
<p>Até que ponto somos capazes de ser amigos? E se nossa vida estiver em risco?</p>
<p>Em minha opinião a existência do filme e seu sucesso em nichos claramente ciberpunks reflete justamente o desejo do homo ciber de uma enorme profundidade de amizade. Talvez seja até uma demanda inevitável em decorrência dos fracos laços online.</p>
<p>A questão central e sobre a qual não estou pronto para discorrer detalhadamente é a diferença entre a evolução genética e a memética.</p>
<p>Sabemos  hoje que o <a title="Compre O Gene Egoísta de Dawkings no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1017026/gene+egoista,+o+-+importado&amp;franq=271599" target="_blank">gene é egoísta</a>. Ele quer preservar apenas o indivíduo onde ele está. Não há no código genético a preocupação com a espécie, raça ou mesmo grupo social que se estabelecem apenas como artifício para garantir maior longevidade para o indivíduo que transporta os genes. Basta olhar para a história da nossa civilização para notar que a preservação da nossa espécie nunca foi uma prioridade.</p>
<p>Já o meme é muito diferente. Ele não tem portador físico. Ele pode transitar entre indivíduos livremente e por diversas formas (som, texto, imagem, bits). Memes precisam de indivíduos para evoluir pois é no fluxo de informações que ele se transforma e cada indivíduo transforma um meme de formas diferentes ao contrário que acontece no mundo atômico dos genes.</p>
<p>Memes precisam de uma humanidade numerosa. Memes precisam de uma humanidade com acesso à informação e, acima de tudo, memes precisam de uma humanidade que vá muito além da <a title="Tolerância é a Intolerância educada" href="http://www.roney.com.br/2007/04/11/lembretes-para-o-dia-a-dia-75-tolerancia/" target="_blank">tolerância </a>passando a admirar as diferenças. Eles precisam de uma humanidade fraterna e livre das misérias e impulsos genéticos destrutivos.</p>
<p>O homo Sapiens precisa dar um passo adiante. O Homo Cyber construirá cidades e templos do saber substituindo a adoração e culto ao corpo pelo cultivo da alma.</p>
<p>Esse é nosso caminho evolutivo.</p>
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		<title>Cultura Digital e Capitalismo Cognitivo: Webarte 13/14</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/cultura/artes/cultura-digital-e-capitalismo-cognitivo-webarte-1314/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 20:10:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes]]></category>
		<category><![CDATA[Ciberespaço]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[webarte]]></category>

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		<description><![CDATA[Insights e observações sobre webarte e webativismo <a href="http://www.memedecarbono.com.br/cultura/artes/cultura-digital-e-capitalismo-cognitivo-webarte-1314/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chegamos à ultima aula do curso do Potão Eco da UFRJ. O próximo post será o trabalho de conclusão que cada participante deve fazer.</p>
<p>As minhas <a title="Notas de aula de Webarte no Pontão Eco UFRJ nov/2009" href="http://roney.posterous.com/webarte-cultura-digital-e-capitalismo-cogniti" target="_blank">notas de aula estão no Posterous</a> e vou me empenhar em compartilhar as ideias que tive durante e depois da aula.</p>
<p>Trata-se de uma tarefa complexa para mim pois não sou uma pessoa culta no que diz respeito a manifestações como pintura e fotografia, manifestações artísticas que, se compreendi corretamente, se aproxima mais da arte digital e da webarte.</p>
<h2>A vocação da Webarte</h2>
<p>Se estamos diante de uma mudança tão intensa que só ocorreu mais duas vezes (quando desenvolvemos a fala e depois a escrita) então é de se esperar também mudanças substanciais na forma, no processo e na manifestação artística.</p>
<p>No passado a arte era um processo mais íntimo que envolvia o artista, sua tela e, no máximo, seu cliente. Além disso o suporte para a obra era uma tela, uma peça a ser esculpida ou um fotolito. Posteriormente toda arte é relida, multiplicada, reinterpretada e remixada pela população, mas o processo de criação produzia obras universais graças à sensibilidade do artista e não à participação coletiva na criação.</p>
<p>Tudo isso parece mudar (aliás já na arte cinética e outras manifestações do século XX) com a arte digital fortemente caracterizada pela hipertextualidade, metalinguagem, vários suportes interligados, imaterialidade, reprodutibilizade infinita e interatividade. Isso sem falar que as possibilidades de remixagem coletiva conferem uma vida própria à arte digital.</p>
<p>Enquanto a arte analógica assume novas interpretações de acordo com o estado de consciência ou humor do observador, mas se mantém estática e inalterada, a obra digital tem a capacidade de realmente se transformar a cada vez que o observador interage com ela sendo não só interpretada de acordo com seu estado de espírito, mas talvez fazendo o caminho inverso modificando-o.</p>
<p>Pode ser um raciocínio de caminh tortuoso, mas talvez, muito além de questionar os valores e desafios de uma sociedade marcada pelo fluxo e criação de informação, a arte digital e a webarte sejam uma forma de alimentar a retroalimentação da cultura coletiva condizindo nossa espécie a novos valores que venham se contrapor ao individualismo da era industrial.</p>
<h2>Webativismo</h2>
<p>Onde há arte há ativismo, onde há poder há manipulação dos meios de comunicação.</p>
<p>Nossa civilização, amordaçada pela aliança entre o poder e a mídia encontra na Internet um ambiente para exercer a liberdade de expressão (e por isso tanta perseguição e demonização da Internet e cidadãos cibernéticos).</p>
<p>Assim como um dia um estudante chinês pode confrontar tanques na praça da Paz Celestial protegido pelas lentes da mídia televisiva agora essas imagens se reproduzem online e nos permitem desenvolver empatia pela moça desarmada que enfrenta a mira das metralhadoras para impedir o que considera um ataque injusto.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/SQyIKyd2gqA" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/SQyIKyd2gqA"></embed></object></p>
<p>O ativismo online é mais lembrado quando testemunhamos políticos censurando jornais e jornalistas ou processos oportunistas de maus profissionais contra blogueiros (pois não temos o direito de opinar online quando nos vemos mal atendidos).</p>
<p>O webativismo, ou eu diria, o ativismo moderno parece mais atento às causas universais, à consciência de que estamos em um mesmo planeta e somos um mesmo povo.</p>
<p>A campanha do Obama reflete bem isso inclusive em seu discurso em Berlim:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Q-9ry38AhbU" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/Q-9ry38AhbU"></embed></object></p>
<p>O fato é que, se as novas tecnologias de comunicação (onde a Internet ocupa um lugar especial demonstrando-se praticamente como uma realidade online paralela ou até englobando a offline) não dão ao indivíduo mais voz do que dão aos atuais controladores da mídia, mas certamente dão esse poder à voz coletiva.</p>
<p>Esse é um ponto mal compreendido.</p>
<p>Acredita-se que a Internet dá poder ao indivíduo, mas ela dá poder à coletividade.</p>
<p>Se a sua necessidade individual encontra eco na coletividade nem a união das maiores agências de mídia poderão suplantar sua voz ecoada pela coletividade.</p>
<h2>Links</h2>
<ul>
<li>http://www.pacc.ufrj.br/midiarte/#webarte</li>
<li><a title="Compre no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21536514/invencao+dos+direitos+humanos,+a/?franq=271599" target="_blank">A Invenção dos Direitos Humanos, por Lynn Hunt</a></li>
<li><a title="Artigo na Wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Inven%C3%A7%C3%A3o_do_Cotidiano" target="_blank">A Invenção do Cotidiano</a> de Michel de Certeau (à <a title="Invenção do Cotidiano por Michel Certau" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/36274/?franq=271599" target="_blank">venda no Submarino</a>)</li>
<li><a title="Jornalismo independente" href="http://www.indymedia.org" target="_blank">Indymedia</a></li>
<li>Groucho Marxismo da <a title="Site da editora sobre a coleção" href="http://www.conradeditora.com.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=1884&amp;Itemid=59" target="_blank">coleção Baderna da Conrad</a></li>
<li><a title="Compre no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/163140?franq=271599" target="_blank">Zona Autônoma Temporária</a> de Hakin Bey</li>
<li><a title="Compre no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/294123/internet,+e+depois/?franq=271599" target="_blank">Internet, e depois</a>? de <a title="Conheça um pouco do pensamento dele no Observatório de Imprensa" href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=331dac003" target="_blank">Dominique Wolton</a></li>
</ul>
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		<title>O Futuro das Agências de Marketing: Sou Mais Web</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 23:48:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciberespaço]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[#soumaisweb]]></category>
		<category><![CDATA[agências]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[formador de opinião]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Qual é o desafio que se apresenta às agências de publicidade? O que elas estão vendo? O que farão? Qual será seu futuro? <a href="http://www.memedecarbono.com.br/memesfera/ciberespaco/o-futuro-das-agencias-de-marketing-sou-mais-web/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>O Sou Mais Web</h2>
<p>Organizado por Nino Carvalho da <a title="Consultoria de Inteligencia Estratégica de marketing" href="http://thegodfather.com.br" target="_blank">The Godfather Estratégias Sociais</a> é um dos eventos de tecnologia e marketing mais instigantes do Rio de Janeiro. Estou certo que os artigos que os artigos que anexei no fim desse post ajudarão a entender como foi a décima primeira edição do evento que acontece mensalmente.</p>
<h2>O que eu estava fazendo lá?</h2>
<p>Sou um apaixonado pelo processo do conhecimento, cultura e conhecimento humanos e creio que é no Marketig que as recentes mudanças de rumo da nossa civilização se fazem sentir com mais clareza por isso, mesmo não sendo um profissional de marketing tenho ido a todos os eventos que posso. O Sou Mais Web é um dos três que considero mais importantes.</p>
<h2>Que post estranho é esse?</h2>
<p>Se você vem sempre aqui (o que é pouco provável pois devo ter apenas uns 12 leitores frequentes) deve estar se perguntando porque estou escrevendo como se fosse o primeiro post.</p>
<p>Estou experimentando. A gente deve experimentar sempre!</p>
<p>A maioria dos visitantes de um blog são paraquedistas que chegam ao seu blog em busca de respostas rápidas às suas perguntas.</p>
<p>Qual será o delicado equilíbrio entre encher a paciência dos leitores fieis e ser útil para um universo muito maior de pesoas?</p>
<p>É bem provável que uma recomendação &#8220;Clique na aba Quem sou&#8221; no começo de cada post seja mais eficiente, mas resolvi fazer esse teste <img src='http://www.memedecarbono.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<h2>O que ameaça o futuro das agencias?</h2>
<p>Pessoas são pessoas e sempre serão então porque as agências de marketing, publicidade, acessorias de imprensa etc teriam que se preocupar com seu futuro?</p>
<p>Bem, as pessoas hoje não são exatamente como as pessoas na Idade Média, não é?</p>
<p>As pessoas mudam e, na opinião de algumas pessoas nunca mudaram tanto quanto estão prestes a mudar.</p>
<h2>Como as pessoas estão mudando?</h2>
<p>Humm.. Será que consigo responder isso de forma tão sucinta como as anteriores?</p>
<p>O ponto chave aqui é que as pessoas não estão sendo mudadas pela tecnologia, o que acontece é que finalmente elas (nós) conseguimos criar um poderoso instrumento para acelerar nossas mudanças: a rede mundial de comunicação (que inclui, mas não se remue à Internet).</p>
<p>Isso não mudará as pessoas, mas nos permitirá mudar como nuca mudamos antes, mas o que realmente importa não são essas mudanças (ao menos não agora), mas o impacto desse processo na estrutura atual da nossa civilização.</p>
<p>O que está mudando dramaticamente é a estrutura do poder sobre a comunicação como fica muito claro nessa apresentação (em Inglês):</p>
<div id="__ss_2263851" style="width: 425px; text-align: left;"><a style="font:14px Helvetica,Arial,Sans-serif;display:block;margin:12px 0 3px 0;text-decoration:underline;" title="How the Social Web Destroys Traditional Marketing" href="http://www.slideshare.net/baekdal/how-the-social-web-destroys-traditional-marketing">How the Social Web Destroys Traditional Marketing</a><object style="margin:0px" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="355" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=traditional-to-social-091018091746-phpapp01&amp;stripped_title=how-the-social-web-destroys-traditional-marketing" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed style="margin:0px" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="355" src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=traditional-to-social-091018091746-phpapp01&amp;stripped_title=how-the-social-web-destroys-traditional-marketing" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<div style="font-size: 11px; font-family: tahoma,arial; height: 26px; padding-top: 2px;">View more <a style="text-decoration:underline;" href="http://www.slideshare.net/">documents</a> from <a style="text-decoration:underline;" href="http://www.slideshare.net/baekdal">Thomas Baekdal</a>.</div>
</div>
<h2>Ou, resumidamente&#8230;</h2>
<p>Até aproximadamente 2004 quando as redes sociais começaram a explodir nossa civilização tinha uma estrutura de comunicação muito clara: Fale com um grande distribuidor de informação e formador de opinião (que gostaria de chamar de distribuidor de cultura) e manipule, digo, passe seu recado ao seu mercado focal.</p>
<p>Já foi o Xamã, já foi a Igreja, depois o estado e, mais intensamente a partir dos anos 60 como bem notou Guy Debord (não sei pq ele é tão pouco citado), a chamada sociedade do espetáculo capitaneada pela mídia jornalista e cultura de entretenimento.</p>
<h2>O que aprendi nesse Sou Mais Web?</h2>
<p>As agências são a linha de frente de uma indústria acostumada a influenciar os consumidores para que se transformem em máquinas de consumir, eternamente insatisfeitos em busca de preencher o vazio interno com coisas externas.</p>
<p>Fiquei com a nítida impressão que a grande maioria das agências e profissionais de marketing continuam buscando aqueles grandes distribuidores de informação ou cultura que citei mais acima e acreditam que eles seriam os chamados &#8220;paizões&#8221; da blogosfera.</p>
<p>É claro que posso estar profundamente errado, mas a nova estrutura da comunicação não permite a formação de &#8220;paizões&#8221;.</p>
<p>Você sempre acreditará mais no seu amigo especialista do que no ator vestido de médico na propaganda da TV, ou mesmo do que no médico famoso.</p>
<p>Creio que se as agencias não perceberem que o desafio delas é se comunicar com uma voz coletiva onde não há grandes formadores de opinião, mas sim incontávels pequenos grupos influenciadores de opinião o futuro delas será negro.</p>
<h2>Ponto alto desse Sou Mais Web</h2>
<p>Leia nos links sugeridos e fique de olho nessa moça, a <a title="Perfil da agencia no Twitter" href="http://twitter.com/fsbprdigital" target="_blank">Rizzo Miranda</a> da <a title="Agencia de Comunicação Digital" href="http://www.fsb.com.br/index.php?conteudo=fsbdigital" target="_blank">FSB Digital</a>, ela foi brilhante e tenho certeza que só arranhou tudo que gostaria de ter exposto.</p>
<h2>Referências</h2>
<ul>
<li><a title="Apresentação PPT exibida no Sou Mais Web" href="http://www.slideshare.net/ninocarvalho/soumaisweb-sobre-o-futuro-das-agencias-out-2009-2255293" target="_blank">Slides da Rizzo Miranda</a>.</li>
<li><a title="Canal da FSBdigital no Youtube" href="http://www.youtube.com/user/fsbdigital" target="_blank">Vídeos da palestra da Rizzo Miranda</a></li>
<li><a title="Slides do Nick Ellis usados na apresentação no Sou Mais Web" href="http://www.slideshare.net/ninocarvalho/soumaisweb-sobre-o-futuro-das-agencias-out-2009" target="_blank">Slides do Nick Ellis</a></li>
<li><a title="Doc com alguns destaques online do 11º Sou Mais Web" href="http://docs.google.com/Doc?docid=0AaqZ-CZDbEkPZGhodmd6czlfOTFkYjZxZ2dmNw&amp;hl=pt_BR&amp;pli=1" target="_blank">Um tipo de ata do evento </a>elaborada por @<a title="Perfil do webdesigner Cristiano Web no Twitter" href="http://twitter.com/cristianoweb" target="_blank">cristianoweb</a></li>
<li><a title="Fotos da décima primeira edição do Sou Mais Web" href="http://www.flickr.com/photos/brunofontes/sets/72157622615003900/" target="_blank">Fotos do #soumaisweb11</a> por @<a title="Perfil do fotógrafo Bruno Fontes no Twitter" href="http://twitter.com/brunofontes" target="_blank">brunofontes</a></li>
<li><a title="Artigo sobre o Sou Mais Web" href="http://rfcavalcanti.wordpress.com/2009/10/20/%E2%80%98o-futuro-das-agencias%E2%80%99/" target="_blank">Post de Rafael Cavalcanti</a></li>
<li><a title="Impressões e insights sobre o futuro das agências" href="http://fabiocarvalho.posterous.com/soumaiswebcainarede-11a-edicao" target="_blank">Artigo de Fábio Carvalho</a></li>
<li><a title="Artigo no blog Comunica Habilidade" href="http://comunicahabilidade.wordpress.com/2009/10/18/soumaisweb-eu-tambem/" target="_blank">Comentários de Camila Mariah</a></li>
<li><a title="Artigo no blog" href="http://www.lularibeiro.com/soumaisweb-ser-ou-nao-ser-especialista/" target="_blank">Artigo de Lula Ribeiro</a>, especialista em SEO</li>
<li><a title="Cobertura no blog Prezados Colaboradores" href="http://prezadoscolaboradores.wordpress.com/2009/10/21/cobertura-soumaisweb-e-o-futuro-das-agncias/" target="_blank">Cobertura do Sou Mais Web</a> por Leonardo Bragança</li>
</ul>
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		</item>
		<item>
		<title>Cultura digital e capitalismo cognitivo 8/14: Economia da Cultura</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/sociedade/cultura-digital-e-capitalismo-cognitivo-814-economia-da-cultura/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 01:54:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[camelô]]></category>
		<category><![CDATA[modelo de negócios]]></category>
		<category><![CDATA[pirataria]]></category>
		<category><![CDATA[tecnobrega]]></category>

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		<description><![CDATA[A criação de novos modelos de negócios baseados em pirataria são um golpe contra o modelo antigo ou sugem justamente porque esse modelo já não estava funcionando? <a href="http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/sociedade/cultura-digital-e-capitalismo-cognitivo-814-economia-da-cultura/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para saber do que esse post trata veja o <a title="Primeiro post sobre o curso de cultura digital do Pontão Eco da UFRJ" href="http://www.memedecarbono.com.br/2009/08/19/cultura-digital-e-capitalismo-cognitivo-114/" target="_self">primeiro da série</a> que estou escrevendo sobre o curso de Capitalismo Cognitivo do Pontão Eco da UFRJ.</p>
<p>A palestrante foi a Oona Castro do <a title="Site colaborativo sobre cultura alternativa" href="http://overmundo.com.br/" target="_blank">Overmundo</a>, uma das pessoas mais antenadas que encontrei quando se trata da economia alternativa baseada no que pode ser entendido como pirataria.</p>
<p>O objetivo era mostrar um modelo comercial alternativo partindo do exemplo do <a title="Artigo de 2007 sobre o fenômeno concentrado em Belém do Pará" href="http://overmundo.com.br/blogs/tecnobrega" target="_blank">Tecnobrega</a> de Belém e levantar algumas questões a respeito da pirataria.</p>
<p>Assim que a apresentação estiver no Slideshare coloco-a aqui.</p>
<p>Creio que as características centrais do Tecnobrega são</p>
<ul>
<li>O modelo tradicional do gargalo das distribuidoras, altos custos dos jabas e a falta de atenção a setores muito segmentados era inviável para o movimento iniciado em 2002</li>
<li>Contratos de exclusividade comuns na industria fonográfica não é interessante para eles</li>
<li>A principal fonte de renda das bandas vem dos shows</li>
</ul>
<p>Resumindo assim parece-me que o modelo de negócios do Tecnobrega seria melhor também para todos os outros setores da cultura, mas algo impede que o modelo seja largamente adotado.</p>
<p>Durante as entrevistas feitas em 2006 a Oona percebeu dois padrões de comportamento que me parecem dignos de destaque:</p>
<ul>
<li>Apesar de não aceitar os contratos de exclusividade as bandas se sentem privilegiadas ao serem procuradas pelas distribuidoras, é um sinal de status e de sucesso</li>
<li>O discurso anti-pirataria está inserido entre eles apesar dela ser sua rede de distribuição</li>
</ul>
<p>É bem provável que esses dois fatores sejam justamente o que impede a disseminação do modelo por outras regiões e talvez ele só tenha surgido lá em virtude de dificuldades (como o preconceito endêmico contra as regiões Norte e Nordeste) que os impedia o acesso ao filão das distribuidoras.</p>
<p>Inseridos em uma sociedade do espetáculo a promessa (ainda que ilusória) de ser alçado à fama internacional continua convencendo a maioria das iniciativas culturais a se enquadrar no esquema da indústria cultural. Bom exemplo é o &#8220;Faça você mesmo&#8221; que resumidamente transferia para as novas bandas o trabalho de prospecção de revelações, mas o objetivo ainda era atingir as grandes gravadoras e distribuidoras.</p>
<p>Além disso, como parte de um capitalismo monetário de consumo (em contraposição a um suposto capitalismo cognitivo) é natural que em algum momento o papel do camelô pirata seja visto como um desvio de vendas que poderiam ser revertidas para a banda.</p>
<p>Afinal de contas o Tecnobrega, assim como &#8211; desconfio -  a maioria das experimentações, não é um movimento revolucionário ou mesmo de protesto ideológico, é apenas o resultado da busca por um modelo de negócios que funcione visto que o atual não é viável para eles.</p>
<p><strong>Uma breve gênese do combate à pirataria</strong></p>
<p>Me chamou a atenção foi saber que a maior parte dos recursos para combater a pirataria não vem do governo, mas da própria indústria da propriedade intelectual e, apesar disso o confronto se estende às políticas internacionais quando um governo usa de sanções comercias para pressionar o outro a combater a pirataria em seu território.</p>
<p>É um tema que merece aprofundamento.</p>
<p><strong>Notas de aula</strong></p>
<ul>
<li><a title="Documendo da FGV de autoria de Ronaldo Lemos" href="http://virtualbib.fgv.br/dspace/handle/10438/2677" target="_blank">Legal commons e Social Commons</a> (Ronaldo Lemos) &#8211; Inglês</li>
<li>É comum atribuir o relacionamento da pirataria com o crime organizado ao livro <a title="Livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1411221/?franq=271599" target="_blank">Ilícito</a> de Moisés Nain</li>
<li><a title="Artigo do código penal que descreve a pirataria" href="http://www.conjur.com.br/2003-jul-09/arma_combater_pirataria_brasil" target="_blank">O artigo 184 do código penal</a> tipifica o crime de pirataria</li>
<li>As estimativas de prejuízos provocados estão inchados, por exemplo, pela idéia equivocada que a pessoa que compra um DVD de 10 Reais teria comprado o de 60 se não tivesse essa opção.</li>
</ul>
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		</item>
		<item>
		<title>Cultura digital e capitalismo cognitivo 6 e 7/14: Propriedade intelectual</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/memesfera/cultura-digital-e-capitalismo-cognitivo-6-e-714-propriedade-intelectual/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 04:41:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Memesfera]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[copyleft]]></category>
		<category><![CDATA[copyright]]></category>
		<category><![CDATA[creative commons]]></category>
		<category><![CDATA[propriedade intelectual]]></category>

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		<description><![CDATA[Definições e aplicações das modalidades de registro da propriedade intelectual: Creative Commons, copyright, copyleft, pirataria <a href="http://www.memedecarbono.com.br/memesfera/cultura-digital-e-capitalismo-cognitivo-6-e-714-propriedade-intelectual/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Juntei duas aulas em um artigo por falta de tempo para escrever e por serem assuntos bem próximos.</p>
<p>A sexta aula foi sobre copyright e creative commons  e a sétima foi sobre copyleft.</p>
<h2>Definindo os conceitos</h2>
<p>As simplificações são perigosas, mas creio que podemos adotar as seguintes definições:</p>
<ul>
<li>Copyright: uma pessoa ou empresa (geralmente a segunda) detém todos os direitos sobre um elemento cultural como o Mickey Mouse, a obra de Monteiro Lobato ou o design de uma cadeira. Se alguém quer usar ou adaptar esse elemento deve pagar, muitas vezes uma fortuna. É claramente uma forma e restringir a produção cultural obrigando quem não dispõe de recursos a reinventar tudo.</li>
<li>Pirataria: obviamente é a apropriação ilegal do que está protegido por copyright.</li>
<li>Creative Commons: licensa de uso que se coloca entre o copyright e a pirataria definindo regras que permitem, por exemplo, a reprodução ou adaptação da criação desde que não seja com fins lucrativos e sejam dados os créditos a aquem originou a ideia.</li>
<li>Copyleft é um tipo de resposta anárquica e radical ao copyright que defende que todo conhecimento deve ser livre e estar disponível para qualquer tipo de uso em qualquer condição.</li>
</ul>
<h2>O que aprendi</h2>
<p>A propriedade intelectual pode ser de dois tipos: patronal e autoral.</p>
<p>O direito autoral independe de registro e é automático. Se houver prova que você é o autor de um vídeo, livro, música ou letra você será o autor dela, mesmo que não queira, mas isso não significa muito, pois quem recebe dinheiro é quem detem os direitos patronais.</p>
<p>Normalmente os contratos com editoras, gravadoras, estúdios de cinema etc. exigem a cessão dos direitos patronais sobre a obra, ou seja, te pagam 10 mil reais para você assinar um contrato de cessão e ganham 10 milhões.</p>
<p>Um ponto central da licensa Creative Commons é que ela deve ser viralizada.</p>
<p>Isso é feito definindo que ao copiar ou criar algo à partir da sua criação o resultado também deve ser licenciado nos mesmos termos. No caso desse blog tudo que for criado à partir dele deve permitir cópias, adaptações não comerciais.</p>
<p>Parece-me que a licença Creative Commons é a única forma de garantir o sucesso das nossas criações</p>
<p>Em primeiro lugar é uma licença de uso e não uma cessão de direitos.</p>
<p>Mais importante que isso é que a obra Creative Commons pode ser compartilhada livremente por pessoas. Seu conhecimento e criação pode ser usado para alimentar a consciência ou curar o corpo (no caso de conhecimento médico) de pessoas que não teriam condições de pagar por isso.</p>
<p>É uma forma de reduzir a miséria e um mundo com menos miséria é um mundo com maiores condições de recompensar quem produz conhecimento.</p>
<p>Creio que essa é uma das chaves para um capitalismo sem capital, mas vou deixar isso para outra ocasião.</p>
<p>Por hora digamos apenas que, se a sua produção intelectual se viraliza entre os que não poderiam pagar por ela, os produtores de conhecimento pago se interessarão em criar belos pacotes (CDs, livros, DVDs) para seus clientes ávidos por pagar.</p>
<h2>E o Copyleft?</h2>
<p>Durante a palestra sobre Copyleft alguém disse que não chegou ainda a tal elevação espiritual para abrir totalmente mão da sua produção intelectual.</p>
<p>Tenho minhas dúvidas de que o copyleft seja fruto de uma consciência mais sábia.</p>
<p>Aposto mais em uma forma de protesto que não se tornará um padrão a não ser em alguns casos muito específicos como a codificação do genoma humano cuja importância para o desenvolvimento da nossa civilização é tão alta que que deve ser um conhecimento absolutamente acessível a todos sem qualquer tipo de restrição.</p>
<p>No entanto admito que ainda tenho muito que pensar sobre essa modalidade de &#8220;licenciamento&#8221; do conhecimento.</p>
<h2>Links</h2>
<ul>
<li><a title="Rádio colaborativa aberta" href="http://www.dadaradio.net/" target="_blank">http://www.dadaradio.net/</a> &#8211; <em>rádio</em> independente formada em 2005 com o objetivo de ser uma plataforma de expressão da pesquisa sonora</li>
<li><a title="Artigo em inglês" href="http://www.nytimes.com/2008/08/07/arts/music/07girl.html" target="_blank">DJ Girl Talk e a castração do remix </a>- Artigo no NY Times</li>
<li><a title="Artigo sobre a cópia da obra de arte no filme" href="http://lifewithoutbuildings.net/2006/09/lebbeus-woods-12-monkeys.html" target="_blank">12 Macacos processado por causa de uma cadeira</a></li>
<li><a title="Site da FGV por uma cultura mais livre" href="http://a2kbrasil.org.br" target="_blank">A2K</a> &#8211; A FGV discute a propriedade intelectual</li>
</ul>
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		</item>
		<item>
		<title>A reforma de Lutero e o século XXI</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/consciencia/a-reforma-de-lutero-e-o-seculo-xxi/</link>
		<comments>http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/consciencia/a-reforma-de-lutero-e-o-seculo-xxi/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 05:53:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Lutero]]></category>
		<category><![CDATA[paradigma]]></category>
		<category><![CDATA[reforma]]></category>
		<category><![CDATA[revolução]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.memedecarbono.com.br/?p=560</guid>
		<description><![CDATA[Estamos passando por um momento de reforma semelhante ao que foi catalizado pelas 95 teses de Lutero e marcou a transição entre duas eras? <a href="http://www.memedecarbono.com.br/humanismo/consciencia/a-reforma-de-lutero-e-o-seculo-xxi/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando <a title="Biografia na Wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Martinho_Lutero" target="_blank">Martinho Lutero</a> fixou suas <a title="Excelente texto acadêmico com as teses de Lutero e uma introdução" href="http://www.espacoacademico.com.br/034/34tc_lutero.htm" target="_blank">95 teses</a> na porta de uma igreja convidando os letrados a discutí-las poucos notaram, mas provavelmente estava dada a partida em uma série de mudanças que marcaria o fim de uma estrutura social, política e econômica que já durava séculos e o início da democracia, do capitalismo e da atual sociedade.</p>
<p>O <a title="95 teses para a cultura do século XXI - 1999" href="http://www.cluetrain.com/portuguese/index.html#manifesto" target="_blank">Manifesto Cluetrain</a> também com 95 teses é um novo marco? Estamos vivendo uma nova transição entre eras similar à dos tempos de Lutero (1514)?</p>
<p>A chamada cibercultura com seus princípios hacker nos apresenta um manifesto de apenas três teses tão poderoso quanto o de Lutero?</p>
<p>Essa é a tese que conheci nas palavras do Carlos Nepomuceno sobre <a title="Comparação da reforma protestante com a cibercultura" href="http://nepo.com.br/2009/05/05/a-reforma-do-consumo/" target="_blank">a Reforma do Consumo</a> e me sinto inclinado a adotar.</p>
<h2 style="text-align: left;"><span style="color: #008000;">Resumindo Lutero</span></h2>
<p>Filho de um mineiro que trabalhou duro para subir na vida (algo novo na época: subir na vida) Lutero teve formação em direito quando conheceu os humanistas da época (também algo novo). Depois que um raio caiu perto dele matando um amigo ele se volta para Deus, mas a fé cristã observada pela sua ótica influenciada pelo estudo de direito, do humanismo e do exemplo do seu pai fez dele um tipo de observador externo.</p>
<p>Além do pai de Lutero outro empreendedores já criavam uma economia (e cultura) à margem da nobreza e do poder religioso do Vaticano.</p>
<p>Por último temos a prensa de Guttenberg criada 50 anos antes, mas duvido que o poder de propagação de idéias em papel e tinta fosse de alguma utilidade se não houvesse apoio da latência (para usar a mesma terminologia do Nepomuceno) crescente tanto do cidadão comum que já sentia os ventos da liberdade quanto dos empreendedores.</p>
<p>A época de Lutero, por esse ponto de vista, reunia:</p>
<ol>
<li>Esgotamento do paradigma social, cultural e &#8220;espiritual&#8221; vigente</li>
<li>&#8220;Caminhos econômicos&#8221; novos</li>
<li>Nova tecnologia de comunicação</li>
</ol>
<p>Arrisco supor que, de cima para baixo, cada ítem tornou o seguinte possível.</p>
<h2 style="text-align: left;"><span style="color: #008000;">Como um paradigma se esgota?</span></h2>
<p>Se os tempos de Lutero aconteceram porque as pessoas não aceitavam mais a religião e as hierarquias da época devemos nos perguntar porque isso aconteceu.</p>
<p>Sociedades são móbiles que se mantém em equilíbrio graças à existência de uma cultura padrão, comum à maioria dos indivíduos daquela sociedade e regulada por leis somente porque sempre há os transgressores.</p>
<p>Do ponto de vista adotado nesse blog as culturas são arranjos informacionais que, a exemplo dos genes, se multiplicam, transmitem suas características e sofrem mutações.</p>
<p>Informações e culturas inevitavelmente crescem em complexidade da mesma forma que os organismos vivos.</p>
<p>Conforme nossa arte, ciência e filosofia crescem em complexidade também muda a nossa cultura: a consciência está ligada ao conhecimento.</p>
<p>Conforme o conhecimento humano amadurece também amadurecem as sociedades.</p>
<p>Por amadurecimento não quero dizer aprimoramento moral, mas apenas ajuste à nova forma de comprender o nosso mundo e universo.</p>
<p>Para citar um exemplo recente temos a teoria da relatividade de Einstein que tem pouco ou nada a ver com a relatividade da moral, mas parece ter sido uma das influências nessa mudança de paradigma.</p>
<p>Uma cultura (e seus paradigmas) então se torna obsoleta conforme a consciência coletiva se desenvolve.</p>
<h2 style="text-align: left;"><span style="color: #008000;">Desdobramentos da reforma de Lutero</span></h2>
<p>Mesmo que não tenha sido a origem das transformações que se seguiram as 95 teses de Lutero e sua tradução da Bíblia para o Alemão são, no mínimo, o marco divisor ou estopim.</p>
<p>Depois que o poder central da época, o Vaticano, foi partido dando espaço aos protestantes, calvinistas e outros que se seguiram era inevitável que outros setores do poder fossem questionados e outros intermediários fossem postos em cheque: Se não precisamos do padre para falar com Deus porque precisamos do Imperador para tomar decisões que nos dizem respeito?</p>
<h2 style="text-align: left;"><span style="color: #008000;">O que está acontecendo agora?</span></h2>
<ol>
<li>Teoria das cordas, teoria M, psicologia evolutiva, decodificação do genoma humano, o poder da atração (desculpem, mas acho que essa pseudociência merece estar aqui): estamos passando por um salto científico similar ao dos tempos de Lutero</li>
<li>Livros como Wikinomics, O que a Google faria e Free mostram que a alucinação hacker de um capitalismo cognitivo está se tornando real: as empresas mais influentes do planeta e que mais crescem seguem paradigmas simplesmente opostos ao das antigas onde o compartilhamento e não o segredo é a alma do negócio</li>
<li>Um celular já custou 7 mil Reais, uma linha fixa já custou 7 mil reais na era dos produtos, agora são gratuitos pois a economia é de serviços e todas as tecnologias de comunicação antigas são velozmente rebaixadas ao status de papiros ou pinturas rupestres diante da avassaladora velocidade das novas tecnologias de informação e comunicação</li>
</ol>
<p>Alguém discorda que vivemos exatamente o que ocorreu no tempo de Lutero?</p>
<p>A história se repete?</p>
<p>Na década passada a IBM, um dos maiores gigantes da economia de produtos, se transformou em uma empresa de serviços. Outras tem seguido o mesmo caminho e as que se recusam não parecem estar indo muito bem. Será que elas serão capazes de mudar para continuar existindo na próxima era?</p>
<p>O Vaticano ainda existe&#8230; Algumas empresas modernas (bem poucas é verdade) tem quase mil anos.</p>
<p>Desconfio que ainda não vimos nem a ponta do iceberg das mudanças que estão a caminho e o momento que vivemos é como se um grande volume de água se acumulasse do outro lado da barreira e não fosse possível impedir que ela rompesse restando a quem estiver atento procurar subir para terrenos mais altos ou preparar seus barcos&#8230;</p>
<h2 style="text-align: left;"><span style="color: #008000;">O que provoca as mudanças?</span></h2>
<p>Tudo nesse post (e nesso blog) está nos territórios da suposição e os parágrafos a seguir provavelmente vão às raias do delírio afinal essa é uma pergunta que talvez simplesmente não possa ser respondida: a mente (e cérebro) é capaz equacionar as variáveis que a fazem funcionar?</p>
<p>Cientes deste abuso da minha parte aqui vai a suposição. Pelo menos é simples.</p>
<p>Cultura é um fenômeno da informação e da necessidade que nossas mentes (ou cérebros) tem de aplicar sua criatividade sobre ela (a informação) para transmití-la e modificá-la.</p>
<p>Esse impulso nos leva a criar meios tecnológicos, sociais, culturais e jurídicos que garantam que a transmissão e modificação possam ocorrer cada vez mais livremente.</p>
<p>Em contrapartida há os velhos instintos regidos pelos genes que nos impelem a lutar pela sobrevivência e supremacia do nosso corpo acumulando fêmeas, comida, a melhor caverna ou a posse do fogo.</p>
<h2 style="text-align: left;"><span style="color: #008000;">Conclusão</span></h2>
<p>Vou copiar a conclusão do Carlos Nepomuceno:</p>
<blockquote><p>Estamos vivendo uma mudança de eras tecnológicas e sociais. Resta saber se também caminhamos para uma nova era da consciência.</p></blockquote>
<p>Não há dúvida que, se o acesso à Internet se espalhar como o livro de espalou no século XVI e se surgirem autores e obras como surgiram nos séculos seguintes estaremos diante de uma profunda mudança de eras que mudará radicalmente nossas formas de governo, nossa economia e praticamente todos os setores da civilização humana.</p>
<p>Compreender como e porque isso está acontecendo é útil para todos nós, mas é questão de vida ou morte para as chamadas pessoas jurídicas que afinal de contas, são seres que só existem dentro da cultura para a qual foram construídos.</p>
<p>Os memes de carbono, nós, os humanos, existimos independentemente da cultura em que vivemos (mesmo que a vida possa se tornar muito difícil como temos visto).</p>
<h2 style="text-align: left;"><span style="color: #008000;">Referências</span></h2>
<ul>
<li><a title="Biografia de Martinho Lutero" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Martinho_Lutero" target="_blank">Biografia de Lutero na Wikipedia</a></li>
<li><a title="Biografia de Martinho Lutero" href="http://www.monergismo.com/textos/historia/historia_vida_lutero_fox.htm" target="_blank">Biografia de Lutero</a> por Jonh Fox século XVI</li>
<li><a title="Comparação entre a reforma de Lutero e a reforma atual" href="http://nepo.com.br/2009/05/05/a-reforma-do-consumo/" target="_blank">A Reforma do Consumo</a> por Carlos Nepomuceno</li>
<li><a title="As teses que deram origem à reforma protestante" href="http://www.espacoacademico.com.br/034/34tc_lutero.htm" target="_blank">As 95 teses de Lutero</a> em um site acadêmico</li>
</ul>
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		</item>
		<item>
		<title>Cultura digital e capitalismo cognitivo 3/14 &#8211; Opensource</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/memesfera/ciberespaco/cultura-digital-e-capitalismo-cognitivo-314-opensource/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 19:39:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciberespaço]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[hacker]]></category>
		<category><![CDATA[opensource]]></category>
		<category><![CDATA[pontão]]></category>
		<category><![CDATA[propriedade intelectual]]></category>
		<category><![CDATA[sérgio amadeu]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.memedecarbono.com.br/?p=538</guid>
		<description><![CDATA[Alguns dos pontos principais citados por Sérgio Amadeu e reflexões sobre a cultura opensource e ética hacker na sociedade em geral <a href="http://www.memedecarbono.com.br/memesfera/ciberespaco/cultura-digital-e-capitalismo-cognitivo-314-opensource/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O convidado dessa aula foi o sociólogo <a title="Perfil do Sérgio Amadeu no blog coletivo 300" href="http://www.trezentos.blog.br/?author=1" target="_blank">Sérgio Amadeu</a>.</p>
<p>Meus dois primeiros contatos com ele foram na Campus Party desse ano.</p>
<p>Primeiro o vi defendendo o direito de uma tribo indígena a andar sem camisa (sim, índios no Brasil acessam a Internet e até participam do maior evento de cibercultura do país) e depois assisti sua contagiante defesa ao direito de exercer democracia online durante o debate sobre a lei Azeredo.</p>
<p>Mas desta vez ele foi nos falar sobre o que é opensource, ética hacker e Internet.</p>
<blockquote><p>&#8220;A Internet é um arranjo comunicacional colaborativo, distribuído e não proprietário&#8221; &#8211; Sérgio Amadeu</p></blockquote>
<p>Em geral eu prefiro comentar as ideias que as pessoas me inspiram, mas tenho notado que pouca gente entende a Internet dessa forma e portanto, vou reproduzir um pouco do que o Sérgio Amadeu compartilhou conosco.</p>
<p>Ele chamou a atenção para o fato da Internet e da cibercultura que vem se expandindo para além do nicho da subcultura (opinião minha, mas creio que ele concordaria) ter surgido dentro da ética hacker que tem dois grandes princípios:</p>
<ul>
<li>Resolver problemas é divertido</li>
<li>Uma vez resolvido um problema sua solução deve ser compartilhada para que não tenha que ser resolvido novamente</li>
</ul>
<p>O primeiro princípio ajuda a explicar porque pessoas se dedicam a desenvolver programas sem ganhar nada com isso (incluindo programas complexos como o Apache que é responsável por manter a maior parte da Web em funcionamento, o Linux e o OpenOffice): é divertido! Enquanto algumas pessoas fazem sabonetes artesanais outras fazem código.</p>
<p>A ética hacker e sua proposta de compartilhar conhecimento aliada ao crescimento da quantidade e importância de bens imateriais cria uma crise de propriedade sobre os bens imateriais como músicas e filmes digitais, programas de computador, livros e até a decodificação do genoma humano.</p>
<p>Não se pode discutir que a propriedade intelectual, originalmente criada para garantir que as pessoas capazes de criar conhecimento fossem recompensadas por isso e assim pudessem gerar mais conhecimento já não funciona a favor da geração de conhecimento, mas sim de renda.</p>
<p>O copyright foi criado em 1720, um século onde pouquíssimos eram capazes de ler e produzir conhecimento. Agora no século XXI até mesmo um país como o Brasil tem mais de 50% da sua população acessando a Internet com alguma regularidade e portanto apta a produzir conhecimento, ou estaria se não fosse impedida pelas leis de propriedade intelectual (parágrafo meu).</p>
<p>Um dos pontos mais interessantes trazidos pelo Sérgio Amadeu é a contradição entre o método Catedral de desenvolvimento industrial e o Bazar usado pelo movimento OpenSource (<a title="Livro comparando a produção colaborativa com a hierárquica" href="http://catb.org/~esr/writings/cathedral-bazaar/" target="_blank">Eric Raymond</a>) que demonstra como a sociedade atual está pronta para desenvolver soluções de qualidade superior no ambiente aparentemente caótico da inteligência coletiva.</p>
<p>Outro ponto importante é a importância da Rede como instrumento de socialização e ambiente cultural: de acordo com as estatísticas do Alexa (ago/2009) nada menos que seis dos 10 sites mais acessados do mundo são redes sociais onde o conteúdo é gerado por seus habitantes.</p>
<p>Durante a aula cujo foco era explicar o que é Opensource, como se nota, foi impossível não falar nas questões sociais modernas pois, como ele destacou logo no começo: estamos em plena crise de transição entre bens materiais rivais (só podem ser usados por uma ou um pequeno grupo de pessoas por vez) e bens imateriais não rivais.</p>
<p>Vale a pena contar a história anedótica ainda que um pouco desagradável do furto do celular do Sérgio Amadeu em São Paulo.</p>
<p>Ele vinha pela rua segurando o celular no ouvido quando o assaltante passou correndo, deu um leve toque no smartphone que voou para a mão do bandido e nunca mais foi visto. Se fosse um software, uma música digital ou um livro digital o Sérgio ainda teria seu telefone: copiar conhecimento não pode ser crime uma vez que não priva o dono da sua propriedade e, ao ser copiado se multiplica em vez de se dividir.</p>
<p>Aqui entra minha humilde participação&#8230;</p>
<p>Sou a favor da transformação dos recursos para processar, armazenar, copiar, transmitir e transformar conhecimento em comodities, ou seja, computadores, softwares e até livros, músicas, fórmulas de remédios deveriam ser propriedade da humanidade disponíveis pelo preço mais baixo possível (no caso de bens materiais) e de graça (bens digitais) para que possamos criar uma economia em torno do conhecimento e des serviços.</p>
<p>Esse porcesso vem ocorrendo há muito tempo.</p>
<p>Na década de 90 a poderosa IBM que tinha quase 100% dos seus lucros na venda de computadores anunciou que o B era de Business. Na ocasião a divisão de negócios da IBM tinha acabado de passar a de Machines. Depois disso ela vendeu sua divisão de notebooks e a de impressoras entre outras e hoje é uma empresa baseada em serviços.</p>
<p>No entanto, observando a história veremos que não estamos diante de um fenômeno recente: a nossa civilização está a caminho de uma sociedade do conhecimento cuja economia será alimentada por um capitalismo cognitivo.</p>
<p>A questão é: como fazer essa transição?</p>
<p>Muitas empresas que vendem átomos (a Microsoft vende CDs, a Warner DVDs, as livrarias papel e tinta) e, em vez de mudar seus modelos de negócio usam seus recursos para tentar impedir a mudança gerando conflitos. Até agora apenas legais.</p>
<p>Como se resolve essa equação sem quebrar a economia mundial?</p>
<p>Muito embora vejamos que a velha economia baseada no segredo e nas informações privilegiadas tem sido mais nocivas do que a suposta pirataria de conhecimento.</p>
<p>Quanto à dúvida a respeito da propriedade intelectual que possa haver devemos perceber que absolutamente ninguém cria conhecimento do zero. Se uma empresa quer ter os direitos de propriedade sobre uma história então ela deve pagar um valor a cada ser humano no planeta pois a fonte de onde ela tirou as bases para suas criações intelectuais são as memórias dos nossos pais,avós e bisavós.</p>
<h3>Artigos de apoio</h3>
<ul>
<li><a title="Perfil de Peter Drahos na Universidade Nacional da Austrália" href="www.anu.edu.au/fellows/pdrahos/" target="_blank">Feudalismo Informacional</a>: Peter Drahos</li>
<li><a title="Site de Yochai Benkler" href="http://www.benkler.org/" target="_blank">Yochai Benkler</a>: Wealth of Networks X Riqueza das Nações</li>
<li><a title="Artigo com trecho de discurso sobre jornalismo colaborativo" href="http://www.verbeat.org/blogs/lounge/2009/08/profecia-sobre-o-fim-do-diploma-de-jornalista.html" target="_blank">Jornalismo colaborativo</a>: Walter Benjamin 1934</li>
<li><a title="Encontra aqui os artigos mais recentes" href="http://www.trezentos.blog.br/?author=1" target="_blank">Perfil do Sérgio Amadeu</a> no blog coletivo Trezentos</li>
<li><a title="Artigo na Wikipedia" href="pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_da_firma" target="_blank">Teoria da firma</a> na Wikipedia</li>
<li><a title="Sobre o filme" href="http://www.br101.org/trailer-documentario-abraco-corporativo-finalmente.html" target="_blank">Abraço Corporativo</a>: filme de Ricardo Kauffman.</li>
<li><a title="Estudo ponto-a-ponto do que há de errado na lei Azeredo (PDF)" href="http://www.culturalivre.org.br/artigos/estudo_CTS_FGV_PL_crimes_eletronicos.pdf" target="_blank">Análise do projeto Azeredo feito pela FGV</a></li>
<li><a title="Entrevista em Inglês" href="http://infochangeindia.org/200907137829/Technology/Features/Dreaming-of-a-peer-to-peer-world.html" target="_blank">Entrevista com Michel Bauwens (Inglês)</a>, fundador da Peer to Peer foundation</li>
<li><a title="Artigo sobre a expansão sucessiva dos direitos autorais nos EUA" href="http://www.estudiolivre.org/tiki-view_blog_post.php?postId=92" target="_blank">Sobre a Lei Mckey Mouse</a> e a possível tentativa de perpetuar a propriedade intelectual</li>
<li><a title="Wikipedia sobre as leis de copyright nos EUA" href="http://en.wikipedia.org/wiki/United_States_copyright_law" target="_blank">História do Copyright</a> (Inglês)</li>
</ul>
<h3>Links interessantes</h3>
<ul>
<li><a title="Conheça a computação em grade" href="http://www.gridrepublic.org/" target="_blank">Grid Republic</a>: ceda o tempo vago de processamento do seu computador (quando entra o protetor de tela) para ajudar a resolver sérios problemas da humanidade como a H1N1, dengue, câncer infantil, fome e uma infinidde de outros.</li>
</ul>
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		</item>
		<item>
		<title>Cultura digital e capitalismo cognitivo 2/14</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/memesfera/cultura-digital-e-capitalismo-cognitivo-214/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 00:19:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciberespaço]]></category>
		<category><![CDATA[Memesfera]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[cultura digital]]></category>
		<category><![CDATA[infomania]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade do conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[tecnomania]]></category>

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		<description><![CDATA[De que formas as novas tecnologias de informação e comunicação podem nos escravizar, vigiar e limitar em vez de nos ajudar a promover novas formas de capitalismo, democracia e cultura? <a href="http://www.memedecarbono.com.br/memesfera/cultura-digital-e-capitalismo-cognitivo-214/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você pode ler o artigo a seguir sem ter lido o <a title="Cultura digital e capitalismo cognitivo 1/14" href="http://www.memedecarbono.com.br/2009/08/19/cultura-digital-e-capitalismo-cognitivo-114/" target="_self">anterior</a>.</p>
<p>E quanto ao que pode dar errado na cultura digital? Esse foi o foco no segundo encontro.</p>
<p>A tarefa não é simples para quem está mergulhado no ambiente das transformações catalizadas pelo desenvolvimento exponencial das tecnologias da informação, mas a composição heterogênea da turma produziu bons momentos de reflexão.</p>
<p>Em  minha humilde opinião o que pode dar errado é que as transformações não são condizidas por nós humanos e não são criadas para as nossa snecessidades.</p>
<p>Estou convencido que, assim como os genes conduzem nossa evolução física no sentido de nos tornar cada vez mais aptos a perpetuá-lose e lhes dar ambiente para sofrer mutações e evolução são os memes que conduzem a evolução da nossa cultura.</p>
<p>Naturalmente evolução no caso não implica em ser mais civilizado, sábio ou inteligente, mas meramente mais aptos a processar, reproduzir e criar memes.</p>
<p>Podemos até abraçar os temores de Susan Blackmore: se criarmos máquinas capazes de criar memes (processar e reproduzir elas já são capazes) os humanos podem se tornar desnecessários levando a um cenário como o de Galactica ou Matrix.</p>
<p>Trazendo essas alucinações ciberpunks para nossa realidade diária caímos no dilema moderno e mais prático da privacidade.</p>
<p>Estamos contando nossa vida expontaneamente para o mundo permitindo que organismos corporativos sedentos de escravos produtores e consumidores nos bombardeie com um volume praticamente infinito de estímulos e opções convertendo-nos em objetos de um capitalismo cognitivo ainda mais cruel do que o consumismo do capitalismo industrial.</p>
<p>Nossas vidas podem ser invadidas pelo trabalho a favor dos memes (produção, reprodução, transformação de informação) convertendo o ócio criativo previsto por Bertrand Russel em escravismo criativo ou em outra forma de <a title="Forma de controle discutida por Foucault (verbete na Wikipedia)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Biopoder" target="_blank">biopoder</a>.</p>
<p>Hoje já andamos pelas ruas das maiores cidades vigiados por câmeras praticamente 24h por dia. Twitter, Facebook, blogs e outras redes sociais nos permitem preencher expontaneamente as lacunas onde as câmeras não chegam. Incluindo os nossos pensamentos&#8230;</p>
<p>Essa sociedade da vigilância pode ser vista por uma ótica otimista como uma sociedade do cuidado como destacou Ivana Bentes, mas se na sociedade do conhecimento a vigilância será bem vista e natural assim como hoje é natural ter direitos individuais e todos os humanos serem iguais certamente essa vigilância não era normal ou aceitável na sociedade industrial consumista e há sempre o risco dessa vigilância ser sequestrada por uma minoria a serviço de interesses que não estão em sintonia com o melhor para a humanidade.</p>
<p>Alguns pensadores consideram que somos vítimas e escravos indefesos da ditadura dos genes e dos memes. No entanto acredito (ou me esforço para acreditar) que temos algum livre arbítrio e que estamos justamente no despertar da consciência das forças que antes nos controlavam e agora teremos a chance de criar uma civilização que toma as rédeas da sua evolução genética e memética com responsabilidade.</p>
<p>É claro que isso exigirá um profundo empenho e dedicação não só de pequenos grupos acadêmicos, mas da sociedade em geral&#8230;</p>
<p>&#8230; bem&#8230;</p>
<p>Pelo menos temos as ferramentas tecnológicas necessárias para nos unir e elas continuam a se desenvolver rapidamente.</p>
<h3>Leituras recomendadas</h3>
<ul>
<li><a title="Visão interessante da propriedade como crime" href="http://www.trezentos.blog.br/?p=2825" target="_blank">Chamado metaprotocooperativo digitofágico</a>: Do blog 300, um referencial em ativismo moderno. Estava nos meus RSS. É extremamente pertinente para qualquer um interessado em cultura digital, ou como tenho chamado, protocultura do conhecimento.</li>
<li><a title="Site em francês do Urban Mobs" href="http://www.urbanmobs.fr/fr/france/" target="_blank">Urban Mobs</a>: representação gráfica das conexões feitas por celular durante mobilizações urbanas.</li>
<li><a title="Site dos artistas e ativistas que usam câmeras de vigilância como veículo de expressão" href="http://www.notbored.org/the-scp.html" target="_blank">The surveillance Camera Players</a>: Ativistas que usam as câmeras de vililância como forma de protesto ou até exercício artístico</li>
<li><a title="Bom texto para entrar no espírito da Internet social brasileira" href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/baixe-o-pdf-do-livro.html" target="_blank">Para entender a Internet</a>: Livro em pdf escrito por alguns precursores na publicação de conteúdo online (blogueiros, escritores de fanfic etc.)</li>
<li><a title="Verbete na Wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pan-%C3%B3ptico" target="_blank">Pan-óptico:</a> Modelo criado por <a title="Verbete na Wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jeremy_Bentham" target="_blank">Jeremy Benthan</a> para presídios e adotado também em auditórios e escolas até hoje. A cultura digital apresentaria em oposição o <a title="Breve post meu descrevendo um evento sin-óptico" href="http://www.roney.com.br/2008/11/23/desconferencia/" target="_blank">sin-óptico</a>.</li>
<li><a title="Texto do filósofo Giles Deleuze traduzido para o português" href="http://www.scribd.com/doc/7253280/DELEUZE-PostScriptum-Soc-Controle" target="_blank">Post-Scriptum sobre as sociedades de controle</a>: texto de Giles Deleuze (frequentemente citado por quem elogia o filme Matrix)</li>
</ul>
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		<item>
		<title>Cultura digital e capitalismo cognitivo 1/14</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 22:27:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciberespaço]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[cibercultura]]></category>
		<category><![CDATA[protocultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje comecei a frequentar o curso acima no Pontão Digital da Eco (UFRJ). Serão 14 aulas durante as quais pretende-se explorar justamente a cultura digital e o capitalismo em uma sociedade cada vez mais centrada no conhecimento e em serviços. &#8230; <a href="http://www.memedecarbono.com.br/memesfera/ciberespaco/cultura-digital-e-capitalismo-cognitivo-114/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje comecei a frequentar o curso acima no <a title="Concentrador de pontos de cultura da UFRJ" href="http://www.pontaodaeco.org" target="_blank">Pontão Digital da Eco</a> (UFRJ). Serão 14 aulas durante as quais pretende-se explorar justamente a cultura digital e o capitalismo em uma sociedade cada vez mais centrada no conhecimento e em serviços.</p>
<p>Naturalmente que não vejo sentido em fazer notas de aula offline onde ninguém mais pode compartilhar do conhecimento e podemos viver sempre a tola ilusão de que estamos certos e somos brilhantes (afinal só nós mesmos e alguns amigos selecionados temos acesso a isso). Portanto provavelmente farei um post para cada aula. Pelo que vi hoje não faltará material ou provocação.</p>
<p>A Ivana Bentes tem um ritimo de raciocínio e de fala que me agrada muito: rápido e aguçado. A turma definitivamente tem paixão o que, já nessa aula inaugural, rendeu pelo menos uma acalorada discussão.</p>
<p>Para muitos ali o curso será um primeiro mergulho na cultura digital que, a propósito, talvez pudéssemos chamar de protocultura do conhecimento com todos os microorganismos característicos das papas primordiais como a que deu origemà vida na Terra.</p>
<p>De um lado estavam alguns dos seres estranhos que já se sentem cidadãos da cultura digital defendendo a liberdade e o aparente caos da Internet e de outro pessoas mais sensatas preocupadas com a exposição de uma civilização formada por um sistema educacional em crise à cacofonia de informações disponíveis online (e nem se falou em privacidade ou anonimato).</p>
<p>Estou entre os seres estranhos que não sabem como vai funcionar, mas que entende que a Internet é apenas o elemento mais recente de algo que vem acontecendo a muito tempo (<a title="Artigo sobre Bertold Brecht" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142007000200017" target="_blank">Bertold Brecht</a> já falava em rádios abertas similares a um Twitter antes da segunda guerra mundial <a title="Textos do professor Marcos Dantas da UERJ" href="http://www.marcosdantas.com.br/textos.htm" target="_blank">dica de Marcos Dantas</a>) e cabe a nós descobrir não como conduzir a ambientação das pessoas a essa cultura (ou protocultura), mas como colaborar com elas.</p>
<p>Parece-me que as opiniões hoje se dividiam em dois grupos: um acredita que deve haver algum preparo fora da Internet para lidar com ela e o outro crê que a Internet é justamente o elemento externo ao sistema antigo onde as pessoas podem (e estão) aprendendo a criar conteúdo, desenvolver senso crítico e criar novos valores e ética.</p>
<p>Outra opinião que me pareceu comum a boa parte dos meus amigos de curso é a preocupação com a <a title="Como manipular pessoas online" href="http://www.memedecarbono.com.br/2009/08/14/como-manipular-pessoas-na-internet/" target="_self">manipulação das pessoas na Internet</a> o que achei curioso pois é justamente o tema do meu post anterior.</p>
<p>A preocupação é que as pessoas em geral entrariam na Internet principalmente para ver o conteúdo dos mesmos veículos que assitem passivamente offline.</p>
<p>Bem, em primeiro lugar já considero que há uma grande diferença entre consumir a novela da Globo passivamente e assistí-la no Youtube acrescentando comentários que outros podem ver.</p>
<p>Em segundo lugar não estou tão certo de que o conteúdo online mais consumido é a réplica do material offline. Basta ver os vídeos virais que normalmente são produções de anônimos ainda que algumas empresas venham fazendo algumas campanhas virais bem sucedidas.</p>
<p>Um caso emblemático que não posso deixar de citar, primeiro porque estou me sentindo agredido pela <a title="Sobre a campanha publicitária do Puma Lift" href="http://upalupa.wordpress.com/2009/08/18/o-que-nao-fazer-numa-campanha-de-midias-sociais/" target="_blank">Puma no caso do Puma Lift</a> e quero saborear a vingança e em parte porque é mais um exemplo de que os poderes antigos offline se esforçam cada vez mais para tentar cooptar as pessoas comuns deixando bem claro que eles reconhecem o poder dessa massa disforme formada &#8220;pelos internautas&#8221; (como se houvesse uma fronteira qualitativa entre humano internauta e não internauta).</p>
<p>Ao sair da aula encontrei com a @<a title="Perfil da Oona no Twitter" href="http://twitter.com/oonacastro" target="_blank">oonacastro</a> (do <a title="Site sobre cultura alternativa" href="http://www.overmundo.com.br" target="_blank">Overmundo</a>) que estava prestes a mediar um debate entre o Marcos Dantas (linkado mais acima) e o Diogo Moysés sobre o <a title="Chamada para o debate" href="http://www.overmundo.com.br/agenda/sistemas-publicos-de-comunicacao-em-debate-na-ufrj" target="_blank">sistema público de comunicação no Brasil</a> aproveitando o lançamento de um <a title="Resenha do livro e link para download" href="http://www.intervozes.org.br/publicacoes/livros/sistemas-publicos-de-comunicacao-no-mundo-a-experiencia-de-doze-paises-e-o-caso-brasileiro-1/" target="_blank">livro sobre o sistema público de comunicação em 12 países</a> (disponivel para download no link).</p>
<p>Foi uma ótima oportunidade saltar direto da protocultura do conhecimento para um debate sobre a tentativa de oferecer à população um instrumento talvez ultrapassado como a TV.</p>
<p>Durante o debate ficou clara a preocupação com a regulamentação das comunicações que, afinal, são todas um serviço público (telefone, rádio, televisão e&#8230; Internet).</p>
<p>Acontece que na Internet convivem lado a lado o cidadão comum que a habita como se fosse praça, rua ou sala de estar da sua casa e os velhos poderes (religioso, político e corporativo).</p>
<p>Para Marcos Dantas não podemos aceitar que empresas como a Sky oferecem serviços de comunicação à margem da lei já que não há regulamentação para esse tipo de transmissão. Concordo com ele.</p>
<p>No entanto será que é o governo que nos garantirá essa regulamentação? Vale notar que ele, Marcos Dantas, aparentemente não mergulhou na tal protocultura e portanto não percebe que até o momento o que acontece é que o cidadão comum é vítima online dos ataques dos poderes que deveriam regulamentar as comunicações.</p>
<p>Mesmo sabendo que é uma visão utópica (no sentido de objetivo que só pode ser alcançado depois de uma sequência não definida de etapas) atualmente prefiro acreditar em um modelo novo de democracia onde o próprio cidadão é o orgão regulador e o governo cumpre apenas suas tarefas administrativas sob a vigilância de uma sociedade que tudo vê através dos olhos online que se aglutinam rapidamente aos olhos offline e solitários.</p>
<p>Leituras recomendadas pela Ivana:</p>
<ul>
<li><a title="Como viabilizar economicamente a gratuidade?" href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/383820.shtml" target="_blank">Inventar a Gratuidade</a></li>
<li><a title="Livro em pdf" href="http://www.livros.karlabrunet.com/pdf/livro_submidialogia3.pdf" target="_blank">Apropriações tecnológicas</a></li>
</ul>
<p>P.S.: Já ia esquecendo que lembrei de dois vídeos bem ilustrativos durante a aula da Ivana:</p>
<ul>
<li><a title="Mais opções nos dão mais liberdade?" href="http://www.ted.com/talks/lang/eng/barry_schwartz_on_the_paradox_of_choice.html" target="_blank">O Paradoxo da Escolha</a> (Inglês)</li>
<li>Luli Radfahrer sobre a <a title="Palestra em português" href="http://videolog.uol.com.br/video.php?id=389425" target="_blank">escola no século XXI</a>: Palestra no terceiro Descolagem</li>
</ul>
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