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	<title>Comments on: Livros na era digital</title>
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	<description>Os átomos e ideias que constroem a consciência</description>
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		<title>By: Roney</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/cultura/livros-na-era-digital/comment-page-1/#comment-1095</link>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 20:41:18 +0000</pubDate>
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		<description>Oi Vinícius! Obrigado pela opinião!

Eu acho que há um certo senso comum de que os humanos são imorais e não pagarão por livros digitais e por isso editoras e autores tem medo de vender livros em outro meio que não seja papel e tinta.

Isso, naturalmente, é uma tolice e creio que é bem capaz das editoras passarem por uma grande onda de falências quando acontecer com os livros o que já aconteceu com a música onde a maior loja do mundo já é o iTunes da Apple.

Pelo menos algumas empresas como a Cultura estão investindo também em livros digitais.

É bom que haja muitos concorrentes em qualquer mercado e espero que as editoras se adaptem e sobrevivam.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Vinícius! Obrigado pela opinião!</p>
<p>Eu acho que há um certo senso comum de que os humanos são imorais e não pagarão por livros digitais e por isso editoras e autores tem medo de vender livros em outro meio que não seja papel e tinta.</p>
<p>Isso, naturalmente, é uma tolice e creio que é bem capaz das editoras passarem por uma grande onda de falências quando acontecer com os livros o que já aconteceu com a música onde a maior loja do mundo já é o iTunes da Apple.</p>
<p>Pelo menos algumas empresas como a Cultura estão investindo também em livros digitais.</p>
<p>É bom que haja muitos concorrentes em qualquer mercado e espero que as editoras se adaptem e sobrevivam.</p>
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		<title>By: Vinicius</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/cultura/livros-na-era-digital/comment-page-1/#comment-1094</link>
		<dc:creator>Vinicius</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 20:08:24 +0000</pubDate>
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		<description>Sou aluno do SENAC, estou fazendo um projeto onde criei uma empresa para a venda de livros digitais, andei pesquisando bastante e vi que ainda ha um certo receio com o livro digital, e uma grande falta de interesse das editoras e dos escritores. Acho que esta na hora de todos reverem os seus conceitos e talves mudar de opinião.

Abraço!!!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sou aluno do SENAC, estou fazendo um projeto onde criei uma empresa para a venda de livros digitais, andei pesquisando bastante e vi que ainda ha um certo receio com o livro digital, e uma grande falta de interesse das editoras e dos escritores. Acho que esta na hora de todos reverem os seus conceitos e talves mudar de opinião.</p>
<p>Abraço!!!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Carolina Vigna-Maru</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/cultura/livros-na-era-digital/comment-page-1/#comment-328</link>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Maru</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 21:27:52 +0000</pubDate>
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		<description>Meu caro,

&lt;i&gt;O que eu não sei responder é como os editores vão lidar com o vasto universo de novos escritores.

Como reconhecer os bons?

Como instruir novos escritores frequentemente arrogantes (no sentido de não admitirem interferencia), uma característica da cibercultura?&lt;/i&gt;

Vc acaba de tocar, finalmente, no centro do problema. É esta a grande questão. Pouco importa se em papel, elétron ou ar.

Agora, em uma coisa nós concordamos: &lt;b&gt;só sobrevive quem se adapta&lt;/b&gt;.

Bjins</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Meu caro,</p>
<p><i>O que eu não sei responder é como os editores vão lidar com o vasto universo de novos escritores.</p>
<p>Como reconhecer os bons?</p>
<p>Como instruir novos escritores frequentemente arrogantes (no sentido de não admitirem interferencia), uma característica da cibercultura?</i></p>
<p>Vc acaba de tocar, finalmente, no centro do problema. É esta a grande questão. Pouco importa se em papel, elétron ou ar.</p>
<p>Agora, em uma coisa nós concordamos: <b>só sobrevive quem se adapta</b>.</p>
<p>Bjins</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Roney</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/cultura/livros-na-era-digital/comment-page-1/#comment-327</link>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 19:59:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.memedecarbono.com.br/?p=424#comment-327</guid>
		<description>A limitação padrão é essa: o reply do reply ao reply ;-)

Vou reler o que escrevi...

Falei muito pouco sobre as editoras por não conhecer a fundo o trabalho delas e andar descrente depois da atenção que elas dão para a auto-ajuda, Paulo Coelho e J.K. Rowling enquanto certamente tem gente boa sendo esquecida... É como eu disse no post:

&quot;É possível também que as editoras passem a privilegiar os autores que obtiverem sucesso na meritocracia online passando a ignorar a intuição e bom senso dos seus editores.&quot;

Outra coisa que eu disse é:

&quot;Ganham as editoras que se adaptarem e deixarem de vender papel e tinta passando a interagir com aspirantes a escritores e leitores&quot;

Que é o que vc está falando. As editoras precisam escutar vc urgentemente!!

Vc me fez perceber que os livros de papel para crianças também devem sobreviver, tinha esquecido deles.

O que eu não sei responder é como os editores vão lidar com o vasto universo de novos escritores.

Como reconhecer os bons?

Como instruir novos escritores frequentemente arrogantes (no sentido de não admitirem interferencia), uma característica da cibercultura?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A limitação padrão é essa: o reply do reply ao reply <img src='http://www.memedecarbono.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Vou reler o que escrevi&#8230;</p>
<p>Falei muito pouco sobre as editoras por não conhecer a fundo o trabalho delas e andar descrente depois da atenção que elas dão para a auto-ajuda, Paulo Coelho e J.K. Rowling enquanto certamente tem gente boa sendo esquecida&#8230; É como eu disse no post:</p>
<p>&#8220;É possível também que as editoras passem a privilegiar os autores que obtiverem sucesso na meritocracia online passando a ignorar a intuição e bom senso dos seus editores.&#8221;</p>
<p>Outra coisa que eu disse é:</p>
<p>&#8220;Ganham as editoras que se adaptarem e deixarem de vender papel e tinta passando a interagir com aspirantes a escritores e leitores&#8221;</p>
<p>Que é o que vc está falando. As editoras precisam escutar vc urgentemente!!</p>
<p>Vc me fez perceber que os livros de papel para crianças também devem sobreviver, tinha esquecido deles.</p>
<p>O que eu não sei responder é como os editores vão lidar com o vasto universo de novos escritores.</p>
<p>Como reconhecer os bons?</p>
<p>Como instruir novos escritores frequentemente arrogantes (no sentido de não admitirem interferencia), uma característica da cibercultura?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Carolina Vigna-Maru</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/cultura/livros-na-era-digital/comment-page-1/#comment-326</link>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Maru</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 17:02:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.memedecarbono.com.br/?p=424#comment-326</guid>
		<description>não consegui dar reply ao seu reply ao meu reply. :D

oh, sim. Existe uma lacuna enoooorme. O mercado editorial é muito orgânico (eu sei que às vezes parece que não, mas é, juro) e existem muitas, muitas lacunas. Não só esta.

Agora acredite, considerando que 40% do preço de capa do livro é papel e distribuição, os editores querem mais do que os leitores uma solução para esta questão. 

Só não acho certo você reduzir uma problemática bastante complexa a &quot;O que está em jogo é o fim do livro de papel, não do livro&quot;. Não, não é, não. O papel é só um veículo e nem importa tanto assim. Nem pra gente que vive online e nem pro editor retrógrado. Este mesmo editor retrógrado tenta audiobooks, por exemplo. O editor (os bons, pelo menos) se preocupam com o conteúdo acima de qualquer outro aspecto.

Então, o que está em jogo é uma educação do leitor online -- assim como foi necessária na época de Gutenberg e tantas outras -- para que ele saiba o valor (que eu espero que você concorde comigo que existe) do trabalho destes profissionais envolvidos no processo: editor, revisor, copidesque, diagramador, designer, etc, etc).

Paradoxalmente, eu não acredito que esta &quot;educação&quot; aconteça sem passarmos por um período de pirataria, de qualquer-coisa-vale e de falta de discernimento entre o joio e o trigo. É esta fase em que estamos agora e, é por este motivo e nenhum outro, que você não vê iniciativas dos editores no sentido de um i-books da vida. O que existe é mal feito, mal trabalhado, cheio de erros e de conteúdo duvidoso. COM A EXCEÇÃO DOS BLOGS, mas este é um outro tipo de mídia e não é disso que estamos falando.

Enfim, só acho -- mentira, tenho certeza (não &quot;acho&quot;) -- que a questão é muito mais complexa do que você colocou.

Você, a meu ver - IMHO -, cometeu o mesmo pecado do Fantastico: fez uma análise superficial não-investigativa de um tema que você não domina.

Sorry.

Bjins</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>não consegui dar reply ao seu reply ao meu reply. <img src='http://www.memedecarbono.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>oh, sim. Existe uma lacuna enoooorme. O mercado editorial é muito orgânico (eu sei que às vezes parece que não, mas é, juro) e existem muitas, muitas lacunas. Não só esta.</p>
<p>Agora acredite, considerando que 40% do preço de capa do livro é papel e distribuição, os editores querem mais do que os leitores uma solução para esta questão. </p>
<p>Só não acho certo você reduzir uma problemática bastante complexa a &#8220;O que está em jogo é o fim do livro de papel, não do livro&#8221;. Não, não é, não. O papel é só um veículo e nem importa tanto assim. Nem pra gente que vive online e nem pro editor retrógrado. Este mesmo editor retrógrado tenta audiobooks, por exemplo. O editor (os bons, pelo menos) se preocupam com o conteúdo acima de qualquer outro aspecto.</p>
<p>Então, o que está em jogo é uma educação do leitor online &#8212; assim como foi necessária na época de Gutenberg e tantas outras &#8212; para que ele saiba o valor (que eu espero que você concorde comigo que existe) do trabalho destes profissionais envolvidos no processo: editor, revisor, copidesque, diagramador, designer, etc, etc).</p>
<p>Paradoxalmente, eu não acredito que esta &#8220;educação&#8221; aconteça sem passarmos por um período de pirataria, de qualquer-coisa-vale e de falta de discernimento entre o joio e o trigo. É esta fase em que estamos agora e, é por este motivo e nenhum outro, que você não vê iniciativas dos editores no sentido de um i-books da vida. O que existe é mal feito, mal trabalhado, cheio de erros e de conteúdo duvidoso. COM A EXCEÇÃO DOS BLOGS, mas este é um outro tipo de mídia e não é disso que estamos falando.</p>
<p>Enfim, só acho &#8212; mentira, tenho certeza (não &#8220;acho&#8221;) &#8212; que a questão é muito mais complexa do que você colocou.</p>
<p>Você, a meu ver &#8211; IMHO -, cometeu o mesmo pecado do Fantastico: fez uma análise superficial não-investigativa de um tema que você não domina.</p>
<p>Sorry.</p>
<p>Bjins</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Roney</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/cultura/livros-na-era-digital/comment-page-1/#comment-325</link>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 12:03:43 +0000</pubDate>
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		<description>A idéia seria fazer exatamente o que é feito nos livros de papel só que com livros digitais que seriam vendidos como os de papel para pagar a galera.

Até agora a maioria das editoras que tenho visto ou insistem em vender papel ou em imprimir os livros sem crivo (lulu.com). Só a Amazon está vendendo livros digitais tomando emprestado o crivo de algumas editoras.

Creio que há uma lacuna ai para ser preenchida por alguém...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A idéia seria fazer exatamente o que é feito nos livros de papel só que com livros digitais que seriam vendidos como os de papel para pagar a galera.</p>
<p>Até agora a maioria das editoras que tenho visto ou insistem em vender papel ou em imprimir os livros sem crivo (lulu.com). Só a Amazon está vendendo livros digitais tomando emprestado o crivo de algumas editoras.</p>
<p>Creio que há uma lacuna ai para ser preenchida por alguém&#8230;</p>
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	<item>
		<title>By: Carolina Vigna-Maru</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/cultura/livros-na-era-digital/comment-page-1/#comment-324</link>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Maru</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 11:11:08 +0000</pubDate>
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		<description>Não é apenas uma questão de crivo, tanto que o que é bom para uma editora não necessariamente o é para outra. É também o trabalho com o texto. Desde os mais óbvios (revisões e trabalhos gráficos) até o de posicionamento (incluindo online), mídia, etc.

Você coloca o editor como um vendedor de papel e não é isso. O que está em jogo não é o fim do papel. Até porque para uma parcela significativa o papel não vai acabar (refiro-me aos livros infanto, em que a leitura necessita de um suporte analógico dentro do aprendizado infantil).

Quando falo em crivo na verdade repito um termo aprendido no MBA de Indústria do Livro, mas é mais do que uma simples seleção ou um page rank inteligente. A função do editor não é passiva. Ele trabalha o texto junto com o autor, mexe, sugere, critica, constrói.

É claro que o mercado está em transformação e ninguém sabe direito para onde vai. Uma coisa eu tenho certeza: até porque a quantidade de dinheiro envolvida não é grande, os editores são mais &quot;leves&quot; para mudar do que a indústria fonográfica e se adaptam mais rapidamente.

A grande questão não é o como fazer ou onde ou em que mídia mas como remunerar o autor, por exemplo. Ou o ilustrador, ou o revisor, ou o copidesque, ou.. ah, você entendeu. Produção literária para ser uma produção literária e não apenas um lixo qualquer jogado de qualquer maneira em qualquer lugar é um trabalho de equipe e dá trabalho. Pergunte à sua esposa se ela topa trabalhar de graça (se topar eu sou a primeira da fila!!). Ela precisa ser remunerada e os textos precisam do trabalho dela.

A coisa não é tão simples assim e as editoras não estão no ramo de reciclagem de papel. As editoras fazem outra coisa...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não é apenas uma questão de crivo, tanto que o que é bom para uma editora não necessariamente o é para outra. É também o trabalho com o texto. Desde os mais óbvios (revisões e trabalhos gráficos) até o de posicionamento (incluindo online), mídia, etc.</p>
<p>Você coloca o editor como um vendedor de papel e não é isso. O que está em jogo não é o fim do papel. Até porque para uma parcela significativa o papel não vai acabar (refiro-me aos livros infanto, em que a leitura necessita de um suporte analógico dentro do aprendizado infantil).</p>
<p>Quando falo em crivo na verdade repito um termo aprendido no MBA de Indústria do Livro, mas é mais do que uma simples seleção ou um page rank inteligente. A função do editor não é passiva. Ele trabalha o texto junto com o autor, mexe, sugere, critica, constrói.</p>
<p>É claro que o mercado está em transformação e ninguém sabe direito para onde vai. Uma coisa eu tenho certeza: até porque a quantidade de dinheiro envolvida não é grande, os editores são mais &#8220;leves&#8221; para mudar do que a indústria fonográfica e se adaptam mais rapidamente.</p>
<p>A grande questão não é o como fazer ou onde ou em que mídia mas como remunerar o autor, por exemplo. Ou o ilustrador, ou o revisor, ou o copidesque, ou.. ah, você entendeu. Produção literária para ser uma produção literária e não apenas um lixo qualquer jogado de qualquer maneira em qualquer lugar é um trabalho de equipe e dá trabalho. Pergunte à sua esposa se ela topa trabalhar de graça (se topar eu sou a primeira da fila!!). Ela precisa ser remunerada e os textos precisam do trabalho dela.</p>
<p>A coisa não é tão simples assim e as editoras não estão no ramo de reciclagem de papel. As editoras fazem outra coisa&#8230;</p>
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	<item>
		<title>By: Roney</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/cultura/livros-na-era-digital/comment-page-1/#comment-323</link>
		<dc:creator>Roney</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 00:15:07 +0000</pubDate>
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		<description>Não é verdade que não é verdade! ;-) É bom ver que estamos discordando de novo! ;-)

Lendo seu comentário me deu um estalo meio óbvio que talvez todo mundo tenha pensado antes de mim (e eu não li).

&quot;O papel da editora/editor é o de crivo, o de seleção e trabalho do texto.&quot;

Os editores modernos até onde percebo atrelam seu crivo à venda de livros de papel assim como a indústria fonográfica pensa que é indústria CDgráfica.

Até agora eu vinha pensando no fim dos editores que seriam substituídos como foram na Amazon.

Agora me ocorreu que o editor do século XXI pode ser um tipo de iTunes. Ele pode vascular a imensidão de produções literárias online recolhendo e disponibilizando em seu site apenas as que passam em seu crivo.

Se ele fizer isso os leitores recorrerão a ele e não ao Google onde o crivo é dado pelo Page Rank, ou seja, pela opinião de pessoas comuns, não editoras.

A idéia está lançada! Se for um bom caminho o primeiro que pegar ficará rico! Não serei eu pois não acho que tenha esse crivo...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não é verdade que não é verdade! <img src='http://www.memedecarbono.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' />  É bom ver que estamos discordando de novo! <img src='http://www.memedecarbono.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Lendo seu comentário me deu um estalo meio óbvio que talvez todo mundo tenha pensado antes de mim (e eu não li).</p>
<p>&#8220;O papel da editora/editor é o de crivo, o de seleção e trabalho do texto.&#8221;</p>
<p>Os editores modernos até onde percebo atrelam seu crivo à venda de livros de papel assim como a indústria fonográfica pensa que é indústria CDgráfica.</p>
<p>Até agora eu vinha pensando no fim dos editores que seriam substituídos como foram na Amazon.</p>
<p>Agora me ocorreu que o editor do século XXI pode ser um tipo de iTunes. Ele pode vascular a imensidão de produções literárias online recolhendo e disponibilizando em seu site apenas as que passam em seu crivo.</p>
<p>Se ele fizer isso os leitores recorrerão a ele e não ao Google onde o crivo é dado pelo Page Rank, ou seja, pela opinião de pessoas comuns, não editoras.</p>
<p>A idéia está lançada! Se for um bom caminho o primeiro que pegar ficará rico! Não serei eu pois não acho que tenha esse crivo&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Carolina Vigna-Maru</title>
		<link>http://www.memedecarbono.com.br/cultura/livros-na-era-digital/comment-page-1/#comment-321</link>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Maru</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 11:54:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.memedecarbono.com.br/?p=424#comment-321</guid>
		<description>&lt;i&gt;“O que está em jogo é o fim do livro de papel, não do livro”&lt;/i&gt;

Não é verdade. O papel da editora/editor é o de crivo, o de seleção e trabalho do texto. Qualquer idiota publica qualquer coisa, inclusive no papel. Os bureaus e print on demand prestam serviços ótimos e de fácil acesso. O publicar na era digital significa publicar numa era em que existe uma falência total da cultura, onde tudo é fácil mas não é absorvido, não é entendido, compreendido. Vivemos uma era da informação mas não uma era da formação. É este o real dilema dos “fazedores de livro” (independente em que posição estão nesta linha produtiva).

O que está em jogo não é o papel. Nunca foi. Antes da internet tivemos a TV e antes dela o rádio. O livro impresso/editado não acaba porque o leitor precisa (e merece) este crivo, este olhar especializado sobre um texto.

Engana-se quem pensa que a internet ameaça o livro. Não ameaça, fortalece. Assim como o download de mp3 fortalece a indústria musical (já está comprovado, inclusive, que quem baixa música compra 10 vezes mais). A internet forma leitores.

Um coisa eu concordo contigo: &lt;b&gt;vence quem se adapta&lt;/b&gt;.

O editor não deve temer a internet. O (bom) editor deve entender a internet e nela buscar uma formação de leitores com mais poder e penetração que qualquer programa de governo.

Agora...  A questão não é se é em papel, pedra, xilogravura, elétrons, areia... A questão é este hiato que estamos vivendo entre a oferta de informação e a formação do saber.

Beijinhos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><i>“O que está em jogo é o fim do livro de papel, não do livro”</i></p>
<p>Não é verdade. O papel da editora/editor é o de crivo, o de seleção e trabalho do texto. Qualquer idiota publica qualquer coisa, inclusive no papel. Os bureaus e print on demand prestam serviços ótimos e de fácil acesso. O publicar na era digital significa publicar numa era em que existe uma falência total da cultura, onde tudo é fácil mas não é absorvido, não é entendido, compreendido. Vivemos uma era da informação mas não uma era da formação. É este o real dilema dos “fazedores de livro” (independente em que posição estão nesta linha produtiva).</p>
<p>O que está em jogo não é o papel. Nunca foi. Antes da internet tivemos a TV e antes dela o rádio. O livro impresso/editado não acaba porque o leitor precisa (e merece) este crivo, este olhar especializado sobre um texto.</p>
<p>Engana-se quem pensa que a internet ameaça o livro. Não ameaça, fortalece. Assim como o download de mp3 fortalece a indústria musical (já está comprovado, inclusive, que quem baixa música compra 10 vezes mais). A internet forma leitores.</p>
<p>Um coisa eu concordo contigo: <b>vence quem se adapta</b>.</p>
<p>O editor não deve temer a internet. O (bom) editor deve entender a internet e nela buscar uma formação de leitores com mais poder e penetração que qualquer programa de governo.</p>
<p>Agora&#8230;  A questão não é se é em papel, pedra, xilogravura, elétrons, areia&#8230; A questão é este hiato que estamos vivendo entre a oferta de informação e a formação do saber.</p>
<p>Beijinhos.</p>
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