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Wolfram Alpha – Um buscador que pensa

Tuesday, June 9th, 2009

O Wolfram Alpha é uma inteligência artificial[bb] desenvolvida para ler recolher informação da Internet e calcular respostas.

Apesar dele definitivamente não ser um buscador como o Google creio que esse é o ponto de partida inevitável para tentar explicá-lo.

Quando queremos nos informar sobre alguma coisa nós vamos ao Google buscar dados. Digitamos as palavras chave que imaginamos que estarão em um texto com os dados que precisamos e torcemos para achar algo que, além de dados, nos entregue algumas informações.

Digamos por exemplo que queremos fazer uma pesquisa sobre a água disponível na Terra[bb]. Podemos entrar no Google e perguntar volume água terra.

O Google é mesmo incrível e as três primeiras ocorrências contém respostas para nossa pergunta, mas a primeira tem uma resposta errada… 100o vezes errada.

Cabe a nós que estamos pesquisando reconhecer que site tem a informação mais correta (1.4087 bilhões de Km³ considerando apenas os oceanos).

E se decidirmos fazer algumas comparações interessantes como calcular o peso dessa água toda, comparar com o volume de água doce ou calcular quantas Phobos (lua de Marte) podemos encher com nossa água potável?

Serão horas de pesquisas e cálculos.

E se algum robô fosse capaz de recolher todo conhecimento humano e nos permitisse fazer perguntas como:

  • total water in earth – ele avisa que está assumindo que nos referimos a lagos e rios e nos responde: 100 mil Km cúbicos, uma esfera de 29Km de raio ou um cubo de 50Km de lado entre algumas outras comparações.
  • Total water in oceans – temos 1,4 trilhão de Km cúbicos.
  • Já que o volume de água potável é irrelevante vejamos quanto pesa a água dos oceanos (weight 1.4×10^9 km3 of water): 1,4 quintilhão de toneladas. (tente descobrir isso no Google)
  • Phobos – Ele avisa que está assumindo que nos referimos à lua de Marte e nos fornece uma série de informações sobre ela, mas queremos apenas saber o volume de Phobos: certo, 5730 Km cúbicos.
  • E quantas luas Phobos podemos encher com nossos mares? total water in oceans/phobos volume = 240.000 (na verdade há um pequeno erro, seriam 244.328,098)

Essa é apenas uma amostra, o Wolfram pode compreender perguntas mais complexas:

O mais interessante no Wolfram é que ele não é um banco de dados[bb] ou uma calculadora esperta.

Para gerar seus resultados ele realmente analisa semanticamente[bb] nossas perguntas para saber o que queremos, pesquisa na Internet, lê os sites que encontra, identifica os dados necessários e, além de fazer o cálculo que pedimos apresenta várias outras informações que podem ser úteis.

No final de cada consulta há um link onde você pode ver as fontes que ele estudou para calcular sua pergunta, tente por exemplo comparar Brasil e Argentina.

Apesar disso tudo o Wolfram Alpha ainda é muito jovem e tem algumas falhas como vemos ao dividir (total water in oceans)/(total water in earth) e obter 10 mil em vez de 14 mil.

O próprio criador (Stephen Wolfram, criador do Mathematica[bb]) afirma que se trata de um projeto de longo prazo ainda em seus passos iniciais, mas já é uma ferramenta tão impressionante quanto útil!

Internet, privacidade, solidão, socialização

Saturday, March 14th, 2009

Estava lendo um artigo sobre o Twitter que foi publicado hoje na revista Época e fui percebendo mais uma vez como poucos analistas entendem a Internet e a cultura do século XXI fortemente influenciada pela cibercultura.

Na matéria fala-se na perda de privacidade, da capacidade de estar sozinho e na sobrecarga de informações como se fossem indesijáveis e impostas de cima para baixo. Não são.

É claro que estamos em um período de transição (creio que o maior nos últimos 5 mil anos) e há um desequilíbrio e caos associado a isso.

Realmente muita gente se expõe demais na rede, se sente obrigada a absorver ou repassar dados e informações, mas isso é parte do período de adaptação.

Privacidade

A ameaça a nossa privacidade não está no Orkut,  Facebook, Twitter ou qualquer outro serviço onde decidimos o que vamos publicar. Isso é tão óbvio que me recuso a comentar, são lugares onde decidimos o que publicar.

Existem ameaças a nossa privacidade online sim, principalmente quando governos e outros antigos monopólios da informação tentam implantar uma vigilância suspeita sobre todos que se conectam à rede. Leia o alerta geral do Sérgio Amadeu, mande email para os deputados da sua região e assinem a petição contra a lei Azeredo.

Tim Berners-Lee, o cara que criou a Web há 20 anos, nos fala em outro tipo de risco para a privacidade.

De um lado é bom que certas informações da nossa vida privada estejam online como a nossa posição física e nossa agenda pois isso permitirá a criação de sistemas que tornarão mais fácil e eficiente marcar uma consulta médica ou um almoço com os amigos. No entanto é necessários desenvolver formas seguras de manter essas informações e definir quem e como pode usá-las.

Este é um problema a ser resolvido nos próximos 5 anos.

Neste exato momento a questão da privacidade se resume a doi pontos:

  • Aprender o que e como desejamos compartilhar
  • Ficarmos atentos às tentativas de cercear nossa liberdade de expressão como a lei Azeredo.

Sobrecarga de informação

Esse não é um problema criado pela Internet ou pela cibercultura, na verdade elas são ferramentas para solucioná-lo.

A origem da sobrecarga de informação está na migração da economia de produção de átomos (tomando emprestada a expressão usada no livro What Would Google Do de Jeff Jarvis) para a economia de serviços que produz justamente informação e conhecimento a partir de uma chuva de dados. E provavelmente foi a necessidade de criar uma sociedade do conhecimento que nos fez criar os computadores desde o início e não o contrário.

Já que este post começou com um artigo sobre o Twitter falemos nele.

No Twitter você escolhe quem quer seguir. Você deliberadamente observa o que cada pessoa fala e decide receber em seu celular, laptop, netbook ou desktop tudo que ela fala.

Seu twitter será um fluxo constante de notícias, trivialidades, ciência, filosofia, dicas de saúde ou lista de coisas a fazer para se divertir, tudo depende de quem você decidir seguir.

Twitter é filtro de informação.

Ao abrir a revista Caras voce fica sabendo que aquela atriz que não tem qualquer ligação com sua vida pintou as unhas! Ao abrir o Twitter você fica sabendo que seu amigo gostou daquele restaurante onde você nunca foi ou que um grupo de amigos vai ao cinema daqui a pouco.

Onde está a informação relevante e a irrelevante?

Enquanto isso a cibercultura é o caldeirão onde as pessoas desenvolvem novas formas de ler e aprender a filtrar o que importa e não importa.

Aprender a lidar com a sobrecarga de informação é uma das qualidades que o humano do século XXI terá que dominar para poder atuar em uma economia de serviços, informações, conhecimento e sabedoria (conceito bem defendido por Carlos Nepomuceno).

Solidão

Estar só é bom?

É necessário que nossa companhia seja boa para nós mesmos e a capacidade de estar feliz apenas com as próprias memórias e pensamentos é realmente importante, mas isso não é “oportunidade de estar sozinho”. Ontem mesmo estive em um aniversário onde decidi ficar sozinho me alegrando com a alegria geral por alguns minutos.

Quando falam em oportuniade de estar só talvez estejam falando realmente em ter um tempo pessoal como se fala na Inglaterra. Isso não é impedido pela Rede. Basta desconectar. Mesmo que esteja em meio a uma multidão.

Quanto à solidão…

Internet, Twitter e outras redes sociais não impedem a solidão. Sempre estivemos sós mesmo em meio à multidão pois podíamos ver seus rostos, ouvir suas vozes, mas suas consciências poderiam estar fechadas para nós.

Ao ter os blogs e páginas pessoais das pessoas em redes sociais temos oportunidade de compartilhar e conhecer facetas que antes ficavam ocultas por anos.

Não faz muito tempo uma amiga (@viva_) comentou que as amizades offline com pessoas online são mais profundas. Ela está certíssima.

O relacionamento offline está limitado pelo tempo. A comunicação por voz é muito mais lenta do que a feita por meio escrito.

A maior parte do nosso registro online é escrito ou fotográfico o que permite um fluxo muito mais veloz de absorção e quando nos encontramos pessoalmente podemos aproveitar muito melhor a comunicação oral pois já conhecemos boa parte das opiniões um do outro.

A internet veio diluir a síndrome da solidão instituída pelo império da televisão e da grande mídia.

A Internet é a solução dos males da humanidade?

Os livros foram a solução dos males da humanidade? A democracia foi? A religiãofoi? A mídia foi?

A cada passo produzimos soluções e novos problemas. Novas culturas e tecnologias são criadas para resolver problemas, mas naturalmente inserem outros.

Lidar com os problemas da Internet e da cibercultura não será fácil. Muitos de nós já estão sob profundo estresse ou mesmo riscos mais concretos por ter tido sua privacidade exposta, mas provavelmente trata-se de um caminho inevitável e teremos que aprender a lidar com ele procurando maximizar suas qualidades e minimizar seus desafios.

Enviar por email ou criar um blog?

Monday, March 2nd, 2009

jornalismo_online“Você pode anexar um documento a um email? Então você pode publicar um blog com imagens”

- Mark Briggs

Ao receber por email um apelo, uma informação ou uma denúncia a pior coisa a fazer é repassá-lo para os amigos, mas transformar o assunto em um post pode mudar a sua vida e o mundo de formas surpreendentes.

Recebemos em nossas caixas postais dezenas ou mesmo centenas de mensagens por semana com assuntos que parecem interessantes ou importantes.

Nós absorvemos e repassamos esse enorme volume de informação por achar que seria impossível nos aprofundarmos em cada uma delas no escasso tempo que temos entre o trânsito, o jantar e poucas horas de sono. Além do mais a maioria dessas mensagens não aliviam nosso estresse, muito pelo contrário! É natural o impulso de passar adiante como se fosse uma batata quente.

O que acontece é que praticamente 100% dessas mensagens podem ser descartadas depois de uma busca de 15 segundos no Google: quase todas são falsas ou caducaram.

Pense no seu alívio e no alívio dos seus amigos ao notar que quase 100% da sobrecarga de informação em nossos emails podem ser descartados devolvendo a sua caixa postal o caráter pessoal e o calor humano?

Essa é a primeira grande mudança!

Depois de algum tempo ao ler a primeira linha de uma mensagem você saberá que pode descartá-la. Talvez você escreva um post como esse em seu blog e passe para o seu amigo o link para que ele também possa adotar essa nova cultura!

Se você não perceber de imediato se a notícia é real ou não sugiro seguir esses critérios:

  • A mensagem cita as datas (com ano), nomes das pessoas e lugares?
  • Há uma sugestão de como resolver o problema ou evitá-lo? (sem isso trata-se de terrorismo e não de utilidade pública)
  • Contém link para um site confiável com a notícia original ou onde as pessoas se reúnem para compartilhar informações?

Se a mensagem não passar nesses critérios e você não tiver tempo para pesquisar o melhor a fazer é passar para o remetente o tal link para o seu post similar a esse e apagar a mensagem.

Algumas mensagens serão verdadeiras e ainda não terão caducado e é ai que você terá que decidir:

Envio por email ou publico em um blog?

Se o assunto do email não é pessoal, se é de interesse público, a resposta sempre será: publique em um blog.

Um blog com pouquíssimo acesso recebe atualmente em torno de 600 visitantes únicos por mês. São facilmente mais de 6 mil pessoas por ano. É como se você repassasse seu email para 6 mil pessoas. Todo ano!

Além disso em um blog o texto da mensagem está vivo! Você pode voltar a ele para acrescentar ou corrigir alguma informação.

Você pode estar pensando que não tem tempo para fazer um blog ou que um blog é coisa de criança. Nem um, nem outro.

Se o assunto é realmente importante (e lembre-se que quase 100% do que recebemos por email pode ser descartado) então é porque vale a pena dedicar 15 ou 20 minutos para conhecê-lo melhor e escrever sobre ele. Se não vale esse esforço então não é importante: apague a mensagem e siga em frente!

Saramago (um dos maiores escritores vivos) tem um blog. Creio que isso me poupa te ter que escrever agora um post mostrando que blogs podem ser coisas muito sérias.

Como faço um blog?

Provavelmente todos os programas que você usa no seu computador são mais complexos do que um blog. Você só precisa do primeiro empurrão.

Entre agora em http://wordpress.com ou em http://blogger.com e siga as instruções. Ambos são em Português e provavelmente você estará escrevendo seu primeiro post em 5 ou 10 minutos.

Não é necessário instalar nada em seu computador. Tudo que você precisa estará na tela do seu navegador, seja ele um moderno Firefox ou o velho Internet Explorer que vem em todo Windows.

Você também pode dar uma olhada na tradução para o português feita por Carlos Castilho do livro em PDF Jornalismo 2.0 como sobreviver e prosperar de Mark Briggs (da Uiniversidade do Texas). Ele é voltado a jornalistas que precisam conhecer a Internet, mas serve para todos nós.

Como devo escrever em um blog?

Prepare-se para a segunda grande mudança em sua vida e no mundo…

O blog é seu e você pode escrever o que bem entender, podem ser poemas, crônicas reais ou fictícias, mas se você está escrevendo um blog porque sente que precisa fazer algo quando recebe aquelas mensagens em seu email então você deve escrever posts jornalísticos.

É claro que você não é um jornalista (a menos que você na verdade realmente tenha se formado em jornalismo então fique a vontade para deixar alguma sugestão nos comentários). Eu também não sou. No entanto é possível listar rapidamente alguns dos pontos essenciais que devemos observar ao escrever com aspirações jornalísticas.

  • Primeiro parágrafo: procure dar um resumo da notícia, algo como “Atenção para as bandeiras dos postos de gasolina pois há postos pirata usando símbolos que parecem, mas não são, das grandes distribuidoras”. Esse primeiro parágrafo é chamado de LEAD.
  • Nos parágrafos seguintes procure responder:
    • O quê?
    • Como?
    • Quando?
    • Onde?
    • Porquê?

E se você já tiver o link para um artigo jornalístico apenas dê a sua opinião sobre o assunto e indique o link para o artigo para que os seus leitores possam ir lá se informar.

Escrever online ou mesmo escrever no século XXI (já estamos nele embora muitos não tenham notado) é um pouco diferente.

Algumas coisas que não estão nos manuais de jornalismo:

  • Procure cobrir o que for essencial nos três primeiros parágrafos deixando para se aprofundar nos seguintes: Não se trata de superficialidade na informação, mas da possibilidade de permitir que o leitor decida até onde se aprofundar
  • Use links! Ao citar um artigo do qual você discorda linke-o. Ao citar um nome, link. Comentou um conceito que nem todos conhecem? Link.
  • Não linke tudo, deixe seu leitor desenvolver o hábito da pesquisa. Se você não tem um texto específico a indicar e o tema é vastamente abordado você não precisa linkar.
  • Eu sei que linke-o, linkar, linke e similares são horríveis anglicismos, mas é para voce jamais esquecer de apontar as fontes

Caso você descubra que gostou da coisa de escrever jornalisticamente talvez se interesse nesses textos:

Ah! Muito importante! Além da Internet não ser uma terra sem lei ela é uma séria ameaça para maus profissionais, empresas e políticos corruptos. Eles não querem que você seja livre para falar e podem tentar usar a justiça contra você. Portanto lembre-se de duas regras éticas:

  • Faça o bem! Critique construtivamente, informe, opine, alerte
  • Não faça o mal. Não escreva com o intuito de xingar, agredir, difamar, caluniar ou prejudicar nada nem ninguém

A segunda grande mudança

Argh! Integridade jornalística é um saco!Até hoje nós tivemos que nos conformar em absorver passivamente as notícias e toda produção cultural sem interferir nelas, sem poder opinar além das quatro paredes da nossa sala ou para um restrito grupo de amigos (em uma civilização de 6 bilhões qualquer grupo de amigos é restrito).

Quando repassamos mensagens ou simplesmente as copiamos e colamos em nossos blogs sem fazer uma pesquisa, sem lhes lançar um olhar crítico, estamos mais uma vez nos submetendo a uma estrutura de poder ancestral quando a minoria conduzia a maioria passiva.

Hoje o Google, o Twitter e em menor escala outras redes sociais extendem o nosso antes restrito grupo de contatos quase ilimitadamente.

O Google nos permite encontrar rapidamente o que outras pessoas estão falando sobre o assunto e o mecanismo de busca dele é (quase sempre) suficientemente inteligente para descartar os meros repassadores passivos dos que realmente adicionam valor à notícia.

As redes sociais (principalmente o Twitter) estreitam os seis graus de separação de tal forma que se um homem encontra seu celular na barriga de um bacalhau na Europa ficamos sabendo aqui em questão de horas, muitas vezes minutos (esse caso é real).

A segunda grante mudança em sua vida e no mundo que podem vir do ato aparentemente inocente de substituir a replicação passiva de emails pelo hábito do blog é que você tem o poder da informação em suas mãos e os tempos em que fazia sentido dizer “eles estão escondendo a verdade” estão terminando! E tudo isso porque em vez de repassar uma mensagem você fez uma pesquisa de 15 segundos no Google.

O que é memesfera?

Tuesday, November 4th, 2008

É comum usar esfera como sufixo para um conjunto de idéias, como em blogosfera que é a voz coletiva formada por milhares de blogs.

A mesma esfera pode ser vista como um ambiente onde esses elementos existem, se influenciam e se adaptam. Como em biosfera.

É uma analogia perfeita já que a Internet é um ambiente perfeito para que idéias e comportamentos se desenvolvam de uma forma bem semelhante à dos genes.

Memesfera portanto é o ambiente onde os memes evoluem. E o que é meme?

De acordo com a Wikipedia meme é qualquer idéia ou comportamento que pode ser transmitido de uma pessoa para outra por aprendizado ou imitação. Alguns estudiosos como Susan Blackmore acreditam que as pessoas podem ser retiradas da equação e meme passaria a ser qualquer informação ou conhecimento capaz de evoluir ((por variação, competição, mutação e hereditariedade) e se reproduzir em um meio, uma esfera.

O conceito de informação que evolui como se fosse um organismo vivo é um pouco louco demais para falar mais nisso agora. Vamos considerar apenas que Memesfera são os meios onde dados, informações, costumes, culturas e conhecimento transitam e se modificam.

Jornais e revistas são parte da memesfera, televisão e rádio são parte da memesfera, seu email é parte da memesfera e o papo de bar é parte da memesfera.

Em outras palavras a memesfera é para o pensamento o que a biosfera é para os organismos vivos.

Decidi criar essa palavra pois sinto que é tão imporante entender o ambiente e a evolução da nossa consciência quanto o meio-ambiente e a vida.

Sem uma biosfera equilibrada nossos corpos ficam doentes e nos falta comida. Sem uma memesfera saudável nossa consciência e seu desenvolvimento se deterioram em fundamentalismos e síndromes de pânico por exemplo.