Roubo de celular: Como agir rápido

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Quase sempre, quando vou usar o celular na rua, procuro um lugar protegido. Quase sempre… Basta a gente vacilar uma vez no lugar e na hora errados para vir um sujeito de moto, “bater” o celular da sua mão e disparar para longe levando o portal para todas as suas coisas.

Aconteceu comigo recentemente e, apesar de ter perdido apenas o celular porque eu tinha um roteiro pronto para agir nesse caso e o aparelho tinha algumas proteções, quase me dei mal e percebi que o roteiro tinha que ser melhorado, assim como as proteções do celular. Então vim compartilhar aqui o meu novo roteiro e medias de segurança.

Esse post completa o Preciso de dicas de segurança para celular.

Roteiro rápido – logo depois do assalto

  1. Bloqueie o celular e mande apagar o conteúdo o mais rápido possível. O ideal e pedir o celular de alguém perto para entrar na página do Android ou do iOS e fazer o procedimento;
    • Antes desse passo você pode mandar um SMS para o seu aparelho com uma palavra-chave que bloqueia a tela e avisa para pessoas de confiança. No iOS pode-se usar o Atalhos para fazer isso e existem apps para Android com capacidades semelhantes;
  2. Bloqueie a linha telefônica e o SIM ou e-Sim. Se possível já a caminho de uma loja para adquirir um novo aparelho e colocar a linha nele;
  3. Avise os bancos para bloquear seus aplicativos e cartões;
  4. O mais rápido possível depois dos passos anteriores, ou enquanto os providencia: ative a linha em um novo aparelho. A demora de algumas horas para fazer isso quase meu deu problema. Deixei esse por penúltimo;
  5. Reative as coisas essenciais, mude as senhas, verifique se está tudo bem:
    • Como você uma um gerenciador de senhas (USE UM GERENCIADOR DE SENHAS) comece por ele, pois vai acelerar muito o processo;
    • Acesse e mude a senha do seu email principal. A propósito, de preferência, não use o Gmail como email para recuperação de senhas;
    • Recupere o acesso ao seu WhatsApp;
    • Instale e recupere acesso aos bancos.

Preparação antes da tempestade

Para agir rápido depois do roubo do celular temos que ter nos preparado.

A primeira coisa é ocultar os aplicativos críticos. Tanto o iOS (ocultar e exigir face ID) quanto o Android (Espaço Privado) permitem esconder aplicativos atrás de uma senha extra, que pode ser a sua digital ou seu rosto. Na prática, mesmo com o celular desbloqueado, terá uma pasta que não pode ser vista sem a segunda senha. Assim, quem roubar o celular desbloqueado não terá como saber que bancos, email, mensageiros você usa.

A segunda coisa é treinar de vez em quando para saber o que fazer na hora do nervoso.

Eu carrego um pendrive comigo que me permite entrar no meu gerenciador de senhas em qualquer dispositivo em que eu possa conectá-lo. Ele tem dois conectores, um para notebooks e outro para celulares.

Esse pendrive pode ter também a lista de medidas a tomar em caso de assalto com o acesso direto às páginas para bloquear o celular e as contas bancárias e telefones de emergência dos bancos e da operadora da sua linha.

Uma ferramenta que pode ser bem útil no pendrive, caso você ache um notebook ou computador conectado à Internet, é o Portable Apps, que você já pode deixar preparado com navegador, gerenciador de senhas para emergência, etc.

Onde errei e o que me salvou

Antes de mais nada, errei na arrogância de achar que não seria roubado, muito menos com o celular desbloqueado. Lembre que, em um assalto, a pessoa pode te obrigar a entregar o celular desbloqueado.

Esse erro me levou a negligenciar várias medidas de segurança e três coisas aconteceram:

  • Apareci online no WhatsApp (mas não chegaram a ter acesso de fato, não entraram em contato com ninguém);
  • Logaram o meu Gmail em outro celular duas horas antes de eu notar e recuperar a conta usando a passkey (nem tentei usar a senha, que tinha sido alterada);
  • Tentaram recuperar a senha de dois aplicativos de bancos.

A primeira coisa que me salvou foi a sorte, e a gente não deve contar com a sorte jamais! Tive sorte de não usar mais o Gmail para recuperar senha de nada importante.

A segunda coisa que me salvou foi a segurança nativa dos aplicativos críticos, que não entram sem senha (e minha senha é alfanumérica e complexa, o que também pode ter me favorecido).

A terceira coisa que me ajudou foi ter bloqueado o celular e mandado zerar o conteúdo em 17 minutos e a linha e o e-sim em mais uns 10 minutos. Vi que precisamos de meios mais rápidos para entrar em contato com a operadora de telefonia. O apagamento dos dados do celular não aconteceu porque ele já tinha sido desconectado.

Três horas depois que o celular foi roubado, tentaram receber SMS para recuperar acesso a aplicativos bancários. Isso também foi sorte. Se tivessem tentado antes dos 25 minutos que demorei para falar com a operadora, eu poderia ter sofrido sérios prejuízos. Uma conhecida comentou de uma pessoa que perdeu 25 mil reais por demorar horas.

Dá para tomar providências muito mais redicais do que as que estou sugerindo aqui, mas quis manter um equlíbiro entre eficiência e facilidade de implementação.

Acho a dica do pendrive importante inclusive para guardar nele a lista de ações a tomar com números de telefone da operadora de celular, sites para bloqueio do aparelho, etc. Só não vá anotar a senha de acesso ao recurso de localização e apagamento do celular porque o pendrive também pode ser perdido, certo?


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