O duo canadense Angine De Poitrine existe desde 2019 conforme nos mostra a Wikipedia, mas só lançou um primeiro álbum em 2024 e apenas recentemente se propagou em um vídeo de 27 minutos lançado em fevereiro que no final de março atingiu pouco mais de 4 milhões de visualizações e hoje conta com mais de 7 milhões (ainda eram 6 milhões e muito quando comecei a escrever esse post).
O artigo da Rolling Stone no final fala mais da banda, mas recomendo assistir pelo menos partes do vídeo.
Angine De Poitrine tem um som microtonal, caótico e até meio barulhento, o que torna ainda mais intrigante que venha atingindo essa quantidade de visualizações.
Vi alguém comentar, não sou o primeiro, que, assim como o advento da fotografia pode estar ligado a formas de arte mais conceituais, mais abstratas e livres, o advento das coisas recombinadas por IA podem levar os músicos a se libertar de formatos antigos e eu diria que isso pode… talvez precise, se estender a outras formas de arte.
Humanos são máquinas meméticas, que absorvem, recombinam, replicam e, principalmente, criam cultura, informações, arte.
É bem provável que a massificação do lugar-comum das coisas recombinadas por IAs Generativas despertem tanto o busca de criatividade de quem cria, quanto a necessidade de originalidade de quem absorve, recombina, replica…
Isso pode ser a ponta do iceberg de uma revolução. Não das IAs generativas (que não tem muito aonde ir), mas de uma onda de valorização do criativo.
Como tenho dito: a vantagem competitiva na era da IA pode estar em não usar IA…
Aqui uma análise do contexto cultural da dupla e do seu papel de contra-cultura inclusive, ao final, ecoando também o que tenho dito:


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