ASSOCIATION BETWEEN SOCIAL MEDIA USE AND DEPRESSION AMONG U.S. YOUNG ADULTS
Liu yi Lin, B.A.,1,2 Jaime E. Sidani, Ph.D.,1,2 Ariel Shensa, M.A.,1,2 Ana Radovic, M.D., M.Sc.,3,4 Elizabeth Miller, M.D., Ph.D.,3,4 Jason B. Colditz, M.Ed.,1,2 Beth L. Hoffman, B.Sc.,1,2 Leila M. Giles, B.S.,1,2 and Brian A. Primack, M.D., Ph.D.1,2,3

Clique no link acima para baixar o estudo.

Vamos aos meus comentários.

Estar em redes sociais online deprime?

Infelizmente a mídia não especializada acaba sempre dando um viés alarmista a tudo (não apenas à Internet).

Os artigo que vi até agora baseados no estudo acima destacam apenas uma parte da conclusão: quanto mais se usa redes sociais online, maior a incidência de depressão.

No entanto a maioria das pessoas não sabe como funcionam estudos científicos (uma falha gigantesca do nosso sistema de ensino, tão séria quanto analfabetismo).

Uma das características dos estudos científicos é que são muito específicos.

Esse, por exemplo, constata que existe uma relação direta entre frequentar redes sociais online e sofrer depressão.

Isso não estabelece causa e efeito (muito embora exista e já vou chegar nelas), ou seja, não é porque a pessoa sofre de depressão que frequenta mais redes sociais online ou que a depressão seja causada pela frequência em redes sociais online. Isso são temas para outros estudos.

Tenho algumas hipóteses e a primeira alegrará quem odeia as interações humanas online.

Começando pelo por quê.

Fatores que tornam a Internet angustiante

Nós evoluímos para lidar com um pequeno fluxo de estímulos cognitivos e interações sociais.

Com o advento da era moderna e nossa progressiva transformação em máquinas meméticas, além de genéticas, os estímulos passaram a crescer exponencialmente.

Até o advento das redes sociais online era possível manter essa oferta virtualmente ilimitada de estímulo apenas como uma curiosidade, uma fonte distante de ansiedade, afinal, por exemplo, era angustiante saber que mais livros eram publicados por ano do que seríamos capazes de ler em uma vida, mas não havia pressão para absorver todo esse conhecimento.

Então entra o advento dos novos ventos da responsabilidade e participação social e política no fim do século passado e nos primeiros anos desse.

Se antes nos sentíamos parte da civilização tendo um emprego, uma TV, família e um carro agora existe também pressão para fazer parte da sociedade diretamente.

Essa é a primeira hipótese: A necessidade de lidar com um fluxo virtualmente infinito de contatos e notícias nos leva a dois tipos de angústia, a social e a de conhecimento.

Então, sim. Eu acho que as redes sociais online levam a angústia social e a depressão.

No entanto a solução não é sair das redes sociais online, aliás também há estudos apontando que as pessoas que não se envolvem em redes socais online sofrem angústia e isolamento.

A solução é aprender a lidar com isso assim como fomos aprendendo depois que criamos a agricultura e tribos de poucas centenas de indivíduos se tornaram cidades com milhares.

Há outras hipóteses listadas inclusive no artigo que está no PDF acima como “quem assiste a vida dos outros online sem interagir pode se sentir alienado ou alienada da sociedade” mas esse texto já está um pouco longo. Talvez o desenvolva mais ou faça outros depois.

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