Origem: Instagram Reels and the New Era of Desocialized Media
Já vi muito o termo “mídia antissocial”, mas mídia dessocializada realmente descreve muito melhor o fenômeno.
Nos comentários abaixo procuro mostrar como se formou o ambiente que permitiu mais esse passo na descaracterização das redes sociais comerciais em mídias sociais e agora em mídias dessocializadoras.
Nos tempos áureos da blogosfera livre (porque publicar em mídias sociais ainda é blog, mas apropriado pelo feudo digital onde a publicação é feita) calculava-se que apenas 1% das pessoas produziam conteúdo.
Entra a Meta (na época ainda Facebook) com o objetivo de absorver o máximo de pessoas possível para o seu feudo cibernético atraídas pelo conteúdo. Mas como, se apenas 1% produz conteúdo?
Primeiro fazendo uma campanha bem sucedida de absorver não apenas as nossas redes sociais offline, mas toda rede estendida, então, com mil “amigos” haveria material para compor uma timeline.
Depois passando a trazer conteúdo que não é dos nossos contatos, em seguida estimulando o nosso trabalho não remunerado como classificadores de memes nos estimulando a compartilhar conteúdo de “influenciadores”. Muitos deles ótimos, mas, gradativamente, sendo curvados pelos algoritmos para criar o tipo e formato de conteúdo que interessa mais ao feudo cibernético para prender a atenção e converter usuários em produtos.
Acabou que esse “breve” comentário sobre o artigo no início se transformou em uma história resumida da deterioração das redes sociais comerciais em mídias sociais e, agora, em mídias dessocializadoras como procura mostrar o artigo lá no início.

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