Nesse sábado ocorreu a segunda edição do Café 22.

Os eventos focados em criatividade, Internet, tecnologia e outros setores do conhecimento humano tem se tornado cada vez mais comuns no Rio e em diversas outras cidades, mas o Café 22 faz parte de uma categoria especial e importantíssima.

Decidi falar dele e não dos outros por dois motivos: estou tendo a honra de ajudar na sua produção e, até onde sei, é  um dos mais opensource (explico mais adiante).

A enorme maioria dos eventos reúnem dezenas e até centenas de palestrantes e platéias proporcionais e, apesar da maioria ser excelente, não são de fácil reprodução e, até onde sei, apenas o Sou Mais Web consegue manter uma boa peridiocidade (um por mês exceto nas festas de fim de ano).

O que ocorre na categoria de eventos onde o Café 22 pretende se colocar como um modelo é que sua essência é viral. Ele é projetado para ser barato e facilmente organizado em uma estrutura descentralizada e colaborativa.

Além disso, e talvez o ponto mais importante, todas as pessoas que participam do evento podem submeter falas e o grupo vota com antecedência em quais serão apresentadas em cada edição.

É um passo adiante na estrutura do Sou Mais Web onde o palestrante deve estar preparado para uma platéia que participa da construção da palestra.

Por passo adiante não entenda passo evolutivo, o modelo que vem sendo moldado no Café 22 provavelmente é até um passo anterior, um tipo de encubadora de platéias e palestrantes para eventos como o Sou Mais Web.

O que é mais importante ao meu ver nesse tipo de estrutura é seu potencial viralizante.

Qualquer grupo de amigos pode alugar um salão em um playground ou até buscar espaços mais criativos e montar seu próprio evento onde cada um trará mais duas ou três pressoas novas para o grupo a cada edição, mas mantendo um número pequeno de participantes.

Nada é certo ou garantido na evolução da nossa espécie, no entanto creio que é importante que finalmente percebamos que devemos aprender a fazer de cada século a base do século seguinte assumindo as rédeas da nossa evolução cultural.

Modelos como o do Café 22 – espero – são a semente de uma cultura que girará em torno da criatividade e do conhecimento e não da propriedade e poder aquisitivo.

Fique de olho no site do Café 22 onde, além dos vídeos de cada edição, haverá artigos sobre os erros e acertos que vão modificando sua estrutura de funcionamento.

Em todo caso compartilho aqui duas dicas que considero importantes:

  • Mantenha as falas com no máximo 20 minutos
  • Não faça sessões de perguntas pois. Isso evita que se quebre o ritmo e pode estimular os comentários e debates online

Para concluir… Me parece que esse tipo de evento não deve existir como um perfil no Twitter, mas apenas como uma hashtag

Espero que esse meu texto estimule você a criar seu próprio evento de conhecimento. Ah! É essencial fazer um botecamp logo em seguida!

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