Não é interessante que em um planeta onde cada pessoa está separada de outra por apenas seis graus de separação seja tão difícil criar uma mensagem que atinja todas as pessoas?

Pense bem… Tenho um conhecido que é colega de infância de um jogador de futebol que se tornou internacionalmente famoso e chegou a conhecer o Papa (o João Paulo). Entre eu e o Papa seriam apenas dois graus de separação.

Se é assim porque será que não conseguimos espalhar a paz pelo mundo inteiro? Porque há tanto conflito entre nós e os amigos, dos amigos, dos amigos, dos amigos, dos amigos dos nossos amigos?

O que acontece é que essa é uma longa distância apesar de nã parecer. Pelo menos offline.

Na década de 60 do século passado quando essa distância foi medida foram usadas cartas. Dá para imaginar que o teste deve ter demorado alguns meses.

E na era do retuite?

E a coisa vai mais longe. Uma pesquisa recente do Sysomos revelou que no Twitter quase 50% das pessoas estão separadas por apenas quatro graus.

Isso significa que um tuite e 5 retuites de sorte podem levar a mensagem para todos os milhões de frequentadores do Twitter. E geralmente essa propagação se dá em menos de 60 minutos.

Não se trata de fantasia. Estão ai #forasarney, #putafaltadesacanagem e #coelholaw para demonstrar.

Essa visibilidade é o que toda empresa procura e várias agências de marketing prometem, mas deixarei esse assunto para outros ou para minha breve reflexão no posterous: Com quem a empresa deve falar online?

O que me interessa aqui é o estudo de como o fenômeno acontece.

Porque uma mensagem se propaga e outra não?

Em geral os especialistas parecem crer que o segredo está em achar os formadores de opinião. Era assim nos tempos da tv e do rádio…

… Não, não era!

As mensagens sempre se viralizaram independente do poder do canal de tv e na época haviam apenas 6 canais.

Na Internet há dezenas de milhares de canais, aliás, há mais de um milhão apenas no Brasil: blogueiros, tuiteiros, videologueiros e outros produtores de conteúdo.

Essa semana apresentei um safari pela Internet para uma turma de pós graduação em Marketing Digital no Senac.

Desde sempre o “formador de opinião” foi a força da ideia, mas na Internet isso fica extremamente claro. Basta observar a quantidade de memes virais que se iniciam em um grupo restrito de pessoas e a fórmula é simples.

Se uma ideia é boa não importa muito que ela seja apresentada por alguém que está sendo ouvido por 10 ou 10 mil pessoas. Se a ideia é ruim de nada adianta empurrá-la para 10 milhões de pessoas… Lembre-se do Segway…

Da próxima vez que você quiser espalhar uma ideia invista nela, não em quem vai passá-la adiante.

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