Essa semana o G1 noticiou um estudo que aponta a velocidade das informações como mais uma culpada pela dessenssibilização das pessoas. Twitter e boadcasts pela TV são apontados como os vilões.

Faltou ao estudo comparar o comportamento das pessoas expostas a esses fluxos intensos de notícias às outras pessoas.

Ai vem a primeira pergunta: Quem não está exposto a um fluxo intenso de notícias?

As bancas de jornal estão repletas de manchetes que são lidas enquanto passamos de ônibus ou andando a passos acelerados. Rádio, TV, outdoors, propagandas, todos nos bombardeio com informações emocionais o tempo todo e em velocidade alucinante.

Pergunto então: os excluídos, as pessoas na Terra que não tem luz ou água são mais sensíveis?

No entanto a matéria tem uma tolice maior que vem do desconhecimento do que é Internet.

Comparar influência de TV e Internet é como comparar a influência de uma cultura absolutista e outra democrática!

A Internet é uma rede de pessoas, são diálogos e o Twitter, todos sabemos, é a mesa de bar da Internet (assim como são alguns posts e blogs).

O fluxo constante de notícias na tv é absorvido passivamente na TV, mas na Internet ele é comentado, replicado e modificado.

Veja o caso recente dos seguranças da companhia de trens do Rio de Janeiro. A comoção online foi geral, o vídeo foi retuitado à exaustão. Será que os seguranças eram mais conectados à Internet, Twitter e broadcasts televisivos e portanto mais insensíveis que os ciberpunks do Twitter? Duvido.

O que nos dessensibiliza é o medo. O que nos desperta o medo é a sobrecarga de notícias assustadoras que a mídia nos oferece pois instintivamente prestamos mais atenção no que percebemos como ameaça e a mídia percebeu isso.

A possibilidade de interação que a Internet oferece é justamente um instrumento para nos tornar mais sensíveis! As vítimas das violências que testemunhamos online não são objetos em uma tela, são pessoas ao alcance da nossa rede de contatos, são amigos da namorada do irmão do nosso primo ou pelo menos é assim que os percebemos pois intuitivamente já sabemos que a lei dos seis graus de separação não funciona para os Internautas: sabemos que estamos todos ligados.

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