A propósito…

Segura ai que isso tá com cara que vai virar post…

Nós humanos temos esse impulso de fazer parte, de sentir que somos especiais em nossas comunidades, nem que isso seja uma sensação ilusória como a fama de quem tem 20 mil seguidores no Twitter e não é conhecido por mais ninguém.

É por isso que a gente migra do Orkut para o Twitter, para o Facebook e agora corremos para o Google+.

Explico…

Em 2004, lá no comecinho do Orkut, só gente privilegiada estava no serviço que só estava disponível para convidados. Então veio o que hoje se chama de Orkutização e já não dava para se sentir especial por estar lá.

Migramos para o Twitter e alguns foram para o Facebook, locais cada vez mais badalados e sob os holofotes da mídia que paparicava os frequentadores dessas redes sem falar na sensação de que tínhamos 50 mil seguidores. Aliás, mesmo quem tinha somente seus 144 seguidores achava que estava falando para o mundo e escutando o mundo antes de todo mundo.

Ah! Antes disso tudo teve os blogs! A primeira experiência de “bigbrotherização” em larga escala dessa era. Até hoje os blogueiros se sentem especiais por teram 6 mil visitantes/dia e formadores de opinião quando atingem lá seus 100 mil leitores diários.

Cem mil leitores não é pouca coisa, né? Isso é um tipo de microfama sim, mas é que está infinitamente distante da fama do ator que faz a faxineira na novela ou da pessoa que é agraciada com a participação em um Big Brother (sempre me dá pena do Orwell quando vejo o que fizeram com o personagem dele).

Seja como for, conforme os lugares vão ficando lotados e já não conseguimos mais nos sentir especiais lá acabamos mudando de point para onde os holofotes da mídia estão começando a se virar em busca da próxima novidade (mídia é movida a novidade).

Isso quer dizer que o G+ substituirá o Facebook? Que somos aves migratórias sociais como sugere um artigo (de quem era mesmo?) que lí ontem? Não sei, aliás nem sei se é possível fazer esse tipo de previsão, se uma única pessoa é capaz de compreender a tal ponto os desejos da coletividade que pode prever suas demandas… Bem tirando o Steve Jobs, claro.

Como sou abusado, tenho minhas teorias meméticas e acho que colocar a cara a tapa é uma boa forma de experimentar teorias vou fazer a minha previsão…

Desde o dia UM digo que o G+ não é uma rede de superexposição, que é um espaço para interações e conversações em vez de um espaço para falar sozinho e sonhar que todos estão ouvindo, mas..

Bem, ainda não estudei a fundo esse lugar e ainda não dá para saber como as pessoas vão colonizá-lo, todavia ele tem vários fatores de atração:

  1. Google é visto como sinônimo de exposição e de Internet
  2. O G+ tem boa chance de virar artigo na grande mídia
  3. É possível escrever artigos públicos
  4. Aos poucos ele será um instrumento para potencializar o compartilhamento e viralização de tudo que vc faz no Google: docs, imagens, vídeos etc.

Então, sim… Começo a crer que o G+ tem boas chances de virar uma nova febre, mas há problemas que vou analisar mais tarde, esse post foi mais para falar porque eu acho que as pessoas migram de uma rede para outra.

Ah! Pessoalmente eu gostaria muito de usar o G+ como uma sala de estar para trocar coisas com os amigos.

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