O Paulo Bravo do A Bacia das Almas acaba de escrever um post intitulado JOGAVAM CAXANGÁ: A Batalha dos Clones pelos Direitos de Reprodução e me inspirou a escrever esse post.

Tem coisas que está na nossa cara, mas não percebemos.

Graças ao Paulo Brabo tive o clique.

A indústria de entretenimento não está em crise porque as pessoas estão baixando músicas, filmes, seriados e livros em vez de comprá-los (a maioria das pesquisas indicam que quem faz isso compra mais CDs, DVDs e livros que as que não baixam).

A indústia cultural está em crise porque não temos mais tempo para ela!

Até o início da década de 90 a gente se distraia vendo tv, indo ao teatro, ao cinema, lendo livros etc. Agora nós escrevemos blogs, trocamos informações com literalmente milhares de pessoas pelo Twitter, fazemos filmes e assistimos os filmes dos outros, criamos indústrias culturais paralelas como o Tecnobrega e não sobra mais tanto tempo para as produções culturais feitas à moda antiga.

Mais do que donos da produção cultural da humanidade os conglomerados de mídia acham que são donos da cultura em si.

Talvez eles combatam a pirataria porque ainda não perceberam – ou não acreditam – que não é ela a vilã, o problema é que não há como concorrer com dois ou… Vamos escrever numericamente: 2.000.000.000 ou 3.000.000.000 de produtores de cultura!

Ok, ok… Só 1% cria conteúdo então são apenas 30 milhões de concorrentes, mas a tendência é o aumento desse percentual.

E como as atuais indústrias da cultura vão sobreviver?

Em primeiro lugar elas precisam perceber que a era industrial acabou e estamos entrando na era do conhecimento que é cooperativa, colaborativa, criativa…

É um senhor desafio imaginar um modelo de negócios para as velhas indústrias, mas vou arriscar.

O negócio dessas corporações é a distribuição de entretenimento e cultura. Ela deve se aproximar dos Youtubes e Videologs da vida se aprensentando como parceiras, consultoras e colaboradoras da produção cultural das “pessoas comuns” que se tornam menos comuns a cada dia, afinal qualquer um de nós pode ser mais ouvido do que o maior conglomerado de mídia do mundo depois de meia dúzia de retuites.

Além disso… Já que hoje é sexta e decidi fazer a #horadoplaneta toda sexta… E o impacto ambiental dos CDs que jogamos fora? Aqui vai um slideshow com isso e mais um pouco:

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