O Sou Mais Web é um evento mensal organizado por Nino Carvalho da The Godfather no Rio de Janeiro.

Em cada edição são abordadas questões que giram em torno de marketing e Internet, mas sempre transitam por jornalismo, liberdade de expressão, direitos autorais ou de propriedade, padrões de comportamento em redes sociais online, enfim, acabam sendo debates sobre cibercultura, cultura digital e os rumos que nossa civilização está tomando.

Apesar disso, como sou um ignorante em esportes, fui a esta décima segunda edição do evento certo de que seriam duas horas enfadonhas. Ledo engano.

As transformações sociais, culturais, econômicas, morais e outras da emergente sociedade do conhecimento são tão intimamente ligadas à Internet que parece não ser possível um evento que envolva esse lugar (sim, tenho que insistir que a Internet é um lugar, praticamente uma dimensão que engloba a realidade offline) que não entre em interessantes questões mais amplas do que o tema proposto, no caso, a cobertura de esportes online.

Alguns pontos centrais do papo

  • Proteção do conteúdo: Devemos tentar impedir de alguma forma (mas sem jamais fechar o site apenas para assinantes) que o conteúdo de um site seja apropriado por outros como no caso de um site de um time de futebol que copie os artigos de outros sites sobre o seu time? Afinal isso é um serviço para o torcedor que encontra as melhores informações sobre seu time em um único lugar.
  • Modelos de negócios, ou seja, como tornar os sites economicamente viáveis?
  • A necessidade do jornalista online ou blogueiro ser tão respeitado quanto o jornalista offline
  • Sites esportivos não servem apenas para dar dinheiro: A construção de reputação e de marcas online

O que faltou a esse SouMaisWeb?

  • O que o jornalismo online pode fazer para tornar a cobertura esportiva que fuja da síndrome monotemática que faz parecer que só futebol é esporte no Brasil (via @S1mone)
  • Marketing esportivo online

Ideias para o jornalismo esportivo

Bons eventos nos dão boas ideias e creio que tive alguns insights interessantes que podem se aplicar até a outros casos e naturalmente vou compartilhá-los aqui.

  • A questão da cópia de conteúdo: Creio que é uma tendência inexorável e que cada vez mais veremos sites obtendo reputação e respeito justamente pela capacidade de selecionar o melhor conteúdo e trazê-lo para um lugar só. Lutar contra isso é inútil e ganhará quem souber se aliar a isso. Minha sugestão nesse caso é criar um botão que permita ao visitante publicar o seu conteúdo no próprio site. Isso seria feito (desculpem o linguajar técnico) inserindo um iframe no artigo do visitante. Esse iframe carregará o seu conteúdo. Dessa forma preservam-se as estatísticas de acesso e conteúdo publicitário.
  • Em 2016 a melhor cobertura em audio, video e texto certamente será feita pelo público e o veículo que souber se aliar a eles terá um diferencial ímpar. Creio que um caminho inverso ao anterior deveria ser providenciado: o veículo jornalístico criaria dispositivos para que o público possa publicar automaticamente seu conteúdo em suas páginas sendo que um sistema de karma ou avaliação dos visitantes selecoionaria o melhor conteúdo para figurar ao lado das matérias oficiais. Há diversas dificuldades técnicas nessa solução, mas é também uma forma de cumprir o papel abaixo
  • Esporte é muito mais que futebol e são poucos os jornalistas brasileiros preparados para falar dos demais esportes. Uma forma de compensar isso é desenvolver formas de atrair e reconhecer as pessoas no público que tem maior conhecimento sobre cada modalidade e captar seu conteúdo para o site. É importante que nesses dois casos o produtor do conteúdo seja claramente identificado e recompensado de acordo com o sucesso da matéria (talvez com um percentual dos lucros gerados por ela)

Mais material sobre o 12º Sou Mais Web

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