Atualizando em 6 de abril de 2011: Segue o vídeo da fala (agradecimentos à Supervídeo Produtora que fez a filmagem).

Segue o post original:

Os slides abaixo foram apresentados em 10 minutos no lançamento do DVD do filme A Rede Social (que conta a história do Facebook – só para o caso desse post estar sendo lido daqui a 50 anos).

Vou tentar reproduzir em texto o que falei. Na verdade ainda não falei pois estou escrevendo dois dias antes e programando o post para se publicar automaticamente durante a fala.

As Redes sociais…

Parece que rede social virou sinônimo de site na Internet onde as pessoas se encontram, ou seja, Twitter, Facebook e outros, mas isso é uma grande injustiça com as redes sociais que estão ai bem antes deles.

Quem lembra dos chats do UOL? Do IRC e do primogênito BBS? Esse último era no ciberspaço, mas nem era na Internet! Eram computadores de pessoas se conectando uns aos outros pelo telefone.

Eram todos murais de recados apenas mais sofisticados do que a geladeira onde a gente prende bilhetes 🙂

O primeiro mural

Mas a geladeira foi a nossa primeira rede social? Nosso primeiro mural de recados? Com certeza não!

Um dia Gronka (nossa tataravó elevada a googleplexo) desenhou na parede da caverna:

  • Marido: alimente as galinhas!

Ao que, logo depois, o marido certamente respondeu:

  • As galinhas já tão muito gordas
  • Vou para a rave

Redes Sociais importantes na história

Com certeza o Twitter de Jesus Cristo foi uma das mais importantes! Ele dizia as coisas e seus 12 seguidores retuitavam (repetiam).

O sucesso da nossa civilização, das nossas famílias e a chave da nossa sobrevivência sempre esteve ligado à nossa capacidade de formar redes sociais. Algumas meio nocivas para os outros como a Máfia e o Reich.

Criação de Redes Sociais no Século XX

Até o século passado nossas redes se estabeleciam geograficamente: nossa família, as pessoas que etudavam ou trabalhavam conosco, quem frequentava os mesmos bares ou boates.

Já no século XVIII a gente via na obra de Jane Austen como eram complexas as redes sociais, mas tudo mudou radicamente no século passado.

Redes Sociais no Século XXI

Se a árvore de relações familiares em Orgulho e Preconceito pareciam complexas o que podemos dizer da vasta rede de pegação de X-Men? (o gráfico na apresentação mostra menos da metade dela). Ou de Pokemon, BattleStar Galactica e outros?

Nossa civilização, passando a viver em tribos de milhões de nativos em vez de uns poucos milhares e submetidos a um rítmo de vida que favorece o distanciamento emocional do próximo tratou de aumentar sua capacidade de se relacionar com pessoas, de criar empatia.

Nasce assim a geração das redes sociais turbinadas pela comunicação global.

Há poucos dias eu estava andando pela rua e conversando e trocando fotos com uma amiga, em tempo real, pelo celular. Nós dois estávamos no Brasil, mas poderíamos estar em qualquer lugar do mundo.

As redes sociais do século XXI não são apenas geográficas, elas são também definidas por afinidades e interesses independente das distâncias.

E como sobreviver nesse mundo de anônimos?

Nós já vivemos cruzando diariamente com milhares de anônimos offline que podem nos seguir, nos abordam para bater papo, pedir informações, dinheiro…

Como se defender das pessoas perigosas online? Hora! Olhando quem elas são.

Quando conhecemos alguém novo no colégio, na balada ou no trabalho a primeira coisa que fazemos não é perguntar aos amigos quem é aquela pessoa?

Por algum motivo estranho as pessoas que não convivem online acham que as que convivem não se importam em verificar essas coisas. Se importam sim!

Infelizmente, assim como acontece offline, algumas vezes todos somos enganados: nós e nossos amigos. É um dos problemas em viver em tribos com milhões de moradores.

Felizmente as redes online estão vindo justamente para preencher essa lacuna e nos permitir saber melhor com quem estamos lidando. Em breve poderemos apontar nosso celular para uma pessoa e saber quem é ela (se ela permitir, espero) como se vê aqui:

[youtube]tb0pMeg1UN0[/youtube]

Créditos:

  • Conheci a associação do período de Luthero com o nosso com o Carlos Nepomuceno (assim como a comparação de Jesus e dos apóstolos com o Twitter)
  • A questão do aumento da complexidade das redes sociais na ficção eu peguei emprestada do Henry Jenkins.

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