Sim, no segundo turno votarei na Dilma.

Comecei pela conclusão para poupar quem abomina a minha opção de ter que ler um texto longo explicando porque uma pessoa (eu) votará na Dilma.

É claro que você está livre para me agredir, xingar, ter pena de mim etc. É minha política pessoal aprovar todos os comentários desde que não envolvam terceiros.

Faz mesmo diferença?

Francamente, penso que nenhum dos dois candidatos faria um governo muito diferente do atual, assim como os dois governos do Lula/PT não seguiram modelos tão diferentes assim dos adotados pela direita.

Quem realmente conduz o mundo hoje são os interesses corporativos e a opinião pública e esses permanecem os mesmos independente do governo.

As brigas políticas me parecem estar muito mais para uma guerra de peões que se alimentam do estado (vide os burocratas de Guy Debord) que realmente uma mudança de rumo administrativo para o país.

A única diferença que tenho visto é que o bloco que promove o Serra é bem influente na mídia e consegue que ela trabalhe a seu favor e esse é um dos fatores que ajudou a definir meu voto:

Não quero um governo que a mídia quer agradar, que a mídia está disposta a encobrir.

Compatibilidade ideológica

Uma das maiores críticas lógicas que vejo ao governo do PT (tiro as absurdas como acusações de satanismo e ligação com o tráfico internacional) é que se trata de um governo populista, ou seja, que compra votos com bolsas família e similares.

Até onde pude apurar as bolsas de apoio estão limitadas a um máximo cumulativo de 200 reais e isso, por mais pobre que a pessoa seja, não é o bastante para viver encostado no governo como acontece, por exemplo, com o seguro desemprego em vários países da Europa.

O defeito do populismo até aqui parece ter permitido à população mais pobre investir em planos, em projetos. Pelo menos é o que apurei com alguns amigos que tem contato próximo com as periferias da civilização no Brasil.

Sempre disse que estava disposto a sofrer um pouco para que a miséria fosse erradicada do nosso país e creio que o PT tem tido algum sucesso nisso e deve continuar ainda mais uns anos.

Como não concordo com a visão mais de direita que, favorecendo as corporações a população se desenvolve já estava disposto a votar novamente no candidato do PT e farei isso apesar da imagem da Dilma me incomodar muito.

A campanha do Serra

O fator mais forte na formação da minha opinião foi a campanha realizada para o Serra (se foi por articulistas dele ou não eu não sei e não faz diferença): ela tirou minhas últimas dúvidas em quem votar.

Ela foi marcada por:

  • Campanhas anônimas difamatórias e caluniosas maciças principalmente por email
  • Alimentar o medo (e o ódio como Yoda sempre nos ensinou) em seus eleitores

Cheguei a pesquisar com os meus conhecidos e entre eles essas estratégias foram mesmo muito mais usadas pelo grupo supostamente de direita (não gosto dessa simplificação e não sei se realmente se aplica).

Tenho absoluto pavor do fascismo e do fundamentalismo e essas são armas usadas caracteristicamente por eles pois o medo torna as pessoas irracionais e manipuláveis.

O uso da estratégia não define uma ideologia fascista ou fundamentalista, até porque não acho o fascismo realmente possível no Brasil atual, mas é o bastante para preocupar.

O medo incutido nunca leva a um futuro melhor e sim à falência da razão e à prisão em um círculo vicioso de ódio

Links

Como falei da ligação do PSDB com alguns setores da sociedade que se identificam mais com a extrema direita seguem dois links que demonstram isso claramente.