A esta altura eu devia estar morto. Ou talvez algumas pessoas que eu amo. Pelo menos pobre e miserável eu devia estar.

Tem dois dias que recebi um email com a imagem de uma santa, uma ameaça e uma promessa: quem não repassou morreu, quem repassou recebeu as bençãos da santa.

Não repassei, é claro!

Duvido muito que santos, anjos e deuses existam, mas se existem será que são assim tão mesquinhos? Como celebridades que se vingam do repórter que não anunciou que elas foram numa festa chique?

Minhas últimas 48h foram muito boas! Bem acima da média, para falar a verdade! Vai ver a corrente é parte de uma campanha de difamação feita por demônios e ao quebrar a corrente mostrei para a Santa que entendo mais de divindades que a pessoa que me enviou a fofoca.

Ironias à parte é curioso notar que muitas pessoas inteligentes e sensatas repassam essas maldições com medo, um medo totalmente irracional e atávico que vem de tempos em que tudo era estranho e inexplicável, desde o fogo e o raio até as nuvens no céu.

Este mesmo medo é usado para justificar a crença em um ou mais Deuses: se eles não existem e penso que existem não perco nada, mas se eles existem e eu penso que não existem eles podem ficar zangados e me mandar para o inferno.

É todo um sistema de princípios morais sustentado sobre os pilares do medo e da submissão.

Note-se que o medo raramente é de que os Deuses não gostem do que estamos fazendo, mas que não Lhes entreguemos nossa crença em oferenda.

Tratamos o Deus cristão como um Exú só que não Lhe damos farofa, e sim massagem no ego… Imagine… o criador do universo com problemas de auto-estima.

Tenho dito que a fé cristã morreu faz tempo.

É claro que há cristãos diferentes, mas o argumento do medo é um dos mais comuns e vem sendo usado cada vez com maior frequência.

Prefiro um mundo ateu, mas considero que um mundo verdadeiramente religioso também é bom, desde que seja a religião da conciliação e do amor e não a do medo que, como já dizia mestre Yoda, conduz ao ódio.

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