Excelente análise. Contém alguns spoilers, mas francamente acho que vale a pena assistir mesmo que você não tenha visto o filme ainda pois irá enriquecer sua experiência.

Essa interpretação da história de The Wall poderia estar no Galeria de Espelhos, onde falo de cultura, no entanto tenho um motivo principal para trazê-lo para cá e outro secundário.

O primeiro ponto é que temos que pensar em por que tantas pessoas tem tido dificuldade em ir além da superfície das coisas. Vemos isso no conhecimento básico de ciência e tecnologias, que são um tanto complexos mesmo, mas também na cultura pop como música, livros e filmes.

Não se trata apenas de reflexo, na minha opinião, da alienada e superficial década de 80 quando uma boa parte das pessoas conectadas nasceu, mas sim de um cansaço, de uma vitória temporária do firehosing, ou seja, das rajadas de informações conflitantes e emocionalmente desgastantes que recebemos da política e do papel central que as informações políticas passaram a ocupar.

Esse post está na sessão Gotas aqui do blog, uma sessão apenas para comentários gerais sobre algum conteúdo que acho importante compartilhar e guardar, então vou cometer o pecado de não aprofundar essa discussão, mas fica a reflexão e a sugestão para vencermos o cansaço emocional e viver holisticamente, ou seja, plenamente, pelo menos a nossa cultura.

O segundo ponto é que recentemente as críticas do Pink Floyd a políticos de discurso fascista ou totalitarista foi alvo de perplexidade de fãs da banda que foram ao seu show e descobriram a contradição entre a música que admiravam e o discurso político que estavam exaltando.

Nesse sentido o vídeo a seguir é ainda mais importante como ponte de conexão com a realidade para uma galera que está vivendo em dissonância cognitiva.

Análise de The Wall no canal Canto do Brasil
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