Em primeiro lugar vamos aproveitar a oportunidade de lembrar que nós brasileiros temos por quê nos orgulhar, afinal em 2009 já havia discussão acadêmica aqui sobre capitalismo cognitivo, que se aproxima e vai além da ideia do vídeo a seguir. Foi quanto fiz no Pontão da Eco (UFRJ) o curso Cultura Digital e Capitalismo Cognitivo (preciso reler o que escrevi na época).

Tenho falado que, depois de uma euforia no início do século, entramos em uma certa miopia diante da extensão da transição de paradigma que mal começou.

Esse vídeo com os autores do livro Capitalism Without Capital aborda mais o impacto da cultura digital e do capitalismo cognitivo em índices econômicos e na estrutura corporativa. Poderia ser bem mais ousado, todavia é bom ver que o tema continua se desenvolvendo e ganhando espaço em lugares inportantes como a RSA. Além disso podemos destacar alguns pontos:

  1. O fenômeno do crescimento dos bens intangíveis antecede em décadas as TIC (tecnologias da informação e comunicação) modernas;
  2. Ainda não contabilizamos os bens intangíveis (digitais, cognitivos);
  3. Características dos intangíveis (faltaram algumas):
    1. Escalável,
    2. “soterrável”,
    3. Sinergia,
  4. Uma interessante visão do papel das cidades no ecossistema do capitalismo sem capital.

Talvez o livro seja mais interessante que o vídeo, mas é uma boa introdução a conceitos que vem crescendo inexoravelmente e que, quanto mais somos míopes para eles, maiores serão as dificuldades que passaremos individualmente e em nossas empresas.