Imagem: Artigo linkado no fim do post

A entrevista com o secretário de Direitos Humanos do Espírito Santos, Júlio Pompeu (em vídeo no link abaixo) é muito preocupante por apontar para algumas tendências e dificuldades do governo que podem ser comuns a outros estados e instâncias do poder político. Vamos destacar alguns pontos.

  1. Mesmo a organização horizontal de manifestações populares já sendo uma constante há quase dez anos fica claro que o governo ainda não sabe lidar com isso insistindo em ter um representante com poder para decidir se as demandas foram atendidas e suspender a manifestação. Já era hora de saber que o governo precisa entender as demandas e comunicar sua proposta que será aceita ou não por uma assembleia dos manifestantes. Gastar 10 horas tentando definir uma liderança só prejudica as negociações;
  2. Admitir a incapacidade de entender as mobilizações com essa estrutura e entregar a responsabilidade às forças armadas é tão absurdo que temos que considerar a possibilidade de falha na comunicação. Isso aponta para a confissão de incompetência e desistência da democracia representativa. Talvez seja o ponto mais perigoso da entrevista;
  3. Trazer o foco da negociação para a anistia dos policiais identificados como manifestantes e misturá-los com policiais que teriam cometido crimes é uma falácia do espantalho e um artifício cognitivo muito questionável. Principalmente ao afirmar também que o Estado não tem recursos para atender ao pedido de aumento de salário.

Forças Armadas vão decidir ‘medidas necessárias’ para restabelecer ordem.Paralisação chega ao 7º; ônibus, escolas e postos de saúde não funcionam.

Source: G1 – PM segue parada no ES e secretário diz que negociação ‘perde sentido’ – notícias em Espírito Santo

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