Imagem: Camila Cabete

A manchete é uma isca da matéria original que fala sobre a incoerência de torcer para que o mercado de livros fracasse por causa de uma obsessão por papel, compreensível em consumidores, mas auto-destrutiva em quem é do mercado editorial.

Vemos editoras sabotando os próprios livros digitais ainda apegadas ao modelo de venda de papel como se fossem papelarias e não do mercado da palavra escrita.

No entanto o fenômeno não é exclusivo do mercado editorial.

Temos a inconveniente tendência a preferir nossos costumes, nosso conforto, a cuidar do que é importante para nossa subsistência. Como na política em que vemos um país inteiro congelado na disputa entre dois lados ilusórios, tão ilusórios quanto a diferença entre papel, tela, epaper ou papiro.

Há alguns dias tive acesso a alguns textos a respeito do quão mal vinham as vendas de livros digitais e me vi na obrigação de escrever esta coluna para esclarecer algumas coisas. Então, o título desta coluna é uma mentira, e eu escrevi somente para chamar a atenção dos menos simpáticos ao tema. Fiquei horrorizada ao perceber a polarização que um artigo gerou no começo dessa semana. A matéria, publicada pela Folha, falava sobre a estagnação ou até queda no mercado de e-books nos EUA. Pude ver, incrédula, que profissionais do livro comemoraram a decadência (relativa) de um formato de leitura. E olha que o texto se referia a uma só loja e a uma só análise, mas o que senti nas redes sociais foi mais um Fla x Flu no qual, de um dos lados do campo, estava o formato digital. Isso me assusta… Quando falamos em crescimento ou queda do livro digital, estamos falando em crescimento ou queda dos índices de leitura. Portanto, não é um dado que possamos torcer contra… Clique abaixo e veja a íntegra da coluna de Camila Cabete.

Source: Um minuto de silêncio, pela morte dos e-books | PublishNews

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