Li poucos textos abrangentes como esse.

O ponto chave é o nível de sucesso que ele obteve ao reduzir viés e falácias além de recorrer à transdisciplinaridade para analisar o quadro.

Não é possível falar em muitas coisas através de visões macrospópicas: o problema do Brasil é o Brasileiro, o problema do Brasil é a exploração capitalista, o problema das mulheres é a tirania machista.

Todas essas coisas são fatores maiores ou menores, mas para entender melhor a realidade e assumir algum protagonismo em nossos rumos temos que usar nossos instrumentos intelectuais e diversos ramos do conhecimento.

Gostei muito desse artigo questionar inclusive o viés do conceito de gênialidade clássica.

Sempre uso Dan Brown (que não tem nada de gênio, mas muita gente leu) como exemplo: ele lançou três ou quatro livros antes de conquistar um status intelectual com Código DaVinci (que mal difere dos outros) e, logo em seguida, seus livros anteriores “ficaram bons”.

Nossa natural mitificação do clássico estabelece padrões enviesados de avaliação cerrando os portões para outras formas de manifestação.

Esse é um aspecto que não explica todo o problema, mas raríssimas vezes o vi sendo levado em consideração.

Enfim, esse artigo é vasto demais para ser esgotado agora em breves comentários. Talvez eu o destrinche futuramente, por hora fica aqui na sessão gotas.

Leia:

Implications of the Women’s Lib movement for art history and for the contemporary art scene—or, silly questions deserve long answers; followed by eight replies

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