Imagem: Frances Gunn

Vamos começar o ano pelo começo?

O Meme de Carbono é um ecossistema cognitivo que pretende fornecer ferramentas para entender o que está acontecendo com a humanidade e como isso altera a sua vida.

Em outras palavras: O objetivo desse blog é ajudar as pessoas a entender de onde a humanidade está indo, para onde vai e o que precisamos fazer para garantir nossa profissão e bem estar no meio desse período caótico.

E por falar em caótico esse foi o sobrenome de 2016. Chegamos ao fim dele meio sem ação, meio catatônicos. Confesso que até eu porque algumas coisas parecem ter saído mesmo de controle.

No entanto não vi mudanças no cenário geral. Vamos exemplificar, mas antes vamos reforçar o objetivo desse post:

Objetivo desse post…

Estabelecer um ponto de partida para tentarmos entender como e por que o mundo está mudando.

Simples assim!

Ondas e marés: onde achar as mudanças?

Metáforas mirabolantes são um saco, não acha? Aqui a ideia é simples:

  • Todo dia acontece um monte de coisa na política, na sociedade, na cultura. É uma rapper estrangeira que se irrita com alguns brasileiros, um presidente eleito, uma empresa que faz marketing polêmico. Isso são ondas. Elas podem ser coisas boas ou ruins (notei agora que citei apenas ruins) e, de uma forma ou de outra, são causadas pela maré.
  • Existem ideias, objetivos e causas que se desenvolvem ao longo de décadas. As ondas vão contra ou a favor delas, mas observando bem podemos perceber que elas avançam sistematicamente ou se retraem. São a maré.

A maré é o que nos importa!

Portanto vamos focar nela!

O terror de Aleppo e a própria crise na Síria são ondas. A maré é fluxo e refluxo entre o crescente despertar das sociedades para o direito a mais participação nas decisões sobre o rumo da sua cultura e a resistência exercida pelo poder anterior.

Verdadeiros tsunamis são provocados pelo embate de forças, mas tsunamis ainda são ondas. Onde está a maré?

As ondas assustam governos e populações que são atingidas por elas, como a chegada de refugiados por exemplo, mas lembre-se que a empatia é um impulso natural dos humanos e ela só é superada pela xenofobia porque estamos assustados com as ondas e não vemos claramente a maré.

Vai parecer que estou sendo otimista, não me considero otimista em geral e muito menos nesse caso, no entanto, quando olhamos para a cultura de massa em filmes, séries, livros (certo, isso atinge pouca gente), religiões, festas populares, ícones e personalidades admirados pela maioria e aspirações comuns me parece claro que o movimento da maré é no sentido de uma sociedade mais justa e pacífica.

A parte do “não otimista” está no fato de que acho que realmente podemos não conseguir surfar as ondas certas ou, na melhor das hipóteses, que demoraremos muito para produzir mudanças eficazes.

Ainda está muito metafórico? Vamos melhorar…

Sintetizando

Um parêntese (Nossos instintos garantiram nossa sobrevivência através da capacidade de identificar padrões imediatos, eles não são bons para padrões em larga escala de tempo, quantidade ou espaço).

Quando um governo ruim assume o poder (e convenhamos que todos tem parecido bem ruins) nossos instintos nos dizem que é isso, que agora só vem ondas assim, que esse é o novo padrão.

No entanto coisas ruins nos tornam conscientes para o que é ruim. Ou talvez para o que não é bom, já que cada governo (ou qq outra coisa) ruim que aparece era visto como bom por alguém.

As ondas e marés reais respondem aos efeitos da Lua, do Sol etc. Estão além das nossas influencias individuais (na verdade estamos causando a mudança climática que altera tudo isso, mas isso precisa de outro post, abstraia por hora).

As ondas e marés sociais, culturais, morais são um móbile que se modifica a todo momento de acordo com a forma como cada evento nos afeta.

Mesmo entre os mais xenófobos achamos empatia pelos refugiados. É uma onda de medo dos impactos culturais e populacionais que disputa com a consciência de que aquelas pessoas estão sofrendo (muito provavelmente o mesmo que nossos avós sofreram).

A primeira coisa que devemos fazer para desenvolver uma visão mais próxima da realidade é procurar identificar ondas e marés.

Voltaremos a isso em breve! Por hora procure digerir essas ideias.

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