Se você não assistiu a apresentação da Erin Mckean no TED faça isso agora (está em Inglês):

dicionario_houaiss

Resumindo: Os dicionários até ontem eram feitos por especialistas que escolhiam as boas e excluíam as más palavras, mas o que é uma palavra ruim? Vigilantismo é uma bela palavra (para algo muito ruim) que ainda não costa nos dicionários, nem mesmo no excelente Houaiss ao lado.

A língua é dinâmica. Todo tempo são criadas novas palavras, principalmente em momentos históricos como o que vivemos em que absolutamente tudo está em alucinante processo de transformação e criação.

Hiperdemocracia, tuitar, metauniversos, googlar, blogar, digitosfera, memesfera, desconferência, cibercultura, podcast, meme só para citar algumas palavras necessárias para manter uma conversação sobre as fronteiras da nossa cultura e que não estão dicionarizadas.

Os novos dicionários precisam se livrar do papel tornando-se um reflexo flexível da linguagem dinâmica e em transformação. Essa é a tese de Erin McKean.

Uma ótima solução para isso – já implementada aqui no Brasil – é o Aulete Digital cujo site se divide em duas partes.

Você pode consultar o Aulete tradicional que é de longe o mais completo da língua portuguesa (o único até onde sei que tem papavras como Avonda, busque  no seu) ou o Aulete Colaborativo onde você pode sugerir a inclusão de novas palavras caso não as encontre.

O próximo passo talvez seja criar meios (apis abertas) para libertar os dicionários dos seus sites web colocando-os em nossos celulares e integrados aos nossos processadores de texto, estender a colaboração também para a aprovação das novas palavras pela própria comunidade de usuários dos dicionários e, claro, manter a viabilidade econômica já que não haverá mais venda de papel.

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