O @lesilva (do Copiar e Colar) me passou o link para uma matéria intitulada O que você precisa saber sobre a empresa mais influente do mundo em que o Maurício Moraes nos convida a refletir sobre o Google apesar de temer ser apedrejado por isso. 🙂

Ele acabou não falando nada demais (talvez por estar dentro de um site da velha mídia onde é necessário se preocupar com os leitores e anunciantes) então decidi colocar a língua ferina em ação e deixar um comentário lá.

Como não sei se ele vai poder liberar o comentário decidi publicá-lo aqui também.

Aqui entre nós, que chato esse cadastro da Abril que temos que preencher para deixar um comentário, hein?

Pô, achei que vc ia pegar pesado quando falou em ser apedrejado! Vou fazer isso por vc apesar de usar o Google para quase tudo (agenda, documentos, email, estatísticas de acesso, pesquisas).

Primeiro pegando no pé dos fundamentalistas religiosos: o Google não pode ser divindade pq fingue que seu lema é não fazer o mal e a maioria das divindades dos fundamentalistas são ciumentas, vingativas, mesquinhas e fazem o mal o tempo todo 😉

Quanto ao Google.

O bicho já virou um monopólio mais restritivo que a Microsoft.

Todos nós conhecemos a história das inovações que a Microsoft tentou inibir e das tantas que ela conseguiu inibir e que seriam grandes avanços para o bem da humanidade, dá para citar rapidamente o Quicken, o OS/2 da IBM e os mais importantes de todos (ainda bem que esses ela não ganhou) a cultura OpenSource e a Internet.

Na lista do Google a gente tem o Zoho que é um pacote de aplicativos muito melhor que o Google Docs, o Clusty que é um buscador que traz várias qualidades interessantes e o Yahoo!Live que talvez tenha morrido por causa da criação do Youtube Live.

Mas o maior perigo do Google nem são as suas características monopolistas e sim o poder absurdo que ele tem ao ter acesso a praticamente TUDO sobre nós!

Ele sabe sobre o que pesquisamos, o que conversamos (por email ou chat), de quem somos amigos (não pelo Orkut que não colou, mas pelo OpenSocial ou pelo livro de endereços do Gmail), o que fazemos (pela agenda), onde vamos (ainda não criou seus mapas personalizados no Maps?) e a lista segue bem adiante com o Android, gps etc.

Com esse volume de informações e um bom consultor em data mining eles podem analisar as tendências de comportamento da humanidade como ninguém!

Quer eleger um presidente? Criar o celular perfeito? Lançar um produto inédito que todos estão querendo, mas ninguém notou ainda? A chave está nos bancos de dados do Google…

E o Google e a Internet são apenas a ponta do mastro de uma embarcação que não sabemos bem como é… Já sabemos que virtual e real não se aplicam mais e sim online e offline já que nada disso é brincadeira ou invenção, mas lugares onde espalhamos e compartilhamos nossas vidas reais!

Até mesmo o online e offline são fronteiras cada vez mais sutis ou o Twitter não é um sucesso justamente por fazer a ponte entre os dois?

Pode ser que o Twitter seja o comecinho das velas que estão abaixo daquele mastro distante, mas quem sabe o que virá a seguir?

E não dá para terminar sem deixar um motivozinho a mais para apedrejamentos 😉

Fundamentalistas…

Não importa o nome que um fundamentalista dê a seus deuses, quem está por trás é sempre a mesma entidade: um ego inflado e arrogante. O deus de um fundamentalista é ele mesmo. A única razão para usarem outros nomes é porque ninguém seguiria um baixinho esquálido, então, assim como em O Mágico de Oz, eles elegem algo grande e ameaçador que controlam como uma marionete para disparar seus preconceitos e autoridade contra os outros…

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