Henry Jenkins é muito conhecido por quem trabalha ou se interessa pela indústria do entretenimento.

Sabe essa coisa de seriados de TV que também podem ser acompanhados por histórias em quadrinhos, videogames, sites na web e vídeos no Youtube? Pois é, Histórias contadas em vários meios que se completam. Isso é Transmídia Storytelling ou narrativa transmídia. O termo foi cunhado pelo próprio Jenkins.

Se você nunca ouviu falar nisso, mas gostou de Heros, Lost ou mesmo de Buffy a Caça Vampiros ou Galactica e seu spin off Caprica então está na hora de se informar… A propósito os objetivos da Iniciativa Dharma foram revelados entre a primeira e segunda temporadas de Lost em vídeos no Youtube e até hoje vejo gente que não sabe disso.

Mesmo que você não tenha gostado de nada disso é uma boa ideia manter uma orelha em pé pois ao que parece essa história de transmídia não é uma moda em seriados nerd e sim uma forte tendência das nossas cabecinhas cada vez mais adaptadas para consumir, reproduzir, criar e modificar memes, mas isso ficará mais claro se você continuar lendo esse post 🙂

Henry Jenkins está no Brasil.

Hoje ele apresentou uma bela visão gerão das suas ideias para uma platéia atenta.

Resistir é Inútil

A certa altura Jenkins compara a árvore de relacionamentos em Guerra e Paz (de Tolstoi) com a de X-men o que deixa claro como os universos de ficção modernos são incrivelmente complexos.

Você pode buscar também a lista de Pokemons que qualquer criança de 6 anos conhece de cor.

O fato é que nossa capacidade de absorver, processar e replicar informações aumentou absurdamente nas últimas décadas (pelo menos desde Robotech – Protoculture Collection de 1985).

Porque a escola é chata?

Uma geração acostumada não apenas aos complexos e vastos universos de ficção da TV, mas também ao dos videogames (a Wikipedia é a maior wiki do mundo, a segunda é a dedicada ao jogo World Of Warcraft) simplesmente fica entediada com o ensino enfadonho e limitado das escolas.

Nossos jovens não tem problemas com o aprendizado, eles não só aprendem esses universos como os expandem, e Flourish Klink (a menina que aos 12 anos foi ameaçada de processo por manter um site de fanfics de Harry Potter) estava no palco junto com Jenkins para nos lembrar disso (brilhantemente diga-se de passagem).

Ainda outro dia vi o Carlos Nepomuceno comentar no VideoMak que do jeito que a escola está talvez seja melhor não submeter as crianças a elas.

Repito, nossos jovens não tem problemas para aprender, a questão é que eles estão demandando outras formas de aprendizado.

Quando eu era criança (há uns 30 anos) nos conformávamos a aprender coisas interessantes de jeitos chatos formando legiões de adultos que não gostam dos seus trabalhos pois se acostumaram a crer que o mundo real é chato.

Isso já merece uma série de posts, mas a questão aqui e agora é: aprender precisa ser linear e chato?

New Media Literacy

Recentemente (ou pelo menos fiquei sabendo recentemente) Jenkins tem justamente refletido sobre a alfabetização na nova mídia.

O link acima contém esse vídeo que já diz muita coisa:

Vou me esquivar de mergulhar nesse tema agora por compreender que é outro que merece uma série de artigos, mas deixo algumas perguntas: aprender tem que ser chato? O mundo “real” deve ser um calvário que suportamos até a morte depois de viver 13 anos de felicidade infantil?

Sete características da cultura da convergência

  1. Espalhabilidade e “aprofundabilidade” (drillability)
  2. Continuidade e multiplicidade
  3. Imersão e extratabilidade
  4. Construção de universo (história, personagem e mundo) – Impossível não pensar em Tolkien
  5. Serialidade
  6. Subjetividade
  7. Performance – exemplo: Glee

Alguns destaques

Enquanto ouvia a palestra de Jenkins destaquei algumas coisas que me chamaram a atenção:

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