É provável que nada seja mais importante para construir o futuro do que um bom ensino fundamental.

A professora Amanda Gurgel mostrou com extrema clareza propriedade que a situação no Brasil está péssima pois a educação não chega perto de ser uma prioridade:

[youtube]yFkt0O7lceA[/youtube]

Guardadas as devidas proporções outros países do mundo não parecem estar indo muito melhor do que nós.

Além do ensino não ocupar uma posição de destaque na agenda de investimentos das nações em muitos casos ele foi projetado para atender demandas que mudaram radicalmente:

A escola ainda prepara engrenagens para a produção industrial e estamos diante da produção de conhecimento.

Sabemos que para que o futuro seja melhor que o presente precisamos investir o mínimo em tudo, mas não podemos investir menos do que o máximo no ensino e isso é apenas o começo do trabalho que temos pela frente.

Uma vez que nós estejamos investindo o que devemos nas escolas, nos professores e nos alunos o que lhes ensinaremos? Como ensinaremos?

Mas se pretendo fazer aqui alguma proposta para melhorar a nossa educação não posso pular a etapa dos recursos para construir boas escolas e pagar bons salários aos professores.

Recursos para a educação

A professora Amanda Gurgel (alguém tem o site, Twitter ou mesmo Tumblr dela?) está certíssima: o ensino não é uma prioridade para os nossos governos. Provavelmente por duas razões muito simples: não dá para mostrar serviço em um mandato e não é trivial.

O que impede nosso governo não é importante, o importante é o que nos impede e o que podemos fazer para mudar esse quadro.

Vou listar apenas algumas possibilidades:

  1. Organização da sociedade civil para construir suas próprias escolas e sistema de ensino mais eficentes (é citada no filme e no livro Waiting for Superman)
  2. Mobilização da sociedade civil, ajudada pela mídia de massa, para exigir dos governos “investimento máximo em educação”

E bastam essas duas possibilidades pois já são suficientemente complexas e possíveis apenas se superarmos a desesperança e aprendermos a nos organizar através redes sociais online e pequenas células comunitárias de forma efetiva. São muitas as dificuldades para atingir esses objetivos e merecem artigos específicos, mas considero que a aproximação entre as camadas da sociedade estimulada por eventos como a Ação Global são essenciais.

Além disso, uma vez que estejamos organizados, qual será o modelo de ensino e escola que vamos escolher? Exatamente o mesmo que temos hoje, apenas mais eficiente uma vez que as escolas estarão bem equipadas e os professores bem pagos?

Novos caminhos para o ensino

Gostaria de ouvir os sonhos mais audaciosos de educadores, mas me adiantarei e darei as minhas opiniões à luz dos princípios da gestão do conhecimento e da memética.

  1. O modelo atual cria especialistas com grande capacidade analítica e sempre haverá espaço para esse tipo de aprendizado, principalmente nos níveis superiores.
  2. É necessário desenvolver um modelo que capacite os estudantes já no ensino fundamental para saber filtrar o fluxo de informação, pesquisar, disciplinar sua mente para manter o foco, produzir conhecimento e adaptar o que observa. Esse deve ser o conceito de alfabetização mínima.

Mais uma vez me parece que bastam dois ítens por enquanto já que são suficientemente complexos.

Em essência a ideia é que devemos aprender a lidar com as três caraterísticas principais dos memes (seleção, mutação e hereditariedade) e com nosso impulso natural que nos torna vítimas fáceis para o vício em informação e para o pensamento dispersivo e superficial.

José Pacheco é um dos poucos educadores que vi apresentar algumas propostas audaciosas, começe escutando sua fala no TEDxRio:

[vimeo]23560807[/vimeo]

Links

Referências

Pin It on Pinterest

Share This

Compartilhe!

Mande para suas redes sociais