Este é um momento autocrítica, hora de discordar de mim mesmo.

Tem horas que parece que as pessoas estão divididas em dois grupos, os irados homens de bem de classe média e a massa pobre linda e pura como o índio selvagem que foi explorado por séculos.

Uns se colocam ao lado do primeiro grupo, se dizem de direita e atacam o pessoal dos direitos humanos.

Outros – onde costumo me incluir – levantam a voz para defender os direitos de todos, sejam ricos ou pobres, honestos ou criminosos crueis.

Tá.. E eu digo que não sou maniqueísta!

Acabo de ler um texto que foi uma bela paulada nessa visão pequena. Já recebi muitos semelhantes, mas o tom sempre me fazia pensar em um filhinho do papai mimado enquanto no texto Quem é Você Mesmo? sinto a preocupação sincera de quem tem filhos e sabe discordar sem raiva, sem bater o pezinho e fazer pirraça. Isso me fez parar para pensar.

Consumismo

Esse é o ponto central do que me perturbou tanto no texto “linkado” acima…

O ter sem ser é uma força destrutiva poderosíssima, mas, pense bem… É possível alguém que só quer ter e nunca pensa em ser? Há patricinha tão fútil que se limita a ter coisas sem jamais se questionar?

Além do mais, quem nada tem se tornará automaticamente um filósofo do “ser”?

Por que tenho tanta facilidade em ver um humano por trás de um louco que dispara uma arma contra a mulher que diz amar e demonizo o mauricinho ou a patricinha? A perua ou o ênio?

Porque estou errado… Caí na mesma falácia que os que demonizam o criminoso.

Afinal, quem somos nós?

Tem anos que alguém me disse “a diferença entre ricos e pobres no Brasil é o dinheiro”. Sempre pensei nessa frase em mão única (rico é um pobre com dinheiro), mas tem mão dupla.

O que nos define não é o iPod, o tênis, o caro smartphone, as viagens anuais para o exterior ou a falta deles?

As posses não nos diminuem nem nos aumentam e a falta delas não é fruto de um espírito santificado que opta pela humildade.

O que nos diminui é acreditarmos nos discursos de que pobres ou ricos são diferentes, é não perceber que essa divisão hoje não é muito diferente do preconceito que nos divide entre brancos e negros ou entre mulheres e homens.

É bem provável que eu ainda caia nesse erro algumas vezes, fique a vontade para me dar uma bronca!

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