Imagem: Forbes

Não se deixe enganar pela imagem que ilustra o post: não se trata de sermos “fofinhos” muito embora também se trate disso.

Parte de ser adulto é assumir responsabilidades, é agir  no sentido de se tornar melhor e ajudar a desenvolver o seu ambiente íntimo, comunitário e global. Tá achando estranha essa definição de “adulto”? Ainda essa semana devo escrever mais sobre isso (já escrevi).

Nossa primeira razão para cobrar dos nossos políticos e de nós mesmos a criação de uma política de acolhimento de refugiados é sermos adultos, entendermos que nosso planeta é uma nave que cruza o espaço e todos nós somos sua tripulação.

Para os que são irresponsáveis há razões egoístas:

  • Enquanto houver refugiados vagando pelo mundo haverá violência chegando a nós
  • As culturas que conseguem receber mais diversidade se fortalecem como nos mostra a história:  Império Romano, o mundo árabe até o século XII, os EUA depois da segunda guerra
  • Refugiados podem trazer tecnologias e riquezas com eles (uma vantagem diferente da diversidade cultural)

Seja como for os motivos para não agir no sentido de adaptar nossas culturas para receber refugiados sempre resvalam para a ignorância, falta de empatia, na irresponsabilidade.

São numerosos os artigos demonstrando a necessidade de sermos humanos recebendo refugiados. A imagem que ilustra esse post vem de um artigo da Forbes lembrando dos refugiados europeus nos séculos passados. Bancos na Europa apontam o recebimento de refugiados como um investimento de acordo com a revista Exame.

Pode-se dizer que responsável, adulto e humano é evitarmos que sociedades inteiras entrem em colapso pela ação de grupos radicais. É verdade. No entanto os refugiados estão aqui agora e as guerras que os assolam tem suas raízes profundamente cravadas em nossa estrutura econômica que abriga indústrias de armas, reconstrução de países e exploração de recursos naturais de regiões politicamente instáveis. São problemas que só resolveremos a médio ou até longo prazo.

Ah! E como integrá-los?

Cada país terá suas peculiaridades, mas provavelmente podemos generalizar assim:

  • Criar novos setores de trabalho como um vale do silício. Vai depender das especialidades da maioria dos refugiados
  • Preencher setores que estão mal atendidos. Em muitos países há falta de médicos e professores fora dos grandes centros, por exemplo.