Ontem um grande visionário deixou de existir nesse mundo e a Internet parou para homenageá-lo.

Acho desagradável o oportunismo de quem se aproveita desses momentos para obter mais acessos em seus sites, mas seria impossível não falar sobre sobre a trajetória desse gênio aqui onde me dedico a falar em memética.

Felizmente não será necessário falar o nome dele ou das empresas que ele tocou pois, mesmo daqui a 10 anos, se o leitor for minimamente bem informado, será capaz de identificá-lo.

Nem todo gênio muda o mundo, mas esse especificamente teve um papel central na criação dos computadores pessoais, da comercialização de conteúdo digital (principalmente música e vídeo), de computação ubíqua (ou seja, computadores em todo lugar desde a palma da sua mão) e do entretenimento (mais especificamente dos longa metragem de animação).

Além disso ele teve um papel coadjuvante na criação ou desenvolvimento da Web (desenvolvida em um computador criado por ele), design (os dispositivos criados por ele foram além da tecnologia e passaram a inspirar até luminárias), propriedade intelectual, comunicação, administração e mais algumas áreas.

Estou chegando ao ponto que explica porque esse blog não poderia deixar a morte desse homem passar em branco. Aguarde apenas mais três parágrafos.

Esse homem não se destacou por ser humilde, amável com os seus funcionários ou dedicado à filantropia. Talvez tenha sido arrogante e egoísta, mas ele mudou o mundo pois tinha algumas características únicas, umas que podemos tentar reproduzir, outra que talvez seja um talento inato que não pode ser reproduzido.

Ele era perfeccionista, sabia identificar o que gostava de fazer e sabia fazer bem, tinha a capacidade de olhar para o passado e conectar os pontos das coisas que viveu e aprendeu para criar algo novo, ele vivia cada dia como se fosse seu último e, finalmente, ele era capaz de criar memes.

Sim, ele era capaz de criar memes, de olhar para o presente e descobrir algo que não surgiria em anos pois ninguém sabia que precisava daquilo até que tivesse a coisa nas mãos. E isso é o que não podemos reproduzir facilmente, é isso que faz desse homem uma grande perda para a humanidade e torna impossível não falar dele aqui.

Também é isso que nos provoca a seguir seus melhores exemplos e procurar observar o mundo à nossa volta, conhecendo nosso passado e tentando reinventar nosso futuro.

Falo do ponto de vista pessoal. Quais são os costumes, as ideias, as realizações que você não sabe que serão boas para você simplemente porque se acomodou com o que é?

Em um discurso que esse homem deu em uma universidade ele concluiu dizendo “Stay hungry. Stay foolish” – “Mantenha-se sempre faminto. Mantenha-se sempre tolo”.

Talvez nesse mesmo discurso ele tenha compartilhado a fórmula que o ajudou a ser um criador de memes: siga sua paixão, acumule experiências, saiba observá-las olhando para o passado, deixe sua mente livre e, finalmente, viva intensamente seus potenciais criativos.

Coletei alguns artigos sobre esse grande homem no StumbleUpon.

Homenagem a um gênio

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