Esse não é o tipo de artigo que eu comentaria aqui, mas servirá para fazer uma observação sobre viés.

A tendência de quem se opõe ao conservadorismo de Bolsonaro é ver na declaração um sinal de retorno a coisas ruins, à ditadura, por exemplo, mas ele está falando com conservadores, com quem idealiza a sensação de ordem do passado e rejeita o progressismo.

Para essas pessoas a declaração é boa.

Para os atentos, que entendem que as transformações sociais e morais das últimas décadas são inevitáveis, a declaração é de fato um sinal de retrocesso que terá que ser recuperado depois.

O ponto aqui, para quem lê, é refletir sobre conservadorismo e progresso, e não simplesmente se apressar em taxar Bolsonaro de retrógrado.

Porque grande parte da população deseja voltar a princípios morais que desrespeitavam o respeito à diversidade, a religiões, culturas, raças, gênero e que foram sendo deixados para trás às custas de muito sofrimento para a sociedade? Como mostrar que esses princípios estão obsoletos, que davam uma sensação de ordem, mas não eram justos?

No fim da matéria tem várias das contradições morais do político. Guardei também no clipping.

Source: Bolsonaro diz que objetivo é fazer o Brasil semelhante ‘ao que tínhamos há 40, 50 anos’ – Jornal O Globo

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