Imagem: Do artigo comentado. Link no final

A sessão gotas contém comentários meus a artigos. Você acha o link para o artigo comentado no final do post. O título é tirado do artigo comentado.

Vejo outra anatomia para o que acontece agora:

  1. O fenômeno Occupy de 2013 tinha em seu cerne quebrar o sistema rejeitando mídia e partidos.
  2. O partido no poder seria o que mais sofreria, claro, incapaz de atender à demanda.
  3. A oposição se aproveita da fraqueza e do fracasso da esquerda nas urnas (como diagnosticou Manuel Castells) para montar seu cenário, no caso o Lava à Jato.
  4. O que era estratégia de marketing político acabou virando uma oportunidade de reversão das urnas.
  5. Constrói-se algo que parece 2013, mas é braço político (MBL etc.) 6) Valendo-se de influência e alianças a oposição retém as evidências contra ela focando todos os holofotes no governo.
  6. Ainda em 2014 a oposição usa sua influência para impedir medidas que poderiam amenizar a crise econômica.
  7. Ignora-se que a opinião pública se divide em dois pequenos grupos contra ou a favor do impeachment e um terceiro grupo massivo que apenas observa.

Essa é a anatomia do encurralamento do governo.

O poder sociedade hiperconectada ainda foi apenas tangencial, mas, claro, teve um papel.

A Rede foi bem usada pelos dois grupos apelando para a ira e emoções como todos nós sabemos que deve ser feito para influenciar as pessoas.

Isso é ótimo pois é parte do nosso processo de amadurecimento que talvez mostre sinais já no ano que vem que é quando devem tentar finalizar o impeachment a fim de colocar um presidente eleito pelo senado e não por eleição direta.

Até lá o país continua congelado e mergulhando na crise porque os dois “jogadores” se recusam a largar o campinho.

O que mais gostei nesse artigo foi desse parágrafo:

“Avaliação debaixo para cima, constante e online, através de qualificação coletiva para produção de decisões de leis, orçamentos, decisões dentro de plataformas digitais participativas, reguladas por algoritmos sociais inteligentes. É o que chamo de República 3.0, nova etapa digital da tecnopolítica.”

Source: Como a internet ajudou a tirar Dilma do poder

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