Um dos melhores artigos sobre o efeito bolha online.

Venho discordando pois a segregação é natural da nossa espécie que, até ontem, vivia em tribos de poucas centenas.

Além disso basta ver a reclamação quase onipresente sobre o viés oposto dos nossos contatos para notar que as redes, principalmente a mais influente, o Facebook, nos colocam em contato com outras formas de ver o mundo.

Mas… Existe outra bolha bem descrita no artigo: a de notícias e construção de fatos (reais ou falsos).

Quando os algoritmos do Facebook ou do Google nos trazem apenas notícias que confirmam nosso viés (ou o nosso próprio algoritmo que nos leva a fazer o mesmo no Twitter) temos uma fórmula incendiária:

– Temos suporte “jornalístico” para o nosso viés elevando-o ao status de fato sólido
– Somos levados a pessoas com viés oposto tão convictas quanto nós.

Some isso ao efeito todo mundo já comentado pelo Roberto Cassano há anos e está estabelecida a belicosidade da polarização global.

O artigo tem algumas sugestões no final para tentar reduzir isso, mas destaco duas, digo, três:

  • Sempre desconfie do que confirma seu viés, ou seja, se a notícia, ideia, opinião, hipótese, teoria ou fato te agradar verifique-a com mais rigor do que se te desagradar
  • Pratique o desapego do seu viés (meditação ou maindfulness podem ajudar)
  • Feito o passo acima busque notícias, opiniões, hipóteses etc contrárias ao seu viés
  • Pratique empatia por quem tem viés diferente do seu, procure ver sentido nas opiniões delas

… Foram quatro, né? Achei necessário adicionar a prática do desapego do seu viés.

“How We Broke Democracy (But Not in the Way You Think)” @TobiasRose

An illustrated guide to empathy in the age of Facebook

Source: How We Broke Democracy (But Not in the Way You Think) – Medium

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