Christian Klein, CEO da SAP, é categórico: “Em três ou quatro anos, é possível que não haja mais ninguém desenvolvendo software aqui”
Fonte: Xataka Brasil
A SAP é uma das líderes mundiais em aplicativos corporativos e a declaração devia ser um sério alerta sobre a desconexão da realidade que sofrem os CEOs de muitas corporações que mostram desconhecer o status e possibilidades do desenvolvimento de IAs no rumo que seguem.
Vale a pena destacar o alerta final na mesma matéria da revista Xataka:
A confiança dos desenvolvedores no código gerado por IA caiu de 40% para 29% em apenas um ano. 46% dos profissionais desconfiam ativamente dessas ferramentas. 45% do código gerado por IA contém falhas de segurança graves.
Fonte: Idem anterior
Deixei esse comentário sobre a notícia no Fediverso:
CEO da SAP diz que, em 4 anos não terá ninguém programando lá.
Nem os CEO das corporações de IA estão interessados em saber como elas funcionam, do que são e não são capazes, menos ainda os de outras empresas.
A minha impressão é que estamos diante de um tipo de capitalismo “gigante vermelha”, que é um estágio da vida de estrelas médias, como a nossa, em que ela se expande perdendo sua identidade original e absorvendo os planetas que as orbitam.
O que eu quero dizer com isso é que as empresas não estão mais interessadas no seu produto, mas somente em expandir os lucros reduzindo custos ou em jogadas de manipulação de bolsas de valores.
Se expandem como gigantes vermelhas queimando o combustível de fusão mantido por bilhões de anos até que a maior parte dele se perde pelo espaço e pode até gerar novas estrelas no futuro, mas a que fica é uma anã branca, com uma fração do tamanho e energia, incapaz de cumprir o mesmo papel de antes, até pq consumiu os planetas ao redor
Não se assustem, falta 5 bilhões de anos pro Sol fazer isso. Até lá as IAs já terão destruído a vida na Terra ou nós as teremos destruído dominado.
Notei que posso expandir uma frase desse meu comentário: “pode até gerar novas estrelas no futuro”.
O estouro da bolha das IAs deixará muita coisa para trás que poderá ser aproveitada, não será o fim da civilização.
Ficarão os datacenters (muito embora talvez muitos sejam simplesmente desmontados), investimentos em energia, modelos e sistemas de IA que rodam perfeitamente bem localmente sem precisar de datacenters monstruosos (já existem), novas visões sobre como desenvolver sistemas inteligentes. Só alerto para uma coisa que não vai ficar, os engenheiros de prompt, que só existem no estreito espaço de tempo em que as IAs ainda são primitivas demais.
Imagem ilustrativa: Página da Nasa sobre tipos de estrelas.


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