Se realmente em 2016 ele viu a possibilidade de Bolsonaro com base na “tempestade perfeita” e no desagrado da população com o avanço de direitos humanos e diversidade então ele realmente teve uma perspectiva sagaz.

São 30 anos estudando a política no Brasil e creio que devemos dar atenção a suas observações. Vou resumir.

  • Bolsonaro continuará sendo Bolsonaro para entreter a população, mas o governo irá para outras direções de acordo com as coalizões e “toma lás da cás” de sempre
  • A democracia não estará em risco desde que a sociedade civil e grupos de direitos humanos e de minorias continuem articulados
  • O senado deve aturar Bolsonaro por até um ano, depois o presssionará carregando o governo para os lados de sempre
  • Moro não devia ter aceitado o super ministério, mas talvez sua presença lá alivie a violenta abordagem de Talião de Bolsonaro para a segurança pública e proteja a integridade do legislativo
  • Os governos de direita que se levantaram aqui na América Latina não são coesos como os de esquerda e devem se ocupar dos seus assuntos internos sem criar novos blocos, afinal sequer são governos de direitas realmente similares e sim fenômenos diferentes.
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