Essa semana o relato da futura ministra da sua experiência religiosa quando criança, vítima de abuso sexual, tomou as manchetes, o que francamente, não só é perverso como é irrelevante.

As experiências religiosas pessoais só tem relevância quando são usadas para oprimir algum outro grupo. Os problemas da futura ministra são outros.

Sua proposta para dar uma bolsa para mulheres estupradas que “decidam” ter a criança é vista como um tipo de legalização do estupro, uma bolsa estupro, principalmente porque seria a única opção da mulher estuprada visto que também se fala em tornar o aborto crime ediondo, ou seja, ou a mulher tem a criança com uma bolsa irrisória ou tem que recorrer a ilegais. As medidas da futura ministra serão bem vistas pelas redes criminosas de aborto.

No mesmo estatuto do naciturno, usado para dar apoio a essas propostas, consta a proibição de pesquisa com células tronco embrionárias, ou seja, se uma gestação for interrompida por qualquer razão o embrião vai para o lixo em vez de ter uma utilidade para salvar vidas.

Como se não bastasse a ONG fundada pela futura ministra em 2007 é investigada por suspeita de tráfico de crianças indígenas, incitação ao ódio contra indígenas e ações para suprimir as culturas indígenas.

A questão das ameaças do novo governo aos indígenas, aliás, é mais uma que já chegou à mídia internacional, como o GBFB da Alemanha.

A ONG Atini, fundada por Damares Alves, futura ministra de Mulher, Família e Direitos Humanos, é alvo de indigenistas e Ministério Público, que falam em tráfico e sequestro de crianças e incitação ao ódio contra indígenas.

Source: ONG de ministra é acusada de incitar ódio a indígenas e tirar criança de mãe – 15/12/2018 – Poder – Folha

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