O artigo abaixo consegue reunir alguns dos pontos principais.

Tenho a acrescentar que as prisões causam uma ilusão de que não há impunidade (até aqui continuo não vendo de fato fim de impunidade) o que é suficiente para instalar um novo meme na sociedade que pode levar a cobranças cada vez maiores de punição para políticos como, aliás, já alertei há mais de 20 anos quando se intensificaram campanhas políticas focadas na corrupção do adversário.

No mais concordo com a matéria:

  • O espetáculo das prisões preventivas (comuns no país até chamarem atenção recentemente por tocarem nos “intocáveis”) não favorece a melhoria do nosso sistema prisional. Pelo contrário, me faz pensar nos filmes americanos em que a polícia corre para apresentar um culpado para a imprensa e ficar bem diante da opinião pública;
  • Vingança não é justiça e não favorece a justiça. Seja ela contra o criminoso anônimo (que no entanto abre espaço ainda para uma generalização do pobre-incapaz-criminoso), seja do criminoso de colarinho branco. Temos que lembrar que as prisões se tornaram encruzilhadas do crime onde facções de organizam, recrutam e se formam.
  • O espetáculo das prisões pode nos deixar acomodados: está tudo indo bem! Estamos prendendo… No entanto prisão preventiva sem condenação acaba dando em nada…

Exibição de imagens dos ex-governadores do Rio Sergio Cabral e Anthony Garotinho provocam debate sobre o que é justo e o que é linchamento moral

Source: Qual a relação entre prender e fazer Justiça – Nexo Jornal

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