Autor de ‘Homo Deus’ mapeia as graves implicações da tecnologia – Folha

Tenho fortes críticas ao Yuval, viu?

Ele mistura evidências, hipóteses, teorias e opiniões dele como uma coisa só e isso cria uma grande confusão que pode acabar nos desviando de problemas mais sérios e imediatos.

Em Sapiens ele fala em memética rapidamente. A hipótese memética nos trata como algoritmos desde sempre, uma combinação de algoritmos genéticos e cognitivos.

O problema é que fica difícil comentar cada ponto do que ele diz pq ele é uma dessas pessoas chatas (como eu hehehe) que vai fazendo conexões entre tópicos e comprime em uma entrevista umas 100h de assuntos.

Mas isso é ruim porque acabamos simplesmente caindo num dos dois maiores problemas da humanidade: a sobrecarga de informação…

Nossa mente, mergulhada em hipóteses, teorias e pensamentos pessoais do entrevistado, cria uma síntese e fica com ela. Algo como “Somos algoritmos à mercê de Big Data e IAs cada vez mais capazes de nos influenciar?”

Eles cita as tecnologias como a grande ameaça, mas tecnologia precisa te consumidor, tecnologias cognitivas precisam que toda a humanidade seja consumidora…

Não será a tecnologia que criará pessoas-deus e pessoas-escravos.

Ele passa por alto pela questão da mudança climática, essa sim pode rachar a humanidade em uma ínfima minoria protegida em habitats seguros e uma enorme maioria lutando para sobreviver.

Mas acho que o ponto mais falho dele é a ideia de que podemos decidir que caminho tomar, como se pudéssemos decidir não nos expor para os FBs da vida.

Individualmente podemos, mas coletivamente é inútil pensar nisso.

É muito mais realista pensar em como lidar com a inevitável hiperconexão da civilização e o trabalho colaborativo humanos-IAs.

Minha resenha para Sapiens:

Resenha para De Primatas a Astronautas:

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