Hummmm… Tá aí um bom assunto para vídeo: como saber se a Internet está te destruindo e como fazer dela uma ferramenta para nos tornar melhores… Meio longo demais, né?

Tem uns 40 anos que me interesso por como a Internet nos muda e penso que podemos seguir mais ou menos esse raciocínio:
1- É inexorável. Não tem como a Internet não se tornar um espaço real online onde também existimos;
2- Não serão os nossos erros aprendendo a ocupar esse espaço que nos destruirão, então mais para a frente tudo vai dar certo. O risco é nos atrasarmos em questões realmente sérias, principalmente a mudança climática;
3- Já estamos bem incomodados com a “trollificação” da sociedade e criando estudos além de conversas informais, então provavelmente precisaremos apenas de algumas décadas para aprender a moldar nossa mente positivamente no espaço online;
4- (esse é importante, devia ser o segundo) Observo que as pessoas que tem uma estrutura emocional mais estável (está em um ambiente positivo e não tem inseguranças psicológicas muito profundas) tendem a se transformar positivamente online enquanto aquelas que estão sem chão tendem a ver seus aspectos mais sombrios se destacarem. Basicamente: quanto mais perdida e assustada a pessoa, mais ela pode ser influenciada negativamente. Nesse caso parte da solução para o efeito negativo da existência online está ofline, reduzindo a injustiça social, sedimentando princípios de diversidade (feminismo, dissolução do racismo, admiração da riqueza da diversidade) e investindo em educação crítica e inclusiva e em cultura empoderando a produção cultural local e também “tribal”.

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