De um lado estão os 6 mil campuseiros (ainda que campuseiro seja um nome de péssima sonoridade) e de outro há uma área de estandes de negócios e batismo digital dedicados ao publico em geral, mas o que seria campuseiro e o que seria público em geral?

É claro que os campuseiros não se confundem com o Gmail, sabem fazer buscas no Google e tem uma boa noção do que são blogs mesmo que sejam campuseiros desenvolvedores ou jogadores de WOW, mas entre o público em geral há diversas pessoas iguais que simplesmente não estão no Campus Party por achar que essas coisas não devem ter um papel central em suas vidas.

Como disse antes esta provavelmente é a grande diferença entre os campuseiros e o dito público em geral: a tecnologia tem um papel central na vida dessas seis mil pessoas acampadas ou imersas nos mais de 30 mil metros quadrados de Campus Party.

Lá na área dedicada a este misterioso “público em geral” os estandes apostam em tudo para garantir que vão conquistar sua atenção e quase sempre oferecem jogos ao lado da sua atividade real.

Há estandes de soluções de segurança (firewall, antivirus, anti-spyware e controle de conteúdo) com uma grande arena de jogos e outros dedicados a conteúdo online cheios de notebooks e consoles de videogame

É curioso notar que um deles trouxe duas lindas moças vestidas de coelhinho, mas a multidão se agrupava mesmo em volta do Rock Band que estava no mesmo estande.

Enquanto isso, no Campus Party propriamente dito palestrantes internacionais falam de uma Internet formada de pessoas apesar de grande parte dos campuseiros ainda estar deslumbrada com seus iPhones e estonteante gráficos ou pageranks.

Qual quer que seja o rumo da cibercultura ele está sendo moldado entre esse caos de tribos que se misturam anualmente e, afinal de contas, uma sociedade do conhecimento é justamente isso: a interconexão de culturas, idéias, informações e conhecimento.

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