A luta dos donos da propriedade intelectual de vídeos e músicas contra a disseminação do seu conteúdo sem o seu controle leva o Youtube a comparar 100 anos de vídeo todo dia para aplicar a eles os critérios de proteção que cada empresa define (e esses critérios variam de país para país).

Imagine esse esforço de processamento sendo usado para desenvolver a cura do câncer por exemplo, mas esse é outro assunto.

A questão é: será que impedir a publicação de um vídeo que usa a sua música ou trechos de filme que lhe pertencem proteje seus lucros?

Muitos, incluindo eu, acredital que é justamente o contrário. Ao impedir o compartilhamento da cultura a empresa se atira ao limbo.

O vídeo abaixo mostra um exemplo interessantíssimo de como um vídeo levou uma música com 18 meses de “idade” para o quarto lugar na maior loja de músicas do mundo (o iTunes):

São menos de seis minutos, mas se você estiver com pressa a história é simplesmente a seguinte: Um casal fez sua entrada na igreja com todos os padrinhos e madrinhas dançando ao som de uma música da Sony, mandaram para o Youtube e foram para a lua de mel. Quando voltaram o vídeo já estava com mais de 40 milhões de visualizações e por conta disso as pessoas ficaram com vontade de comprar a música.

Aliás, vale a pena rever o vídeo da entrada de casamento mais feliz da história:

Para o nativo da Internet (ou quem migrou para ela como quem se instala em um novo país) não é necessário dizer mais nada, mas para as empresas que ainda olham os internautas sem perceber que estão olhando para pessoas na rua vale a pena dizer mais.

Essas empresas não percebem que impedir o uso da cultura que elas acreditam ser delas é o mesmo que colocar agentes nas ruas para multar quem assoviar sua música por exemplo.

Quando uma pessoa faz um vídeo combinando trechos de filmes e desenhos ela está abraçando o seu produto e divulgando-o.

Mesmo que obtenha lucro com isso ela está divulgando seu produto gratuitamente.

Ao remixá-lo ela o está reavivando e muitas vezes ressussitando algo que permaneceria no esquecimento.

Tenho certeza que os que se consideram donos de algum produto cultural ganhariam muito mais monitorando as formas como eles são usados do que restringindo seu uso.

Falta agora as empresas entenderem isso.

Em tempo…

E quando são as empresas que copiam a cultura popular?

O casamento mais acima copiado pelo The Office:

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