Estava deixando as ideias interagirem com as de outras pessoas e com elas mesmas e amadurecerem antes de publicá-las, mas fui deixar um comentário no post O futuro da mídia. Mas que mídia? do Fábio Carvalho e percebi que elas (as ideias) queriam ser libertadas logo da prisão da minha mente, então aqui vai o que escrevi lá para ver no que dá…

Na sexta passada, na palestra do Nepô na ESPM, lancei pela primeira vez o começo de umas idéias que estão germinando na minha cabeça (e certamente em muitas outras).

Vou tentar fazer esse comentário pequeno, mas esto me aproveitando para alimentar um pouco mais as reflexões 😉

Fala-se muito da revolução social e econômica que estaríamos vivendo, mas o que vejo é uma aliança entre consumidores que usam seu poder recém conquistado para se tornarem os líderes tácitos da mesma cultura do consumo de sempre.

Isso mudará e ai sim começará a revolução…

Vai mudar pois estou convencido que a transformação da nossa civilização de uma economia do produto para uma centrada no conhecimento é imposição dos impulsos meméticos, ou seja: nossa mente tem necessidade de analizar dados, processar informação e gerar conhecimento.

Esse impulso nos impele a criar um ambiente cada vez mais propício a essa coleta, processamento, geração e fluxo…

Sim, de nada adianta tudo isso se não houver um fluxo livre de dados, informação e processos cognitivos.

Agora que expliquei de onde tirei a conclusão aqui vai ela:

Quase toda produção humana será de dados, informação e o processo que leva ao conhecimento. A economia que existir será regulada por isso como um dia foi pelo ouro.

O fluxo de tudo isso será livre e irrestrito.

A qualidade do que não é livre e irrestrito será exponencialmente superior à do que é restrito.

A pergunta para a qual não tenho resposta ou não me atrevo a dar por ser muito utópica é: o que será do dinheiro?

Você está pensando que “não se atrever a dar por ser muito utópico” não combina comigo?

Tem razão 😉

Porque o capitalismo tem que ter dinheiro? Porque o valor deve ser definido por oferta X procura (como fica quando a oferta é infinita?).

O que antevejo utopicamente é um período de transição durante o qual os consumidores desenvolverão uma ética segundo a qual eles pagarão por dados, informação etc de acordo com seu valor percebido, ou seja, aquilo salvou minha vida então darei todo dinheiro que tinha guardado; foi apenas uma curiosidade interessante? Pago uns 3 dinheiros.

Após essa transição desconfio que o dinheiro perderá seu papel central na economia e assistiremos algum tipo de sistema de trocas como já faço com a minha locadora onde não pago para alugar filmes e eles não pagam pela consultoria em presença online…

E olha que eu me esforcei para fazer uma resposta pequena 😉

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