O vídeo 5 Ways to Disrupt Racis foi criado para tratar do racismo (que eu gostaria de classificar como ódio étnico-cultural já que há apenas uma raça humana e existe também um forte fator, cultural nesses preconceitos), no entanto serve para qualquer sentimento de desprezo e ato de discriminação.

Tenho algo a escrever sobre o enorme problema dos ódios étnicos-culturais que, entre outras coisas, são formas de segregação. É curto, mas muito agressivo, então não vou colocar aqui.

Na verdade tenho vontade de colocar aqui sim e ainda sair berrando pela rua… Hummm… Tô emocionado… Vou dar um tempo… Inspira… Expira… medita…

Vamos lá, em vez de agressivo serei enfático.

Racistas, escutem aqui, vocês vão fuder com a porra da humanidade toda…

Pera… Acho que tá um pouco agressivo ainda. Hahahahahahaha!!!

Mas, sério!

Entendo que há principalmente dois grupos de pessoas que promovem esses ódios segregadores:

  • Os que estão com medo porque tudo está mudando muito rápido e nós temos o impulso instintivo de nos dividir em tribos.
    Quem está nesse grupo precisa muito sair dele porque, além de fazer parte de um grande mal a toda espécie humana, está mergulhando no fosso profundo do lado negro da força. É uma vida horrível!
  • Os que são realmente egoístas, narcisistas, patologicamente imaturos demais para serem capazes de ter empatia e entender os outros vendo o mundo como coisas que atrapalham a satisfação infantil dos seus desejos.
    Esses não vão entender ou aceitar o que estou dizendo.

Há um terceiro grupo, dos popularmente definidos como psicopatas que são um percentual pequeno e, na prática, não devem se juntar a jornadas que envolvam empatia…

Nossa… É um textão! Acho que estou no meio dele. Vale a pena continuar! Vai por mim!

Para afirmar que esse racismo segregador (e outros ódios) representa um mal terrível para a humanidade precisamos explicar o por quê.

O primeiro passo é entender que, antes mesmo dos 200 mil anos do surgimento da nossa espécie, os hominídeos se reuniam em pequenas tribos que se antagonizavam tanto genética quando memeticamente (ou seja, tentavam impor seus genes e sua cultura às outras, afinal esse é um dos pilares da evolução: os mais adaptados florescendo enquanto os outros desaparecem).

No entanto o mundo das tribos é impossível hoje. Impossível e uma gigantesca desvantagem evolutiva.

Aliás, hoje não, há muitos séculos.

No século XII o mundo árabe era profundamente miscigenado, importava culturas, conhecimentos e pensadores de toda parte e floresceu para ser a base da civilização moderna (e da ciência) até que sua cultura se tornou segregadora e hoje está entre as regiões mais atrasadas e violentas do planeta. Cercada de fome, falta de direitos individuais… Felizmente lá também vemos grandes esforços civilizatórios começando pela abertura para diversidade cultural.

Podemos pegar uma infinidade de exemplos, mas é útil saltar direto para a “América” que se tornou grande justamente por ter abrigado pensadores e culturas de todo o planeta principalmente depois da segunda guerra mundial (Deuses Americanos de Neil Gaiman traz uma bela representação disso).

Fazer a América grande novamente… Infelizmente ela vai no caminho oposto alimentando a segregação, assim como a Inglaterra.

O resultado da diversidade sempre é o fortalecimento do organismo genético ou memético e o oposto só leva a dissolução e deterioração da cultura que mergulha no ódio, na pobreza, no desgoverno, no caos.

Desculpe o textão, mas a humanidade vive um momento muito crítico por causa da mudança climática.

Temos que agir rápido e ser capazes de reunir o máximo da nossa capacidade científica, tecnológica e, principalmente, humana (pela empatia e adoção da diversidade cultural) para superar essa perigosa transição de civilização tipo zero para tipo um (capaz de manter o ecossistema planetário em equilíbrio).

Por “capacidade” estou me referindo a indivíduos mesmo. Somos Sete bilhões de humanos, cada um com potencial criativo e construtivo praticamente ilimitado (basta ver o que fizemos juntos em menos de dez mil anos).

Os ódios étnicos-culturais são segregadores e estereotipadores  ferindo brutalmente as possibilidades de  talvez 70% dessa capacidade, principalmente das mulheres, negros e grupos culturais discriminados (religiosos principalmente).

É muita coisa…

Além disso não é a única praga que contamina a civilização. Temos ainda a atual estrutura política e econômica que ainda se baseia essencialmente em um tipo de desdobramento do trabalho escravo, mas isso é assunto para outros posts.

Fique agora com as cinco dicas para ajudar a curar a sociedade dessa doença perversa, o racismo e outros ódios étnicos e culturais:

  1. Não seja indiferente ao ódio praticado perto de você;
  2. Filme e entregue à polícia ou órgãos responsáveis (não publique online);
  3. Dê apoio à vítima depois que o agressor se afastar;
  4. Desqualifique propagandas racistas online (se tiver condições de lidar com a reação de odiadores)
  5. Se oponha ativamente ao racismo (e outros ódios étnicos ou culturais)

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