Imagem: Divulgação Livraria Cultura

Tem uma abordagem memetica que simplifica bastante o que está acontecendo:

No paradigma anterior a pirâmide da comunicação tinha uma grande base e uma pedra de cumeeira que filtrava as ofertas de cultura.

Com o advento da era da informação há mais de 20 anos a pirâmide começa a se inverter (ainda está em andamento) e o paradigma passa a ser o da diversidade, cauda longa, “vitrines” personalizadas, bolhas de informação possíveis apenas com auxílio de inteligência artificial.

Temos então o crescimento de modelos como Google, Netflix, Amazon…

Simplificando mais ainda: trocamos o paradigma da escassez de informação pelo da oferta literalmente infinita.

Resistir a isso é acelerar a própria extinção.

Em seu artigo para o PublishNews, Haroldo Ceravolo Sereza, editor da Alameda Editorial, fala sobre a crise das grandes redes de livrarias e aponta seus erros e acertos. “Duas notícias de impacto recentes: a Saraiva estaria negociando a aquisição de ações da Cultura (ou fusão com, como preferem alguns) e a Fnac está decidida a deixar o Brasil. Essa crise é uma bola cantada. Muita gente vai culpar a Amazon, mas vamos pensar os casos isoladamente. As dificuldades da Cultura são, de fato, as mais difíceis de lidar. Isso porque ela é, ainda, um canal importante de venda de livros e está na memória afetiva de todo leitor paulistano. Quem não comprou livros lá certamente desejou isso. A Saraiva definitivamente não é minha livraria como consumidor e sequer vende os livros da Alameda (mesmo no site). A rigor, ela não é uma livraria, mas uma loja que vende livros, o que parece a mesma coisa, mas não é. Porém, a seu favor, há uma homogeneidade nas lojas suficiente para que os mesmos livros fiquem bem confortáveis no shopping Higienópolis ou West Plaza. Em Brasília, Rio, Salvador: toda vez que vou a uma Saraiva, sinto que estou num lugar para um público que existe em todos esses lugares; quando vou à Cultura do Iguatemi, eu não consigo imaginar como um espaço tão grande pode render, vendendo livros, o suficiente para se manter. As dificuldades dessas grandes redes, por outro lado, são uma oportunidade para as livrarias independentes. Isso está acontecendo nos Estados Unidos e pode ocorrer aqui também”. Clique no Leia Mais e tenha acesso à íntegra desse artigo.

Source: Crise nas livrarias: Insistindo no erro até encontrar o fracasso | PublishNews

Salvar

Pin It on Pinterest

Share This

Compartilhe!

Mande para suas redes sociais