Catacumbas

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Teorias da conspiração…

Da farsa da ida à Lua até o controle de todo o planeta por cinco famílias passando pelo aquecimento global sempre há um grupo anônimo a quem nos referimos como “eles” ainda que alguns nomes sejam sugeridos aqui ou ali. Eles tem interesses que não resistem a uma análise lógica, mas aqueles que acreditam em teorias da conspiração sentem “nos ossos” que há forças ocultas conduzindo a humanidade.

Talvez essas pessoas tenham mentes mais sensíveis a padrões, talvez sejam como antenas percebendo memes que se movimentam nas catacumbas da nossa consciência coletiva.

Nós, pessoas racionais, consideramos que, se grandes corporações agem em acordo é simplesmente porque são movidas por interesses comuns ainda que sejam concorrentes, mas essa hipótese também pode estar errada.

Por exemplo, o interesse de qualquer corporação de comunicação é investir no senso crítico e inteligência da sua audiência para se valer da sua estrutura maior para oferecer programas que pequenos grupos independentes não poderiam equiparar.

Outro exemplo é o interesse comum a todos nós que o clima permaneça adequado às formas de vida atuais, pois, é óbvio, toda indústria precisa de mais consumidores.

Apesar disso pode-se dizer que há uma predominância de programas bobos (ou pelo menos falta de programas que qualifiquem a platéia) e se investe muito mais para ignorar as questões climáticas do que para nos mobilizar em torno delas.

Creio que a razão para isso é que nós ainda não somos plenamente racionais. Nem individualmente, nem coletivamente.

Grandes empresas tem um comportamento que é reflexo de uma coletividade de mentes (dirigentes de empresas, empresários, executivos) e esse comportamento é muito mais instintivo do que lógico.

O “Eles” das teorias da conspiração seriam a tendência do pensamento formado por coletividades de pessoas.

Para ficar mais claro: cada executivo, funcionário, empresário indivíduo que tem uma participação pequena ou grande no processo decisório de empresas, instituições e até países, procura atender as expectativas que ele sente que existem sobre ele e, em geral, envolvem muito mais o crescimento e a competição por recursos (financeiros, mercado etc.) do que o funcionamento racional e a entrega de um produto ou resultado.

Enquanto somos impulsionados por essas expectativas estamos participando de um meme que construíu mega-corporações, mega-países e acaba sendo percebido por mentes mais intuitivas como uma conspiração quando, isso é uma hipótese, na verdade é um reflexo do nosso comportamento instintivo e esforço em atender as expectativas do nosso grupo.

Isso é um problema pois a cada dia se torna mais importante que sejamos capazes de conduzir nossos caminhos em sentidos mais sustentáveis e até restauradores para ser mais realista.

Apesar disso boa parte das ações sustentáveis ou restauradoras (para falar a verdade lembro de poucos casos da segunda) são cortinas de fumaça, ações vazias apenas para atender o que parece ser um anseio do consumidor, assim como já foi um anseio ter um tipo de casa portátil onde pudesse ficar sozinho na rua e criou-se o carro, mas a sociedade da solidão que dominou metade do século passado é outro assunto.

Entendo que esse artigo deve estar confuso, mas decidi usar esse blog de forma mais tradicional, trazendo para cá pensamentos em construção. Espero que sirva de inspiração para alguém ou para mim mesmo no futuro.

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