Na semana passada fui convidado a apresentar uma aula de 4h para a sexta turma de Gestão Estratégica de Marketing Digital da Facha e decidi fazer com eles uma viagem em busca da gênese da nossa consciência, afinal, embora já saibamos bem como evoluimos fisicamente, só nos últimos anos estamos começando a juntar psicologia e evolução para desenvolver uma teoria da consciência e esse blog trata principalmente disso.

Considero que o marketing terá um papel importante na transição da sociedade do consumo para a cultura do conhecimento, nem que seja por imposição da natureza da nossa consciência.

Ainda consegurei parar um tempo para falar da alma humana em 5 minutos, mas ainda não será agora, o que pretendo nesse post é compartilhar a conclusão a que chegamos ao fim das 4 horas.

A nossa consciência é um dos maiores diferenciais entre nós e os demais animais. Talvez todos os outros animais venham a desenvolver formas de consciência semelhantes à nossa se lhes dermos tempo (ou observarmos com a mente aberta).

Assim como a matéria em nosso universo parece ter a propriedade de se organizar em formas cada vez mais complexas o pensamento parece naturalmente se tornar cada vez mais consciente.

Todos nós somos fortemente controlados pelos nossos instintos programados para nos tornar perfeitas máquinas de genes garantindo-lhes um ambiente para se duplicar e multiplicar sofrendo pequenas mutações e transmitindo sua hereditariedade.

Isso vale para todos os animais.

No entanto, conforme nossa consciência se tornou cada vez mais complexa outra influência passou a nos conduzir, a ponto de fazermos algumas coisas que são contrárias aos “interesses” dos genes.

Da mesma forma que evoluímos justamente por ser boas máquinas de genes, nos tornamos conscientes por sermos boas máquinas para processar dados e informações transformando-os em memes (pequenas unidades culturais ou comportamentais).

No entanto, ao contrário dos genes que precisam de um ciclo reprodutório inteiro para se reproduzir (cerca de 12 anos nos humanos) os memes são intangíveis e podem ser copiados e modificados em razões exponenciais.

Estamos assistindo um torneio entre memes e genes e o ganhador usará a máquina humana para os seus fins, ou seja, para garantir sua hereditariedade, se reproduzirem e modificarem.

Felizmente ou infelizmente tudo indica que os memes vencerão, a questão é: o que isso significa para o marketing?

Sim, essa é a questão, não estou sendo fútil. Nossa sociedade é manipulada pelo medo e pelo desejo para direcionar suas energias para o consumo. O marketing está no centro da nossa civilização assim como os deuses faraós, a nobreza, a Igreja, o Estado e a Corporação estiveram  um dia.

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