Imagem: Buffy, a caça vampiros

Uma amiga perguntou sobre  quem seriam os vilões e heróis na história atual do Brasil para um amigo que está escrevendo um artigo em quadrinhos.

As respostas giravam em todo dos lugares comuns de sempre como os responsáveis pela operação Lava à Jato serem heróis e o povo corrupto ou leniente com a corrupção ser vilão.

Aliás, sobre essa “vilanização” do povo já fiz um vídeo inclusive: Sobre a carta aberta aos brasileiros.

Decidi que valia a pena comentar e guardar aqui.

A ideia de heróis e vilões, muito presente nas obras infanto-juvenis (que hoje se estendem aos adultos) são boas metáforas para aprendermos sobre nossos anjos e demônios internos, mas não vejo heróis e vilões no mundo real, sabe?

Também não vejo no Brasil nada diferente do que vem acontecendo no mundo todo desde metade do século passado.

A mídia e sindicatos acabaram se coadunando com o sistema (gosto da visão do Guy Debord sobre isso) e a democracia foi servindo cada vez mais às corporações, ou melhor, a um sistema memético que constrói a sociedade à partir do poder de consumo, do prazer e do parecer em vez de ser.

O vilão talvez possa ser visto como um paradigma obsoleto e o herói como o próximo (que um dia será vilão também).

Se ele quiser fazer algo mais adolescente (bom para vender bastante) pode colocar isso em estereótipos, mas eu inseriria tanto nos vilões quanto nos heróis elementos dos dois paradigmas.

E tem que ser grupos.

Não é à que Buffy até hoje é lembrada e que vemos muito mais grupos heroicos que heróis solitários nos block-busters. Aliás já vemos na série essa mistura de vilão e herói nos personagens, do Spike até a Willow passando pela própria Buffy.

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