Imagem: Eu mesmo tirei depois de correr hoje

Tá certo, o título desse post é estranho, o texto também, mas lembrem-se que, antes de ser “tipo ciberantropólogo” sou um apaixonado por literatura e estruturas narrativas. Garanto que as ideias se encadearão e conterão algumas questões relevantes para a cibercultura, mídia e marketing além de um pouco de história.

Av. Visconde de Pirajá 250 – Ipanema – Brasil

Há uma informação notável nessa foto.

Há 20 anos a Internet começou a se popularizar fora dos meios militares e acadêmicos. Nos jornais da TV, quando um site era citado o destaque era para os pontos: ibm PONTO com.

Pouco depois os gigantes de vendas e mídia correram para fincar uma bandeira no novo território e foi dito que a Internet utópica dominada por pessoas seria devorada em breve pelos dinossauros; e lá se vão uns 15 anos.

Os gigantes, sofrendo a mesma miopia de todos os outros antes, confundem meio com mensagem. Acham que vendem papel, plástico, ondas de rádio quando vendem informação.

Sempre foram os bits. Gravados na pedra, no papel, nas ondas de rádio, espalhados na nuvem.

Não vão mais de 5 anos desde que víamos em todas as mídias “esse ano no telecine” e “pela primeira vez na TV!”

Agora esperamos ansiosos pelas estreias no Netflix e os outdoors em Ipanema exibem lançamentos do Megapix.  E os dinossauros atravessam pesadamente o vale perdido. Espero que, ao contrário dos outros dinossauros não acabem virando galinhas quando o meteoro da Internet atingir o planeta (não, ele ainda não nos atingiu.)

Obs: Megapix é um canal por assinatura da GloboSat que pode ser visto on demand online. Existe desde 2008. Em 2011 fez acordo com a Walt Disney. O nome soa como um “nome de Internet” e o serviço parece um tanto anacrônico.
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